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Wenceslau Braz

Pedofilia: Como agir em casos de abuso sexual infantil

Dr. Miguel Chibani da Polícia Civil de Wenceslau Braz falou à Folha sobre os procedimentos a serem adotados em casos de suspeitas ou constatação de crimes de pedofilia

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A pedofilia é um crime bárbaro, que diariamente revolta as pessoas ao verem notícias na TV, rádio e, infelizmente, é uma realidade no dia a dia de muitas famílias. Mas como agir e o que não fazer caso presencie este tipo de crime, veja uma filmagem de uma pessoa conhecida ou mesmo suspeite que uma criança ou adolescente da família está sofrendo abuso?
Para esclarecer essas dúvidas, a Folha Extra recebeu no programa Conversa com Chimarrão o Delegado da Policia Civil, da 36ª Delegacia da Policia Civil de Wenceslau Braz, Dr. Miguel Chibani Bakr Filho, que falou sobre pontos importantes relacionados ao assunto.

Segundo o Delegado, o número de casos de violência sexual da Comarca brazense é muito grande comparado outras cidades da região. “No setor da carceragem temos dois pavilhões, um para crimes comuns como furtos, roubos, homicídios e outro separado apenas para crimes de violência sexuais. Houve um período que tínhamos mais presos por crimes de cunho sexual que a totalidade de presos de cidades como Tomazina, Siqueira Campos ou de Ribeirão Claro. Estes que estou dizendo são os que chegam ao conhecimento das autoridades e que foram tomadas providencias chegando a um resultado, porém, o número pode ser muito maior, pois muitos casos acabam não sendo denunciados”, explanou Dr. Miguel.

Houve um período que tínhamos mais presos por crimes de cunho sexual que a totalidade de presos de cidades como Tomazina, Siqueira Campos ou de Ribeirão Claro

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O Delegado na entrevista explica o que as famílias e as pessoas não devem fazer caso presenciem ou suspeitem que uma criança ou adolescente está sendo vítima de abuso sexual. “A família ou professor nunca deve levar a criança ou adolescente na Policia Militar, por que a PM é um órgão que realiza o trabalho de policiamento preventivo e nesse caso o fato já aconteceu, com isso leva a criança a relatar o ocorrido desnecessariamente. Também os familiares não devem levar a criança ou adolescentes diretamente ao hospital, por que o atestado médico é facilmente impugnado por advogados por não ser um médico perito criminal e mais uma vez a criança sofre em relatar a dor de forma desnecessária. Outro fato importante é não comentar com vizinhos e outros parentes para preservar a criança e adolescente”, explicou o Delegado.

Em caso de um familiar sofrer um crime de pedofilia, procure sozinho o delegado da cidade e não leve a criança ou adolescente

O agente também explicou o que fazer caso uma pessoa venha a presenciar ou saber de uma ocorrência de pedofilia. “Em caso de um familiar sofrer um crime de pedofilia, procure sozinho o delegado da cidade e não leve a criança ou adolescente, por que muitas vezes ele não é ouvido no mesmo dia e isso ajuda a preservar a criança. O delegado conduzirá de uma forma correta as investigações e orientará a família como proceder para os exames com o médico perito e todas as demais providenciais, de uma forma que a criança venha o quanto menos ser exposta e constrangida. Por que quanto vamos escutar a criança/adolescente temos que tomar o cuidado para não constranger e gerar mais dor ainda, então damos a opção a ela de escolher como contar o ocorrido, a criança escolhe se quer relatar falando, escrevendo ou até mesmo desenhando e nós temos que nos adaptar para podermos entender toda a realidade dos fatos, juntando com os exames e outras prova que vierem a existir para podermos investigar”, Finalizou Miguel Chibani.

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