19.1 C
Wenceslau Braz

Prefeito Dionísio presenteia Ratinho Junior com cafés produzidos em Pinhalão

Chefe do Executivo pinhaloense aproveitou o encontro com o governador para fortalecer o apoio aos produtores de café

- Advertisement -

O Prefeito Municipal de Pinhalão, Dionísio Arrais de Alencar esteve nesta terça-feira (24) em Curitiba para assinar o Convênio do Programa Estradas e Integração e aproveitou a oportunidade para presentear o Governador Ratinho Júnior com os Cafés produzido por cafeicultores do município. No presente ao governador, estavam as marcas Café das Mulheres Norte Pioneiro e Café Ouro Norte.

Segundo o Chefe do Executivo, o café produzido em Pinhalão, pelas cooperativas fortalece a agriculta familiar e dá destaque à cidade. “Temos orgulho em ter o Café das Mulheres e o Café Ouro do Norte, bebidas especiais que representam o potencial deste produto no nosso município e região. O melhor foi que ele (Ratinho) agradeceu e elogiou os já conhecidos Cafés Especiais”, comentou o Prefeito.

PROJETO

- Advertisement -

Criada pelo IDR-PR em 2013, a iniciativa atualmente abrange mais de 250 mulheres, distribuídas por 12 grupos de 11 municípios do Norte Pioneiro: Curiúva, Figueira, Ibaiti, Japira, Jaboti, Pinhalão, Tomazina, Siqueira Campos, Salto do Itararé, Joaquim Távora e Carlópolis. A associação também é vinculada à Aliança Internacional das Mulheres do Café (IWCA), instituição de valorização ao trabalho feminino nessa cadeia.

A região do Norte Pioneiro tem uma área total de 840,14 hectares dedicados ao café, uma média de 3,53 hectares por produtor. Em 2019, a produção total foi de 22.680 sacas beneficiadas de café, das quais 3.402 foram de café especial.

HISTÓRIA

Em expansão no Paraná principalmente a partir de 2010, foi nos cafés especiais que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) viu a oportunidade de desenvolver esse potencial entre os pequenos produtores de agricultura familiar ao mesmo tempo em que empodera as mulheres, personagens coadjuvantes do trabalho até então.

Cíntia Mara Lopes de Souza, extensionista do IDR-Paraná e coordenadora do projeto Mulheres do Café, explica que a iniciativa surgiu dentro da instituição. “Percebemos que as mulheres participavam pouco dos processos de capacitação promovidos pelo IDR-Paraná e, por outro lado, aquelas que participavam contribuíam muito na adesão das famílias às novas tecnologias”, conta.

“Além disso, víamos que quem trabalhava no terreiro e cuidava da parte organizacional da colheita era a mulher. Pensando que a produção de café especial seria uma alternativa de renda interessante para a pequena propriedade, a mulher teria um papel fundamental nesse processo”, explica a coordenadora.

Assim, o IDR-Paraná passou a realizar diagnósticos e promover formações sazonais que ensinavam as técnicas necessárias segundo o momento do ciclo do café. “Se era tempo de colheita, ensinavam a fazer a seca. Se terminava a colheita, falavam de poda e desbrota. E não tratavam só da parte técnica: falavam também de nós como mulheres, de liderança, de empoderamento, de nos fortalecer como mulheres para não desistir e de como trabalhar essa questão dentro da família”, explica a produtora Nira Souza.

Nira é uma das integrantes originais do grupo de Matão, distrito do município de Tomazina, que inclui 21 cafeicultoras e é observado como um dos mais desenvolvidos do projeto. Hoje com 44 anos, ela cresceu em plantações de café. Para ela, o sucesso é consequência do trabalho em grupo, que torna o percurso mais leve e mais rápido. Ela também é presidente da associação criada para abarcar essa iniciativa, a Amucafé (Associação das Mulheres do Café do Norte Pioneiro do Paraná), e representa a região em eventos por todo o País.

“Para mim não existe nada mais gratificante na vida do que a valorização do meu trabalho. E não é só a valorização por ganhar mais, mas pelo respeito com que as pessoas tratam meu trabalho, meu café e minha vida como mulher”, afirma.

 

- Advertisement -

Deixe uma resposta

MAIS NOTÍCIAS