Geral

Bafômetro marcou 0,34 miligramas, motorista é preso em flagrante

Índice pode não parecer alto, mas é o suficiente para que o condutor perca as condições de dirigir e se envolva em um acidente
(Foto: Luiz C. Ferreira/Folha Extra)

Qualquer quantidade de álcool ingerida, por menor que seja, diminui os reflexos, fazendo com que o motorista perca as condições para dirigir e coloque em risco, não apenas a sua vida, mas a dos passageiros no veículo e das pessoas à sua volta.

Pensando em impedir, ou ao menos diminuir os acidentes causados por esse tipo de conduta, no final do ano de 2017 a Lei 13.546 endureceu as regras de trânsito. Entretanto, mesmo com a mudança e um valor consideravelmente alto de multa, alguns motoristas parecem não se sentirem coibidos e insistem em misturar bebida alcóolica com direção.

Devido a isso, em muitas blitz, a Polícia Militar continua se deparando com motoristas sob efeito de álcool, no entanto, há diferentes sanções para cada índice de álcool ingerido pelo indivíduo. Quando o bafômetro marcar 0,34 miligramas, o motorista é enquadrado em uma infração grave, sujeito a multa no valor de R$ 2.934,70, após essa quantidade, o condutor é preso em flagrante por embriagues ao volante. Caso aconteça acidente que envolva morte, o motorista está sujeito a cumprir pena de 5 a 8 anos.

Segundo os policiais não há como afirmar qual a quantidade de bebida ingerida ultrapassará o valor de 0,34 miligramas, pois o índice varia de acordo com o organismo, massa corpórea e peso de cada cidadão.

Para conscientizar às pessoas sobre o uso indevido de álcool e direção, a Folha Extra entrevistou o tenente Lucio Dziuba, da 2ª Companhia da Polícia Militar, que apontou a falta de conscientização como um dos principais fatores que causam as infrações.

“As pessoas tem que ter consciência, não pensar só no valor da infração, mas também no risco que eles estão causando a outras pessoas e a si próprio”, afirmou o militar.

Questionado sobre o endurecimento da lei sancionada em 2017, Lucio afirmou que, de acordo com os índices, a lei ainda não surtiu o efeito desejado.  “Mesmo a lei ficando mais rigorosa, ainda falta consciência, muitas pessoas, mesmo que notificadas ou até detidas, voltam a cometer os mesmos erros”, avalia.

Por outro lado, o Sargento Marco Aurélio afirmou que as pessoas acreditam que um acidente nunca irá acontecer com elas e, por excesso de confiança, acabam dirigindo após terem consumido bebida alcóolica.

“As pessoas tem a cultura de achar que nunca vão ser abordadas em uma blitz, nunca vão se envolver em um acidente, depois que acontece vem a lamentação, mas em muitos casos já é tarde, pois há situações em que pessoas inocentes perdem a vida”, enaltece.

Outro ponto abordado pelos policiais é a questão dos pais entregarem seus veículos aos filhos menores de idade.

“Os menores, por não terem idade legal, obviamente não passam por nenhuma instrução para dirigir e muitas vezes de posse do carro ainda ingerem bebidas alcoólicas e acabam potencializando o risco de uma tragédia, a família tem que ser mais rígida, mais firme e não ceder o veículo, é preciso orientar desde cedo”, explana o Sargento.

Os policiais lembram ainda que caso a pessoa recuse fazer o teste do bafômetro e o policial observe que o condutor está com sinais de embriagues, além da multa, através de um Termo de Constatação a pessoa é encaminhada à delegacia e presa.