Norte Pioneiro

Em nova operação, GAECO realiza buscas em Siqueira Campos, Bandeirantes e mais oito municípios

(Foto: Reprodução/Internet)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpre na manhã desta segunda-feira (10), 12 mandados de prisão temporária e 44 mandados de busca e apreensão expedidos pelo órgão especial do Tribunal de Justiça do Paraná. A ação faz parte da Operação Mustela (nome científico do animal conhecido como furão) que investiga agentes públicos e médicos, em organização criminosa que cobrava indevidamente de pacientes para furar a fila do Sistema Único de Saúde.

As prisões temporárias foram determinadas contra dois médicos, assessores, secretárias e intermediadores, um deles vereador em Bandeirantes. Os mandados de busca são cumpridos em dez cidades (Curitiba, Campo Largo, Marechal Cândido Rondon, Almirante Tamandaré, Campina Grande do Sul, Telêmaco Borba, Bandeirantes, Campo Magro, Colombo e Siqueira Campos), atingindo o gabinete de um deputado estadual na Assembleia Legislativa, o diretório de um partido político, hospital e clínicas.

As investigações foram iniciadas há cerca de 18 meses na Promotoria de Justiça de Campo Largo.

 

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Em informações obtidas com exclusividade pela Folha Extra, foi repassado que em Siqueira Campos fora cumprido um mandado de busca e apreensão na casa do presidente da câmara Marcos Adriano dos Reis, o Marquinho da Água (PSD), investigado por supostos contatos que culminavam em consultas e procedimentos médicos antes da data prevista (furos na fila do SUS) mediante propina. O contato seria com assessores de um deputado que tinham influência no agendamento em grandes centros clínicos como o Hospital do Rocio e São Lucas, em Campo Largo, e Angelina Caron, em Curitiba. 

Em Bandeirantes, o investigado é o vereador José Carlos Martins, o Zé Mano (PPS), que estaria envolvido no mesmo esquema ligado ao encaminhamento de pacientes para furar a fila do sistema de saúde.