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Tomazina, Pinhalão, Japira e Jaboti criam associação de produtores de morango e buscam selo especial de qualidade

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Na propriedade de Marcelo Siqueira as 15 mil plantas são suspensas para evitar o contato com o solo - Foto Divulgação

O objetivo é que eles possam se organizar para ganhar competitividade no mercado e buscar o registro de Indicação Geográfica junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)

Um grupo de 12 produtores de morango do norte pioneiro do Paraná constituiu, na última quinta-feira (28), a Associação Norte Velho dos Produtores Rurais de Jaboti, Japira, Pinhalão e Tomazina. O objetivo é que eles possam se organizar para ganhar competitividade no mercado e buscar o registro de Indicação Geográfica junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O produtor de Jaboti, Marcelo Augusto da Mata Siqueira, foi eleito o presidente da nova associação. Ele trabalha com morangos há 17 anos. Hoje, possui uma produção de 15 mil plantas suspensas, todas semi-hidropônicas, para evitar doenças de solo. Para ele, a constituição da associação é muito importante e necessária na região, que concentra o cultivo da fruta em mais de 140 hectares.

“Hoje, dependemos muito dos atravessadores. Enquanto o mercado vende a caixa por R$ 25, em média, a gente comercializa a R$ 5, na roça”, justifica. Além de ganhar competitividade no preço de venda, Siqueira acrescenta que a união dos produtores vai beneficiá-los, também, na hora de conseguir boas condições de pagamento na aquisição dos insumos e mudas.


A associação é necessária, ainda, para que os produtores da região consigam fazer o pedido de registro de Indicação Geográfica junto ao INPI. “A IG será uma baita conquista pra gente. Nosso cinturão é muito forte na produção de morango, tanto em qualidade como em quantidade, mas os produtores são prejudicados na venda”, afirma. Caso o grupo conquiste o registro, Siqueira diz que a região terá produtos ainda melhores e com mais valor agregado.

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A Indicação Geográfica é um bem coletivo conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos similares disponíveis no mercado por sua qualidade, especialidade e tipicidade.

A região do norte velho é considerada a maior produtora de morango em todo o estado, segundo a Emater. O trabalho será focado na conquista da IG por Indicação de Procedência (IP), relacionada à reputação e tradição dos fruticultores.

O consultor do Sebrae/PR, Odemir Capello, afirma que a proposta de IG integra um conjunto de ações realizadas pela governança do Comitê Territorial do Norte Pioneiro do Paraná para tornar a região uma referência na produção de alimentos diferenciados e fazer com que isso gere desenvolvimento para todo o território.

“O morango será o terceiro na busca pelo registro, depois do café e da goiaba”, aponta. Segundo o consultor, a constituição da associação cria capital social e fortalece o segmento.

Capello explica que a conquista da IG trará notoriedade para o cultivo de morangos da região, que concentra aproximadamente 500 produtores. “O objetivo é que o trabalho associativo beneficie os fruticultores e organize a produção para que ela possa chegar a novos mercados”, informa.

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O consultor lembra que o trabalho, que vem sendo realizado há cerca de um ano, conta com o apoio da Emater; prefeituras municipais de Jaboti, Japira, Pinhalão e Tomazina; Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar); Ministério da Agricultura; e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

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Cidades

Paraná vê pior ano epidemiológico em casos e mortes por dengue

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Foto: Ilustrativa - Reprodução/Internet

A Secretaria de Estado da Saúde finaliza o período sazonal 2019/2020 de monitoramento da dengue com a publicação de boletim epidemiológico, nesta terça-feira (14). O Estado fecha o ciclo de 12 meses com 227.724 casos e 177 mortes confirmadas. Foi o pior ano em se tratando de casos e mortes no Estado.

O acompanhamento de julho 2019 a julho 2020 publicou 43 boletins epidemiológicos, com registros de casos confirmados, notificados, óbitos e análises sobre os índices da doença nas regiões e cada município do Estado.

Até ontem, 244 cidades estavam em situação de epidemia e 31 em alerta para a dengue. O informe mostra que 22.700 casos seguem em investigação.
Em relação aos óbitos por dengue o aumento em relação ao boletim do período anterior é de cerca de 80%. Entre 2018/2019 foram 22 óbitos e agora são 177 mortes provocadas por dengue.

Desde o início do período, a Secretaria da Saúde já alertava para a possibilidade de aumento expressivo de casos devido ao novo sorotipo da doença, o Den-2, que até então não circulava no Estado. O fluxo do subtipo diferente fez com que as pessoas infectadas evoluíssem para formas mais graves da dengue.


Apesar do encerramento do período sazonal, a Secretaria da Saúde informa que a consolidação de dados de 2019/2020 será feita no mês de novembro junto com o fechamento das informações do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

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“A doença segue como uma das maiores preocupações do Estado”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto. Os números do ano epidemiológico ficaram altos altos, mas não significa que acabou. Existe uma epidemia de dengue e por isso a Secretaria da Saúde reforça o apelo para a que população fique atenta.

 

Via: Bem Paraná.

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