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Wenceslau Braz

Honda trabalha em airbag para scooters e motos de baixa capacidade; conheça

Dessa forma, a redução de danos proporcionada por uma bolsa de ar entre o motociclista e os obstáculos em caso de colisão não pode ser desprezada

Os scooters e motos de baixa cilindrada estão cada vez mais próximos de contar com um sistema de airbag. Ao menos é o que sugerem desenhos de patentes atribuídas à Honda e que circulam na imprensa internacional. Uma foto, inclusive, mostra uma scooter PCX 150 equipada com uma bolsa de ar vertical inflada entre o piloto e o guidão. O airbag em motos não é inédito, mas equipa apenas um modelo. Não por acaso, a Honda Gold Wing. Desde 2006, a moto touring de 1.800 cc sai de fábrica com o sistema de segurança. A marca japonesa trabalha em airbag para os veículos de duas rodas, pelo menos, desde a década de 1990.

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O alto custo não é o único motivo para o airbags ser restrito apenas à luxuosa moto – a versão Tour é vendida atualmente por R$ 166.500. O espaço, ou a falta dele, também dificulta instalar o módulo, o cilindro de gás, a bolsa inflável e outros componentes do airbag em motos comuns. Problemas que, tudo indica, parecem ter sido solucionados pela Honda como mostram os desenhos e a foto.

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Mas outro detalhe põe em dúvida a efetividade de airbag em motos. Pilotar é uma atividade muito mais dinâmica do que dirigir um carro. O motociclista se movimenta sobre o banco, se inclina nas curvas… Enquanto, em um carro, o motorista e os passageiros estão “afivelados” ao cinto de segurança. Porém, em modelos como a Gold Wing, no qual o motociclista vai sentado e não se movimenta tanto, é mais fácil prever a trajetória no em caso de um acidente. As scooters também têm uma posição “sentada” de pilotagem. Apesar dos questionamentos, a insistência da Honda em airbags tem base em pesquisas.

Segundo informações da própria empresa – do início dos anos 2000, mas ainda relevantes – quase 70% dos acidentes com vítimas em motos são colisões frontais. A maioria dos ferimentos foram causados pelo choque do piloto em outro veículo, objeto ou no asfalto.

Dessa forma, a redução de danos proporcionada por uma bolsa de ar entre o motociclista e os obstáculos em caso de colisão não pode ser desprezada.

Os desenhos mostram que o novo sistema de airbags é compacto o bastante para ser instalado no escudo frontal de scooters, como a PCX. O sistema tem um invólucro que armazena a bolsa e é montado na área da mesa de direção da PCX – aquela peça cromada que serve de “base” para o guidão. Quando o sistema detecta uma colisão, acredito por meio de acelerômetros, o airbag é inflado por um cilindro de gás comprimido embutido no sistema. A bolsa parece inflar verticalmente, mais ou menos como os airbag de cortina nos carros, porém para o alto, protegendo assim o piloto do impacto frontal.

O funcionamento é semelhante ao do airbag da Gold Wing. Com a diferença que, na moto de alta cilindrada, a bolsa de ar é muito maior. Mas o princípio é o mesmo: proteger o piloto de bater no guidão, para-brisa e, na melhor das hipóteses, evitar que o motociclista seja arremessado da moto, em uma batida frontal. Não há informações oficiais de quando uma PCX com airbag deva ser lançada, nem tampouco quanto iria custar. Mas trata-se de mais um passo para que as motos fiquem cada vez mais seguras.

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FonteUOL

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