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Convivência com netos fortalece vínculos e faz bem à saúde

Segundo Fabiana Longhi, coordenadora estadual da Política da Pessoa Idosa, para a criança, há a formação de laços profundos e duradouros, além do vínculo de carinho, de segurança e de referência familiar
Cuidar dos netos rejuvenesce, porém os avós não podem esquecer que a criação das crianças é responsabilidade dos pais. (FOTO:Aliocha Maurício/SEDS)

O carinho compartilhado por avós e netos faz bem para a saúde tanto da pessoa idosa como da criança, além de ajudar pais que trabalham fora de casa. Porém, é preciso estabelecer limites para que os benefícios da atividade de “bavós” – avós babás de netos – não se transformem em prejuízo ou violação de direitos.

A convivência familiar e social é direito garantido pelo Estatuto de Direitos Fundamentais da Pessoa Idosa (Lei 10.741) e incentivada na rede socioassistencial, coordenada pela Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social. Atividades para esse fim são desenvolvidas nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).

 

Cuidados

Segundo Fabiana Longhi, coordenadora estadual da Política da Pessoa Idosa, da Secretaria da Família, para a criança, há a formação de laços profundos e duradouros, além do vínculo de carinho, de segurança e de referência familiar. “Para as pessoas idosas, estar com netos rejuvenesce e promove aprendizado constante”.

Porém, para que a relação seja boa para todos os envolvidos, é preciso cuidar para que pessoas idosas não assumam o dever dos pais em educar e criar seus filhos. “A relação precisa ser saudável, tanto para as crianças como para as pessoas idosas, já que a criação de netos não é responsabilidade dos avós”, diz Fabiana.

A pessoa idosa precisa ter tempo para cuidar da sua saúde física e psíquica e evitar o esgotamento por excesso de atividades. “É fundamental que a pessoa idosa tenha acesso aos netos, mas é necessário ponderar sobre a disponibilidade para essa atividade”, afirma Fabiana.

 

Alegria

O pagamento pelo serviço é feito com sorrisos, abraços, brincadeiras e muito mais histórias para contar. Para Iracema Ferreira Cruzetta, aposentada de 57 anos, ser bavó é gratificante. “Eu passo por uns problemas de saúde e ficar com meus netos me incentiva a levantar da cama todo dia e querer olhar e brincar com eles. Isso fortalece a gente”.

Iracema é avó de Ana Luíza, de 3 anos, e João Pedro, de apenas cinco meses. “Ficar mais tempo com os nossos netos e ajudar no crescimento deles muda a gente. Ficamos mais sensíveis, mais amorosas e renovamos a experiência. Até nossa expectativa de vida aumenta”.

Fabiana Cruzetta Amaral, filha de Iracema, diz que a convivência com a avó também é enriquecedora para os netos. “Isso faz bem para o desenvolvimento da Ana, porque quando ela fica na casa da minha mãe, volta com novos aprendizados”.