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ADI celebra sucesso de debate sobre fake news

Jornalista Willian Wack trouxe um contexto histórico sobre fake news e também seu impacto para o pleito eleitoral
Jornalista Willian Wack, um dos palestrantes do debate (Foto: Marcos Campos)

Nesta quinta-feira, mais de 200 pessoas participaram da Jornada de Debates promovida pela ADI – Associação de Diários do Interior, que teve como temática Fake News X True News – o valor do jornal. O presidente da ADI-SC, Ámer Felix Ribeiro, apresentou o evento como um dos mais importantes do setor da Comunicação e destacou que é preciso agir e se organizar para criar estratégias para uma comunicação que proteja cada vez mais a verdade. “Somos todos os dias cobrados sobre o  valor das notícias, por causa da velocidade das informações e das transformações diárias da nossa sociedade. É nossa obrigação reforçar nosso papel social perante a divulgação de tantos fatos inverídicos. O combate às fake news é uma obrigação diária e que faz parte do nosso papel, ou seja, pela manutenção de nossa credibilidade".

O  governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, esteve no evento e falou sobre a responsabilidade na notícia. “ADI-SC busca com debates como este conciliar essas situações com a realidade. É preciso mostrar para a população como distinguir as notícias verdadeiras das falsas. E, como este também é um ano de eleições, esperamos que a Justiça Eleitoral puna de forma exemplar aqueles que usarem deste artifício desleal e que traz grandes consequências”, afirmou o governador.

O presidente do TRE-SC Ricardo José Roesler em sua fala destacou a preocupação com o impacto das fake news nas eleições deste ano. “As notícias falsas são séria ameaça ao pleito, podendo alterar resultados em disputas acirradas”, afirmou.

 O jornalista Willian Wack trouxe um contexto histórico sobre fake news e também seu impacto para o pleito eleitoral. Segundo o jornalista, tem-se a falta ideia de que as fake news surgiram com o advento da internet. Porém, elas sempre existiram, mas ganham força pela questão da quebra de confiança e credibilidade das pessoas nas instituições.

“Antigamente, antes de acreditar na notícia, as pessoas buscavam nos grandes veículos de comunicação. Se eles publicavam é porque era verdade. As fake news ganharam espaço porque os veículos deixaram de entender seu  público.” Waack defendeu que, para reverter este quadro, é preciso ser transparente e ter o público como foco.

Rafael Martini trouxe um apanhado sobre a necessidade cada vez maior do desenvolvimento do jornalismo hiperlocal, fidelizando ainda mais os leitores, trazendo aquele recorte que não é possível encontrar nos grandes veículos de massa. “As fake news vão sempre existir, com maior ou menor peso, porém, uma das formas de combate-las é o entendimento real do leitor e trazendo informações quase que em tempo real, mas sem deixar de lado a apuração. Jornalismo não se faz apenas com um computador e internet. Jornalismo se faz com perguntas, com reflexão, com apuração”, destacou.

O doutorando em jornalismo Rogério Christofoletti, que estuda a temática mesmo antes do grande boom de notícias falsas debaterá na temática sobre o desafio para a indústria jornalística, trouxe esse debate que permeia desde o campo acadêmico até o dia a dia redações.

Encerrando o evento, o diretor do OCP News, Marcelo Janssen apresentou um recorte sobre os caminhos e oportunidades da mídia regional, na dualidade entre a manutenção dos jornais impressos versus a popularidade da internet, e como essas tendências se convergem para a fidelização dos leitores, uma mescla que vem trazendo benefícios tanto para o modelo off-line quanto para o online.