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Wenceslau Braz

Pais e especialistas falam sobre o projeto de educação em casa mesmo após a pandemia

Genitores de alunos da rede pública de Wenceslau Braz e profissionais da área da educação comentaram seus pontos de vista relacionados a proposta

 

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O Projeto de Lei(PL) que regulamenta o “homeschooling” no Brasil, no português claro a educação domiciliar, é o formato de ensino realizado em casa. O assunto está sendo debatido pelos professores e pais de alunos, pois a nova PL fundamenta a possibilidade da educação presencial das escolas serem substituída pelo ensino caseiro, delegando o dever de educação de crianças e adolescentes previsto na Constituição Federal, ser em conjunto entre o Estado e famílias, se tornar integralmente ao núcleo familiar.

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Em conversa com a coordenadora pedagógica Nilceli Sayuri Izu Uno, relata que em questão de qualidade de ensino, é contra a aprovação do “homeschooling”, e que essa forma de educar depende muito do comprometimento da família, da formação dos pais, o que muitas vezes não consegue superar o ensino presencial. “A escola presencial ainda tem um papel fundamental. A presença e acompanhamento do professor são muito importantes para o desenvolvimento dos alunos. Os professores especialistas do ensino fundamental II e nível médio são figuras indispensáveis para a formação e desenvolvimento do aluno” destaca a coordenadora.

Consultadas sobre o assunto, duas mães que preferiram não se identificar e que filhos estudantes em escolas de Wenceslau Braz, uma com seu filho estudando no fundamental I em colégio municipal e outra com filha no fundamental II em colégio particular, ambas se posicionaram contrárias à essa forma de ensino por motivos diferentes. Dentre os pontos desfavoráveis apontados por elas, destaca-se a alimentação consistente nas escolas e aumento da depressão infantil em época de pandemia. Em consenso, disseram que a maioria do pais não têm ensino superior e trabalham fora, dificultando essa atividade educativa domiciliar pela escassez de tempo na dedicação do aprendizado dos filhos. “No caso da minha família, eu tenho ensino superior, mas meu marido não, porém como eu trabalho fora não tenho tempo de me dedicar à educação deles. Se depender de ter que pagar professor particular, nós não temos condições de arcar com as despesas” explica a mãe que tem seu filho matriculado no colégio público.

Em conversa com a diretora Andréia Martins, do Colégio Estadual Ary Barroso, sobre o tema “homeschooling”, fala que muitos pais de alunos que eram à favor dessa forma de aprendizado, após um ano de pandemia, mudaram sua visão. “Os pais não estão dando conta nem de ajudar seus filhos com as tarefas, ainda contando com o sistema online que o governo estadual disponibilizou. Seja por falta de tempo ou por falta de instrução. Alguns até mesmo pagaram professores particulares para dar aula para os filhos em casa, pois valorizam o aprendizado deles” pontua a diretora.

A reportagem entrou em contato com o Chefe do Núcleo da Regional de Wenceslau Braz, Joaquim Gabriel Faustinoni para explanar sobre o ensino domiciliar, e ele preferiu não se pronunciar sem o prévio consentimento da comunicação da Secretaria Estadual de Educação (SEED).

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