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Mulheres contam sua rotina diária e como conseguem trabalhar fora e cuidar da casa

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Atualmente, a maioria das mulheres têm uma rotina de trabalho exaustiva, pois conciliam as atividades domésticas e profissionais.

Em março deste ano, dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) confirmam essa informação, pois apontam que 70% das mulheres e 66% dos homens de todo o mundo entendem que as mulheres devem trabalhar fora, no Brasil, o índice é de 72% das mulheres e 66% dos homens.

De acordo com a estimativa, 29% preferem ter serviços remunerados, mas o índice ainda continua sendo maior para aquelas que optam em trabalhar fora e, ainda, cuidar da família, a relação chega a 41% e, cerca de 27% das mulheres preferem ficar em casa, exercendo apenas serviços domésticos.

 

 

TRABALHO EM CASA

 

 

Ney da Silva de Moraes, de 59 anos, faz parte desta estatística. Durante 52 anos ela se dedica inteiramente ao lar e a família. Ela não julga quem trabalha fora, pelo contrário, admira essas trabalhadoras que tem uma jornada dupla, juntando as horas trabalhadas nas empresas com as exercidas ao chegar em casa.

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“Ser dona de casa para mim é maravilhoso, sei de cada detalhe da minha casa, é como se eu fosse a minha própria patroa, trabalho e quando sinto necessidade descanso, mas entendo que há muitas mulheres que querem ter autonomia e precisam trabalhar”, afirma.

Ney ainda comenta sobre a falsa ideia das pessoas de que quem é dona de casa não trabalha. “Essa ideia é muito errada, a rotina de quem trabalha em casa é tão exaustiva quanto a de quem trabalha fora, pois não há folga, sábado ou domingo, todos os dias há serviços e que se estendem até a noite”, assegura.

Sobre a dupla jornada, o relatório da OIT trouxe a estimativa sobre a opinião dos homens em relação ao serviço e indica que 28% deles desejam que suas mulheres trabalhem fora, já 29% gostariam que elas ficassem apenas em casa e 38% desejam que elas façam as duas coisas.

Para falar sobre as mulheres que conciliam o trabalho com o cuidado das famílias, a Folha Extra entrevistou Marly Aparecida de Souza, que além de cuidar da moradia, também exerce o trabalho fora de casa.

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Ela começou a trabalhar em 2015 e, desde então, encontrou em seu trabalho sua satisfação profissional, não conseguindo ficar sem seu emprego. “Minha rotina dentro de casa era muito boa, mas quando consegui arrumar um emprego senti que é muito satisfatório receber meu próprio dinheiro e ter autonomia para usá-lo”, comenta.

“Muitas vezes eu me sinto cansada, o trabalho é árduo, mas o que me mantem firme é o que eu conquistei com o meu dinheiro. Quando a fonte de renda vem só de uma pessoa ela acaba sendo sobrecarregada e nem todas as necessidades e vontades podem ser atendidas”, enaltece.

 

 

 

DESIGUALDADE

 

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a renda média nacional do brasileiro é de R$ 2 mil, mas os homens continuam recebendo mais. Enquanto eles ganham, em média, R$ 2,2 mil, as mulheres recebem R$ 1,7 mil.

 

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Máscaras de tecido inapropriado podem causar tontura e dor de cabeça

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Ao comprar ou confeccionar em casa uma máscara de proteção as pessoas devem tomar alguns cuidados, tanto com o tecido quanto com o tamanho da mesma.

Pedro Compasso, pneumologista no Super Dr. Saúde Integrada, em Ponta Grossa (PR), explica que algumas pessoas relatam dores de cabeça e tonturas devido ao uso prolongado da máscara de contenção. No entanto, esses sintomas neurológicos podem estar relacionados ao tecido da máscara, o qual “precisa evitar a projeção de partículas, mas não prejudicar a respiração”, afirma.
Segundo o médico, as máscaras impermeáveis e de tecidos muito grosso não permitirão a ventilação, a passagem do ar, o que seria o mesmo que a pessoa respirar dentro de uma câmera fechada.

“Essa concentração mais alta de gás carbônico que a própria pessoa fica jogando na máscara pode sim resultar em sintomas no corpo e sinais neurológicos, como tontura e dor de cabeça. Por isso, é importante que a máscara caseira seja de tecidos como TNT, tricoline e algodão, além de ser ajustável ao formato do rosto, cobrindo totalmente a boca e o nariz”, alerta.

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Outra recomendação é que a máscara de tecido seja trocada a cada duas horas, evitando a umidade da mesma. No momento de troca é importante não colocar as mãos no meio da máscara, já que o tecido pode estar contaminado. É preciso puxar pelos elásticos que envolvem as orelhas.
Em relação ao uso em crianças, o médico observa que a recomendação da APP (Academia Americana de Pediatria) é para que a máscara não seja utilizada em menores de dois anos de idade.

“O uso de máscaras em bebês menores de dois anos pode fazer com que os pequenos tenham dificuldades para respirar, pois eles contam com vias aéreas menores. O uso pode até mesmo levar ao sufocamento e ao estrangulamento. A orientação é evitar sair de casa com as crianças”, finaliza o especialista.

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