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Norte Pioneiro

Adolescente morre em caso suspeito de dengue no Norte Pioneiro

Vítima de apenas 15 anos estava internada e apresentou os sintomas da doença. Exames do Lacen devem confirmar ou refutar se óbito tem relação com o vírus
(Foto: Reprodução/Internet)

O clima nesta quinta-feira (13) é de tristeza e comoção entre moradores do município de Santo Antônio da Platina. Isso porque uma jovem de 15 anos perdeu a vida após permanecer internada e a principal suspeita da causa da morte seria dengue.

A adolescente identificada como Sofia Maria Altvater Ramos havia sido internada na última terça-feira (11) no hospital de Santo Antônio da Platina após apresentar sintomas parecidos com os da dengue. Devido a mudanças em seu estado clínico, onde Sofia teria sofrido convulsões, foi necessária uma nova transferência da paciente que foi encaminhada de helicóptero ao Honpar (Hospital Norte Paranaense) na cidade de Arapongas.

Apesar de todo esforço, infelizmente Sofia não resistiu e entrou em óbito nesta quarta-feira (12). Segundo familiares, a causa da morte seria miocardia viral. Porém, apesar da suspeita do óbito ser devido ao vírus da dengue, a secretaria de Saúde de Santo Antônio da Platina ponderou que irá aguardar o resultado dos exames realizados pelos Laboratório Central do Estado.

Os casos de dengue têm preocupado cada vez mais as autoridades de Saúde em todo o Estado. De acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde na última terça-feira, 82,96% dos municípios paranaenses estão infestados com o mosquito da dengue.

No norte Pioneiro, Santo Antônio da Platina está com 16 casos da doença confirmados, enquanto ao menos outras 75 pessoas apresentam sintomas que condizem com a doença e seguem sendo monitoradas. Em Jacarezinho, a prefeitura chegou a publicar um decreto sobre a situação de emergência devido a infestação de mosquitos, além de quase 500 casos confirmados da doença.

Já a jovem Sofia, estudante do Instituto Federal do Paraná em Jacarezinho, infelizmente entra para triste estatística de vítimas da doença. Ela deixa duas irmãs, sendo uma delas sua gêmea, e seus pais.

 

PREVENÇÃO

Para um vírus que pode levar uma pessoa a morte, atitudes simples como não deixar água parada ajudam a prevenir a disseminação da doença, já que a mesma acontece por meio do mosquito Aedes Aegypti, o popular mosquito da dengue que se reproduz nestes locais. Porém, ainda há muita gente omissa em cuidados básicos com residências e terrenos.

O secretário de Saúde do Estado, Beto Preto, destaca a importância da colaboração da população para que se possa promover o controle da doença. “O levantamento demonstra que os fatores externos são determinantes para eliminação dos criadouros, reforçando a necessidade do apoio da população para acabarmos com possíveis focos do mosquito. A retirada mecânica deste conteúdo é sempre o mais indicado e mais efetivo”, disse.

Vale ressaltar que as ações devem ser tomadas de maneira coletiva, uma vez que o mosquito não respeita barreiras de muros, portões ou janelas. Além disso, o mosquito da dengue tem hábitos urbanos, o que aumenta sua concentração nas cidades, conforme relatou o veterinário da 19ª Regional de Saúde, Ronaldo Trevisan, durante entrevista à Folha Extra em 2019 quando a região vivia outra epidemia de dengue.

“O mosquito da dengue tem hábitos urbanos, isso é, vive e se reproduz nas cidades. Por isso, é extremamente importante que as pessoas cuidem das suas casas e seus terrenos eliminando ao máximo os focos onde o mosquito possa se reproduzir, pois quanto menos mosquitos, mais difícil é para o vírus se espalhar”, explicou.

Trevisan ainda reforçou que a principal estratégia para conter a dengue é combater o mosquito. “O mosquito é o vetor da doença, ou seja, ele transmite o vírus. Se você tem uma cidade infestada de mosquitos e surgem alguns casos da doença, rapidamente ela pode se espalhar com grande rapidez e facilidade. Quanto mais mosquitos, mais fácil a transmissão, por isso a grande importância de acabar com os focos do Aedes Aegypti”, comentou.