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Professora de Arapoti participa de salvamento de meninos na Tailândia

Tatiane está em missão na Tailândia há 6 anos, como professora de inglês (Foto: Divulgação Facebook)

O mundo acompanhou pelos noticiários e pelas redes sociais os dramáticos trabalhos de resgate dos 12 meninos e do treinador que ficaram presos na caverna Tham Luang, na Tailândia, onde milagrosamente sobreviveram por 17 dias, sem luz, comida e oxigênio escasso.

Diante do medo, diversas iniciativas heróicas surgiram, como a do técnico da equipe de futebol Wild Boars que decidiu ser o último a sair da caverna, deixando que todos os seus atletas saíssem antes do local.

Além dele, o mundo presenciou o ato de solidariedade da paranaense Tatiane Araújo, de 36 anos, e natural de Arapoti, que marcou o resgate contribuindo de maneira voluntária para saída dos meninos dos perigos mortais da caverna.

Sua ajuda surgiu depois de quatro dias de operação, quando as redes televisivas locais divulgaram que precisavam de voluntários para atuar na área de tradução, sem pensar duas vezes, a arapotiense se prontificou a ajudar.

Meninos comoveram o mundo após 17 dias de terror na caverna

“Eles precisavam de tradutores de inglês, chinês e alemão, logo que vi a notícia entrei em contato com o Ministério de Turismo, fui aceita na base e, prontamente, me dirigi à caverna”, conta.

Tatiane mora à 1h10 de distância da caverna e, ao chegar ao local, colaborou com o trabalho, tanto na área da imprensa como na parte do planejamento interno do resgate. Emocionada, ela conta qual foi a sensação ao ver o sorriso das crianças ao saírem do isolamento da caverna.

“É uma sensação de alívio e, principalmente, de alegria em saber que eles estão vivos e que todo esse episodio vivido durante esses dias se finalizou”, comenta à um noticiário da TV Record.

Tatiane é professora de inglês no país como parte de uma missão evangélica, há 6 anos na Tailândia, atua no evangelismo, discipulado e treinamento de líderes no Ministério Casa da Graça.

 

O RESGATE

No hospital, um dos garotos faz um gesto de gratidão

Os meninos estavam presos a cerca de 4 km da entrada da caverna e a 800 metros de profundidade. O resgate foi feito por passagens escuras e apertadas, cheias de água barrenta e correntes fortes, e também sem muito oxigênio. Por isso, cada menino fez o trajeto usando tanques de oxigênio e acompanhado de mergulhadores experientes para evitar acidentes. O temor de uma fatalidade aumentou após um ex-SEAL da marinha tailandesa morrer após desmaiar durante um mergulho na última sexta-feira (6).

Todo o grupo deve permanecer por pelo menos sete dias em quarentena no hospital, onde passam por exames médicos. Eles já conseguiram ver os pais através de vidros, mas não puderam ainda ter contato físico com os familiares.

Ao menos 19 mergulhadores participam da operação.