Opinião

E vamos as urnas!

Terminada a temporada de convenções neste domingo (5), começa enfim a corrida eleitoral para a disputa das eleições mais importantes depois da redemocratização do país.

O Brasil está numa encruzilhada: ou elege um presidente comprometido com a consolidação da democracia e com a realização das reformas necessárias para promover o desenvolvimento e tirar o país da profunda crise econômica e institucional, ou é o fundo do abismo, com mais retrocesso, em todos os sentidos.

Há um desencanto geral, mas também a esperança de mudança, a pesquisa da CNI “Retratos da Sociedade Brasileira” divulgada na semana passada, revela algumas informações sobre o sentimento do eleitor.

Os brasileiros, em sua maioria, acreditam que as eleições podem melhorar o país (70% concordam totalmente ou em parte com essa afirmativa) e, sobretudo, que o voto de cada brasileiro importa (85% concordam totalmente ou em parte com essa afirmativa). Mas 45% dos eleitores estão pessimistas ou muito pessimistas com relação às eleições e mais de dois terços da população não votaria,se pudesse.

Entre os eleitores, 31% afirmam que votariam em branco ou anulariam o voto, na pesquisa espontânea, e 33% na pesquisa estimulada. O percentual dos que pretendem votar em branco ou nulo é mais que três vezes maior que o percentual médio das últimas quatro eleições presidenciais, no caso da pesquisa estimulada.

Estão confirmadas as candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB) tendo como vice a senadora Ana Amélia (PP). Compõem também a coligação DEM, PR, PRB, PSD, PTB, Solidariedade e PPS.

O Podemos confirmou o senador Alvaro Dias como candidato, O vice da chapa é o economista Paulo Rabello de Castro, do PSC. O PRP também integra a coligação.

Ciro Gomes será o candidato do PDT, com a senadora Kátia Abreu, também do PDT, como vice. O Avante aderiu no sábado à candidatura de Ciro.

A Rede Sustentabilidade oficializou a candidatura de Marina Silva, tendo Eduardo Jorge (PV) como candidato a vice.

Henrique Meirelles é o candidato do MDB, com o também emedebista Germano Rigotto na vice e apoio do PHS.

Jair Bolsonaro (PSL) coligou-se com o PRTB que indicou o vice, o general da reserva do Exército Antônio Mourão.

O DC escolheu José Maria Eymael e Hélvio Costa como vice.Guilherme Boulos disputa pelo PSOL, com apoio do PCB. A candidata a vice é Sônia Guajajara, também do PSOL. O Partido Novo indicou João Amoêdo e Christian Lohbauer como vice.

Vera Lucia será a candidata do PSTU, com Hertz Dias na vice. O Patriota escolheu Cabo Daciolo, com Suelene Nascimento na vice. João Goulart Filho será o candidato do PPL, com Leo Alves na vice.

No final da noite de domingo ainda era dúvida se o PCdoB lançaria Manuela D'Ávila, ou aceitaria ficar no banco de reserva do PT.

E o PT? O PT confirmou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo preso há quatro meses e com uma candidatura que provavelmente será derrubada na Justiça, a estratégia do partido foi a de mantê-lo candidato. Lula é mesmo um fenômeno- continua disparado em todas as pesquisas eleitorais.

Como bem disse a jornalista Tereza Cruvinel, em sua coluna no Jornal do Brasil; “Nesta eleição, o único fenômeno é Lula, por se manter na liderança após quatro meses de prisão e contra todos os avisos de que sua candidatura será impugnada. Mas o êxito do PT com o substituto de Lula dependerá de outro imponderável, seu poder de transferência de votos. Lula o gastou muito com Dilma e Ciro Gomes já fala que “O Brasil não aguenta outro poste”.

Aqui no Paraná, a semana foi marcada pela desistência do candidato do PDT, Osmar Dias. Ele anunciou a candidatura há dois anos, mas após conseguir viabilizar uma coligação competitiva, desistiu.

Pesou muito na decisão do ex-senador a atitude do irmão Alvaro, candidato a presidência pelo Podemos, que escolheu um vice do PSC, aliado de Ratinho Jr no estado e, além disso, proibiu que seu partido se coligasse com Osmar. A saída honrosa que ele encontrou foi desistir da vida pública.

No sábado, o PP oficializou o nome da governadora Cida Borghetti como candidata a reeleição. Ela terá o apoio do PSB, PSDB. PTB, DEM, Pros, PMB, PMN e PTC. Para disputar o Senado foram escolhidos Beto Richa (PSDB) e Alex Canziani (PTB).

O PSD confirmou Ratinho Jr como candidato com apoio do PSC, Avante, PV, PHS, PR, PRB e PPS. O vice e Darci Piana, também do PSD. Ontem, último dia das convenções, o Podemos aderiu à chapa e indicou o dono da Universidade Positivo, Oriovisto Guimarães como candidato ao Senado. O outro candidato ao Senado será Renan da Mata, do PSC.

O PT vai de chapa pura, com Dr. Rosinha ao governo e Miriam Gonçalves ao Senado. Jorge Bernardi será o candidato ao governo da Rede, com apoio da DC e PPL. Os candidatos ao Senado serão Flavio Arns (Rede) e Luiz Adão Marques (DC).

O PRTB vai de Geonisio Marinho ao governo e Rodrigo Reis e José Maria Boni ao Senado. O PSTU escolheu Ivan Bernardo ao governo e o PSOL e o PCB vão de Professor Piva ao governo e Rodrigo Tomazini e Jacqueline Parmigiani ao Senado. Francischini será candidato avulso ao Senado pelo PSL.

No apagar das luzes do domingo, discutia-se formação de uma coligação entre PMDB, Solidariedade e PCdoB, com João Arruda candidato ao governo, Eliana Cortez da Silva, professora, vereadora como vice e Requião ao Senado e o PDT apoiará a candidatura de Nelton Friedrich ao governo.

Os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrarem as chapas. A partir dai, a campanha estará nas ruas. Meu partido, o PSB, decidiu não dar apoio formal a nenhum candidato na eleição para presidente e deixou aberta a possibilidade de apoio dos diretórios estaduais a candidaturas consideradas progressistas.

Aqui no Paraná, o PSB integra a chapa da governadora Cida Borghetti e estarei ao lado dela na campanha. Pela primeira vez, o Paraná terá a oportunidade concreta de ter uma mulher respeitada, preparada e competente como governadora. É um momento histórico em nosso estado. Boa Semana! Paz e Bem!