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Resgate aéreo na região salva vidas e é gratuito

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Só quem já passou por uma situação de emergência consigo ou com um familiar sabe como cada minuto de espera é precioso. Uma ambulância viaja em média à 80 km/h dependendo de sua situação. Um trajeto de 150 km, que separa a maioria das cidades do Norte Pioneiro dos grandes polos hospitalares, demora cerca de duas horas para ser percorrido.
O número não parece expressivo para uma viagem a passeio, mas a situação se agrava quando se está transportando alguém entre a vida e a morte.
Essa visão de que tempo é vida recebeu um olhar diferenciado do Governo do Estado desde 2011. Diante da grande incidência de acidentes nas estradas e necessidade de transferência, o serviço de resgate aéreo gratuito se tornou realidade no Paraná.
A região do Norte Pioneiro ganhou sua própria base, localizada em Londrina, em dezembro de 2016, quando o serviço foi implantado para atender quatro regionais do Norte do Estado. As macros Apucarana, Cornélio Procópio, Ivaiporã, Londrina e Jacarezinho somam 97 municípios que hoje recebem atendimento exclusivo dos salvadores aéreos.
O coordenador de enfermagem do serviço aero médico e do SAMU regional de Londrina, Marcos Laurentino da Silva, falou a respeito dos critérios que são utilizados para julgar a necessidade de intervenção com a aeronave do SAMU. “A aeronave atende tanto situações traumáticas , quanto clínicas. O critério utilizado é o mesmo que permeia o SAMU terrestre, contudo a análise de risco tende a ser maior, isto somado ao fator tempo, para que as ocorrências menos emergenciais não tirem a atenção das prioritárias”, explica.
Há dois tipo de atendimentos prestados, o hospitalar primário (no local da cena, numa rodovia, na rua ou em uma casa, por exemplo) e o secundário (remoção, transferência de hospitais para unidades de maior porte) que soma a maioria dos atendimentos.
Marcos ainda explica que no caso das vítimas que precisam de atendimento ou que precisa ser removido para uma unidade maior, a solicitação não é feita diretamente à base em Londrina. “Em um primeiro momento, o hospital local faz o contato com o SAMU de Cornélio Procópio, onde será feita uma avaliação, a partir daí a equipe médica faz a constatação da necessidade ou não de resgate aéreo, então essa unidade contata o SAMU de Londrina que faz mobilização da equipe a bordo da aeronave”.
EQUIPE
A base localizada em Londrina conta com um helicóptero, que fica em um hangar; além da equipe que é composta por um piloto, um médico e um enfermeiro, um mecânico fica disponível o dia todo pra fazer a manutenção em terra, abastecimento, troca de cilindro de oxigênio, limpeza, lavagem, checagem de turbinas, entre outros.
Marcos conta que a equipe passou por treinamentos com a Polícia Federal no final do ano passado, isso proporcionou a redução de quatro para três pessoas, sendo que antes havia mais um tripulante durante as viagens.
“O trabalho de aero médico é diferenciado, contudo é o mesmo serviço que presta uma ambulância normal, porém em uma aeronave. Os médicos das equipes aéreas são especializados em urgência e emergência, alguns com especificidade em UTI, outros são até mesmo cirurgiões”, afirma Marcos.
CUSTO
Em entrevista especial à Folha Extra, Vinicius Augusto Filipack que responde como diretor de Políticas de Urgência e Emergência da Secretaria Estadual de Saúde desde janeiro de 2011, afirma que o custo do serviço anualmente chega a 30 milhões. “O serviço é relativamente caro, mas o número de vidas salvas é crescente. Atualmente a equipe de 70 pessoas consegue atender em média 40 emergências ao mês, pois voam de 50 a 60 horas por mês”, contabiliza.
O serviço é custeado pela SESA (Secretaria de Saúde do Paraná) e foi contratado através de licitação. A empresa oferece o helicóptero, o piloto e mais dois mecânicos, além de todo material médicos hospitalar e manutenção. A empresa também é responsável pela locação do hangar e as salas de alojamento da equipe
A equipe médica é custeada 50% pelo estado e 50% pela união. O Paraná é o único Estado que custeia um montante tão alto do serviço aéreo hospitalar.
Segundo Vinicius, são quatro helicópteros atendendo emergências nas macros e um avião UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinado apenas para transporte. “O Governo viu a necessidade da implantação do serviço diante da grande demanda de situações que colocam a vida das pessoas em risco e não podem aguardar um transporte terrestre, além disso todo território recebe amparo, mesmo que seja fora da área de abrangência daquela unidade, desde que tenha passado pela regulação médica”, explica.
“Em Casos que demandam intervenção rápido é possível fazer a diferença e salvar mais vidas do que seria possível se fosse por vias terrestres”, completa.
AOS OLHOS DE QUEM SOBREVIVEU
Ninguém melhor para falar sobre a eficiência do serviço de resgate aéreo do que alguém que viveu na pele os instantes intermináveis de espera por uma transferência.
Débora Xavier sofreu um acidente gravíssimo no início de julho deste ano e teve necessidade de ser transportada de helicóptero do hospital de Jacarezinho para uma UTI de Londrina, ela sofreu uma lesão grave em uma das vértebras. “Como eu fiquei consciente todo tempo, esse transporte foi o mais adequado para minha situação. Talvez se, em um primeiro momento, eu tivesse sido transportada de helicóptero direto pra Londrina, minha situação poderia ter sido revertida”, relembra.
“A equipe tem profissionais muito qualificados, tranquilizam a gente, além do impacto corporal que é mínimo dentro do helicóptero”, afirma.
A adolescente brazense ficou 23 dias na UTI de Londrina.
A média de vidas que é salva através da agilidade desse serviço, já ultrapassaram as 350 ocorrências, ou seja, 350 vidas salvas pelo serviço aero médico.
Considerando que o tempo é um dos principais fatores para que uma vida seja salva, o número é satisfatório, pois se não houvesse esse serviço, as chances de sobrevivência caem drasticamente.

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Secretário descarta volta às aulas no PR por pelo menos 30 dias; protocolo prevê opção para ficar em casa

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Foto: Reprodução/Internet

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, descartou nesta quinta-feira (24) o retorno às aulas no Paraná por pelo menos 30 dias. Em entrevista concedida à Banda B, ele afirmou que o governo está esperando uma queda na curva ao longo do próximo mês, mas que a discussão de retorno só poderá acontecer se as expectativas epidemiológicas se confirmarem.

“Ao descer esse patamar, talvez possamos estudar o retorno, com calma, respeito, tranquilidade. Em primeiro lugar, vem a segurança de alunos, professores e familiares, já que os estudantes precisam retornar para casa após a aula. Esse tema é tratado com todo o carinho e respeito que o cidadão merece. Não é por pressão desta ou daquela entidade que vamos ceder. Toda a orientação será de ponto de vista técnico, epidemiológico e de saúde pública”, disse o secretário.

Entre as principais entidades que pedem o retorno das aulas está o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe) e um grupo de pais, que marcou uma manifestação para o próximo domingo (27).

 

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Protocolo e plano-piloto

Apesar de a volta ser descartada no momento pela Secretaria da Saúde, a Secretaria Estadual da Educação (Seed) já elabora um plano-piloto para a eventual retomada.

De acordo com o diretor-geral da Seed, Gláucio Dias, a ideia é dialogar e apresentar um protocolo que apresente a segurança necessária a todos os envolvidos. “A ideia é implantar inicialmente em uma região com alto índice de segurança e, para isso, temos uma sinalização de Irati, Guarapuava e União da Vitória. Com esse teste, podemos desenhar um retorno escalonado e seguro”, explicou.

Além do Governo do Estado, há um expressivo número de entidades que participa da elaboração do protocolo, que seria válido para as redes estadual e privada.

Entre os pontos discutidos, está a liberdade para pais que optem por não enviar os filhos às aulas. “Aquela família que entende que não é o momento, vai ter a liberdade de manter o filho dela estudando exclusivamente na modalidade online. Mas, um dos pontos que está no documento é que o ensino será hibrido, ou seja, com estudos presenciais em uma semana e remoto na outra”, disse Dias.

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O objetivo do ensino híbrido é garantir o distanciamento social nas escolas.

 

Via: Felipe Ribeiro – Banda B.

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