Opinião

“Com Cida Borguetti, Paraná segue em boas mãos”, afirma Romanelli

Na próxima sexta-feira, 6, o governador Beto Richa passa o comando do Estado à vice-governadora Cida Borghetti para disputar o Senado nas eleições de outubro. Acredito que Beto Richa vai sair no tempo certo. Fez um governo com grandes realizações, lançou novos programas, manteve os existentes (prática pouco comum entre governantes), trouxe investimentos significativos voltados ao bem estar dos paranaenses. Ele tem um olhar único sobre o estado e isso fará diferença em Brasília. O povo paranaense reconhecerá seu trabalho e legado.

No Paraná, somos 11 milhões e 300 mil brasileiros construindo nosso Estado e ajudando a construir o Brasil.

É bom que nos lembremos, sempre, que o Paraná e o Brasil são feitos por todos nós, a cada dia.

O Governo do Paraná, por ter tido a ousadia e a coragem de realizar um ajuste há três anos, fez com que saíssemos antes da crise do que o país, mas com um custo político alto.

Durante o seu governo, o Paraná teve significativos avanços, dos quais vou destacar apenas dois e o perfil de sua gestão. O primeiro, na área social, no combate e a pobreza e desigualdade social, o programa Família Paranaense, atingiu resultados expressivos, apontou para a redução acentudada da pobreza.

Entre os Estados do Sul e do Sudeste, somos o Estado que mais reduziu a pobreza. Em seis anos, essa redução chegou  a 57% no número de pessoas extremamente pobres; enquanto no Brasil, esse porcentual atingiu 39%. Neste período, 331 mil famílias foram atendidas em alguma modalidade do Família Paranaense.

Desde 2012, o investimento do programa chegou à casa de R$ 230 milhões - recursos destinados à transferência de renda, projetos intersetoriais e ações desenvolvidas pelos municípios. Atualmente, há 48 mil famílias com acompanhamento individualizado. Somente em ações de transferência de renda, foram R$ 141,5 milhões para 309 mil famílias das 399 cidades paranaenses.

Das famílias participantes do programa, 34,7% saíram de moradias improvisadas para casas melhor estruturadas. Houve aumento de 26,8% no número de famílias com banheiro no domicílio e crescimento de 22% no número de crianças e adolescentes na escola. Também houve redução de 34% dos casos de trabalho infantil na família.

Também somos o segundo Estado que mais reduziu o número de dependentes do programa Bolsa-Família em todo o país. Isto é consequência do nosso desenvolvimento econômico, que é real e mensurável. Enquanto no Brasil a soma das famílias beneficiárias do Bolsa-Família cresceu 8% de dezembro de 2010 a junho de 2016, no Paraná a redução foi de 17%.

Outro programa importante desde governo é o Paraná Competitivo - uma séries de incentivos fiscais que atraiu R$ 43,5 bilhões em investimentos produtivos às cidades, gerando milhares de oportunidades de emprego. O programa deflagrou um novo ciclo industrial, de mérito inequívoco e sem precedentes na sua escala quando interiorizou e descentralizou o desenvolvimento econômico, levando fábricas e unidades agroindustriais a municípios e regiões antes dependentes de produtos agrícolas primários.

Nossa economia gerou mais de 430 mil empregos. O salário médio do trabalhador nesses anos teve um crescimento de 72%.

Além de apoiar as atividades econômicas na indústria, no campo, nos serviços e no comércio, para que possam efetivamente criar empregos e gerar renda, atendemos socialmente às demandas de nossa população, seja na saúde, educação, segurança, infraestrutura, habitação, em todas as áreas.

Há outros programas que também merecem destaque, mas todos ou a maioria deles apontam para o perfil e foco deste governo. Beto Richa fez, efetivamente, um governo municipalista. A transferências voluntárias de recursos aos municípios somaram R$ 4,3 bilhões, até o mês de outubro do ano passado.

Governo municipalista e economia saudável apontaram para descentralização na produção de riquezas do estado. A participação dos municípios do interior representa atualmente 60,7% no Produto Interno Bruto, enquanto Curitiba e cidades da tegião metropolitana da capital contribuem com 39,3%. Mais bem distribuída pelo Estado, a indústria de transformação, que representava 7,7% do valor agregado do Brasil em 2010, hoje representa 8,3%.

É na comparação com as médias nacionais que mostram os acertos do governo Richa. A economia do Paraná fechou 2017 com crescimento de 2,5% e o desempenho do PIB foi mais que o dobro da média nacional. Segundo o IBGE, a economia do Brasil cresceu apenas 1% em 2017. O Estado encerrou 2017 com um PIB de R$ 415,8 bilhões, o equivalente a 6,35% da economia nacional. Em 2010, o Paraná detinha 5,8% nesta participação.

Esse novo ciclo de governo resultou na descentralização histórica de todos os setores econômicos, fundamental e importante para desenvolvimento equânime de todas as regiões do estado.  Há muito o que se fazer, temos regiões que ainda precisam da presença forte do Estado, mas o Paraná se desenvolve a olhos vistos tanto econômica quanto socialmente, cresceu, se tornou socialmente mais justo e referência nacional de bem estar social e de serviços públicos de qualidade.

Richa se despede deste governo, mas Paraná seguirá em boas mãos com Cida Borghetti. Cida é experiente e, como todas as mulheres paranaenses, é batalhadora e tem grande sensibilidade. Cida tem um bom diálogo com todas as bancadas do legislativo paranaense. Foi deputada estadual por dois mandatos, tem bom trânsito em todos os partidos e isso soma ao seu perfil para que o Paraná continue com os programas e ações que o estado precisa.

O momento agora é de se estruturar um grande debate sobre o futuro do Paraná. Fica o convite à todos os setores organizados da sociedade para estruturarmos uma discussão do Paraná do futuro. Este é um momento decisivo para continuar construindo o Paraná que todos queremos, com novos desafios e garantindo a perenidade de todos os avanços do governo Richa.