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Wenceslau Braz

No dia da enfermagem, profissional fala sobre alegrias e tristezas de atuar na área da Saúde

Nesta terça-feira (12), comemora-se o Dia Mundial da Enfermagem, uma homenagem ao aniversário da britânica Florence Nightingale, considerada a mãe dessa profissão tão digna de honra que completaria 200 anos.

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Para homenagear esses profissionais que têm arriscado suas vidas em época de pandemia, conversamos com a enfermeira e coordenadora de urgência e emergência do Pronto Socorro de Wenceslau Braz, Juliane Ribeiro Tamm. Ela que tem uma carreira longa, 18 anos de profissão, fala que desde que era criança já tinha vontade de exercer a profissão, uma vez que já realizava trabalhos comunitários junto com a família e até hoje não deixa o serviço voluntário de lado, ajudando na Casa de Acolhida Bom Samaritano.

Nesse mesmo local, há anos atrás no começo da sua carreira, se lembra de uma boa passagem em que fez o parto de uma mulher no meio de uma mata. “Lembro-me como se fosse hoje, a ambulância encalhou porque estava chovendo muito, me deram carona de moto e depois andei aproximadamente 3km. Foi exaustivo, mas totalmente gratificante em ajudar no trabalho de parto e ver a criança nascer. Nessa época não tinha nada ainda no espaço do Bom Samaritano, apenas uma casinha de madeira em que a mãe esperava pela nossa equipe”, conta Juliana Tamm.

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A profissão de enfermagem como todas as outras têm suas partes boas e ruins e, segundo a coordenadora, a parte que a motiva para continuar nesse trabalho é poder ajudar as pessoas na hora em que elas mais precisam. “Você é a luz no fim do túnel de alguém”. A parte negativa que marcou seu trabalho foi de um acidente de carro que envolveu uma mãe e seu filho de apenas 4 anos que não resistiu aos ferimentos, vindo à óbito. “Para ser enfermeiro tem que ser por amor, porque sempre tem o lado negativo, como nesse exemplo do menino de 4 anos que faleceu. Eu recomendo para as pessoas que estudem enfermagem e sigam a profissão, mas que façam por amor mesmo. Inclusive minha filha quer ser enfermeira e eu recomendo. Tenho esse orgulho dela querer seguir a mesma carreira que a minha”, relata a coordenadora.

Juliana termina a conversa contando que a correria na profissão é algo que se acostuma, que sempre está fazendo cursos para se atualizar, e que a família se acostuma com a rotina e acaba entendendo as ausências.

A Folha Extra deseja a todos os profissionais de Enfermagem parabéns pelo seu dia e pelo amor, compromisso e dedicação empenhados ao cuidado com o próximo.

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