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MEIO AMBIENTE

Número de incêndios ambientais no Paraná cresce 67% no primeiro semestre deste ano

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Foto: Ilustrativa - Reprodução/Internet

As ocorrências de incêndios ambientais no Paraná aumentaram em 67% no primeiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Corpo de Bombeiros e foram repassados à reportagem do Bem Paraná nesta segunda-feira, 3 de agosto. Segundo estes dados, no primeiro semestre de 2019 foram registrados 3.340 incêndios ambientais e neste ano, no mesmo período, o número foi de 5.578.

Além de destruir a fauna e a flora, as queimadas ambientais também são prejudiciais. O acidente registrado nesta noite de domingo, 2 de agosto, na BR-277, que deixou oito  mortos e 26 feridos, segundo as informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF-PR), teve como uma das causas a fumaça de um incêndio ambiental que, junto com a neblina, teria tirado a visibilidade a pista.

 

COMO EVITAR

Os incêndios ambientais podem ser corriqueiros devido a fatores naturais como raios e estiagem, por exemplo, mas também ocorrem em decorrência de ações humanas, como queimadas, fogueiras, bitucas de cigarro jogadas em locais inapropriados, entre outros.
O comandante lembra que o cuidado com as fogueiras, comum nesta época do ano, devem ser redobrados e diz que atear fogo em lixos ou em terrenos baldios é crime, e tem como penalidades multas ou até mesmo a prisão.

 

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PENALIDADES

Causar incêndios em matas ou florestas, independente de ser uma área de proteção ou não, privada ou pública, é crime. De acordo com dados do Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde (BPAmb-FV), no primeiro trimestre de 2019 foram constatadas seis ocorrências com crime de incêndio em mata ou floresta no Paraná. Em 2020 nenhum caso foi constado nos primeiros três meses do ano. A penalidade para esses crimes é de multa e prisão.

“É uma situação que está prevista na lei de crimes ambientais, cuja pena é reclusão de dois a quatro anos, ou seja, é um dos crimes mais graves em se tratando de crimes ambientais”, explicou o chefe de Planejamento do BPAmb-FV, capitão Álvaro Gruntowski. Segundo ele, pode acontecer por ação direta com a intenção de causar um desastre, ou por uma negligência ou imperícia, quando a pessoa não toma cuidados necessários e a manipulação do fogo acabou num incêndio.

Na infração administrativa a multa varia de acordo com o tamanho da área atingida. O valor mínimo da multa é de R$ 5 mil e pode chegar até R$ 50 milhões, dependendo de quantos hectares foram afetados.

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Segundo Gruntowski, é preciso observar as leis para saber quais ações são criminosas. Um exemplo é a soltura clandestina de balões: o artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98) diz que fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano, pode levar a pessoa a ser condenada à pena de detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas, cumulativamente.

 

ESTRUTURA REFORÇADA

Em março, o Corpo de Bombeiros recebeu do Governo do Estado sete novos caminhões Auto-Bomba Tanque Resgate (ABTR) para atuar em diversas situações, inclusive no controle a incêndios neste momento de estiagem. O investimento total é de mais de R$ 6,5 milhões.

A Defesa Civil do Paraná também repassou alguns equipamentos ao Corpo de Bombeiros para auxílio no combate às queimadas.

Em caso de incêndios, seja ambiental ou não, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

 

Via: Ana Ehlert – BEM PARANÁ.

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Cidades

Secretário descarta volta às aulas no PR por pelo menos 30 dias; protocolo prevê opção para ficar em casa

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Foto: Reprodução/Internet

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, descartou nesta quinta-feira (24) o retorno às aulas no Paraná por pelo menos 30 dias. Em entrevista concedida à Banda B, ele afirmou que o governo está esperando uma queda na curva ao longo do próximo mês, mas que a discussão de retorno só poderá acontecer se as expectativas epidemiológicas se confirmarem.

“Ao descer esse patamar, talvez possamos estudar o retorno, com calma, respeito, tranquilidade. Em primeiro lugar, vem a segurança de alunos, professores e familiares, já que os estudantes precisam retornar para casa após a aula. Esse tema é tratado com todo o carinho e respeito que o cidadão merece. Não é por pressão desta ou daquela entidade que vamos ceder. Toda a orientação será de ponto de vista técnico, epidemiológico e de saúde pública”, disse o secretário.

Entre as principais entidades que pedem o retorno das aulas está o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe) e um grupo de pais, que marcou uma manifestação para o próximo domingo (27).

 

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Protocolo e plano-piloto

Apesar de a volta ser descartada no momento pela Secretaria da Saúde, a Secretaria Estadual da Educação (Seed) já elabora um plano-piloto para a eventual retomada.

De acordo com o diretor-geral da Seed, Gláucio Dias, a ideia é dialogar e apresentar um protocolo que apresente a segurança necessária a todos os envolvidos. “A ideia é implantar inicialmente em uma região com alto índice de segurança e, para isso, temos uma sinalização de Irati, Guarapuava e União da Vitória. Com esse teste, podemos desenhar um retorno escalonado e seguro”, explicou.

Além do Governo do Estado, há um expressivo número de entidades que participa da elaboração do protocolo, que seria válido para as redes estadual e privada.

Entre os pontos discutidos, está a liberdade para pais que optem por não enviar os filhos às aulas. “Aquela família que entende que não é o momento, vai ter a liberdade de manter o filho dela estudando exclusivamente na modalidade online. Mas, um dos pontos que está no documento é que o ensino será hibrido, ou seja, com estudos presenciais em uma semana e remoto na outra”, disse Dias.

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O objetivo do ensino híbrido é garantir o distanciamento social nas escolas.

 

Via: Felipe Ribeiro – Banda B.

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