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Cadeia Pública de Ibaiti: problema agora é a pneumonia

Carceragem tem sido palco de diversas situações que tem causado preocupação
Cadeia Pública de Ibaiti tem surto de pneumonia (Foto: Reprodução/Luiz Guilherme Bannwart)

A cadeia pública do município de Ibaiti tem se mostrado uma bomba relógio que cada novo problema parece ser um minuto a menos para o local “explodir”. Após um período marcado por diversas fugas de detentos, onde alguns estão foragidos até hoje, nas últimas semanas o que tem preocupado as famílias de presos, agentes penitenciários e população vizinha ao local, são os surtos de doenças.

No fim do mês passado, a esposa de um detento teria denunciado um suposto surto de tuberculose ao presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Ibaiti. Segundo ela, os detentos estavam receosos com um surto da doença no local. O Depen (Departamento Penitenciário) teria informado a OAB que o caso havia sido isolado a três presos que foram transferidos ao complexo médico penal em Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

Já neste mês de julho, um agente da 37ª Delegacia da Polícia Civil de Ibaiti entrou em contato com a imprensa para relatar um surto de pneumonia no local. Ainda de acordo com a denúncia, apenas no último sábado (7), foi necessário acionar o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para prestar atendimento a um grupo de detentos que estava passando mal e acabaram sendo diagnosticados com a doença.

O fato chegou até a Comissão do Direito Humanos da OAB que, desta vez, recorreu à justiça com o pedido de um mutirão em regime de urgência para garantir os direitos fundamentais dos presos. O documento foi peticionado a juíza Fabiana Christina Ferrari apontando diversos fatores que justificam o pedido.

Dentre os principais pontos apontados pela OAB, estão a superlotação de cerca de oito vezes mais detentos do que a capacidade do local, número de agentes penitenciários insuficientes, a condição em que são expostos os detentos, principalmente na ala feminina, fugas e materiais encontrados no local. Além disso, de acordo com o pedido, muitos detentos condenados já deveriam ter sido transferidos para penitenciárias do Estado.

O documento ainda sugere que o problema poderia ser resolvido ou amezinhado de maneira imediata com a transferência de parte dos detentos para delegacias que, no momento, encontram-se ociosas, como o caso de Japira e Conselheiro Mairinck.