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Epidemias ressurgem e obrigam população a regularizar vacinas

Diretor da 19ª Regional de Saúde falou sobre como a imunização dos grupos pode ajudar na prevenção das enfermidades
Além do contato físico, alguns vírus podem ser transmitidos pelo ar (Foto: Vanessa Lopes)

Com o decorrer dos anos e os avanços da medicina, muitas doenças praticamente deixaram de existir em alguns países do mundo, graças as vacinas. Porém, em pleno século XXI, alguns desses vírus voltaram a tirar a tranquilidade da população, como é o caso do Sarampo, Poliomielite, H1N1, tuberculose, entre outras. No último dia 29, uma pessoa morreu vítima do vírus H1N1 em Santo Antônio da Platina.

Para combater estes vírus e manter a saúde da população segura, as secretárias de saúde tem trabalhado constantemente com a prevenção das doenças tendo como ferramenta principal a vacinação, como é o caso da 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho.

A Folha Extra conversou com Ronaldo Trevisan, diretor da Secretaria, para saber mais sobre o assunto. Ele falou sobre a ocorrência de doenças que já não assustavam mais os brasileiros e os riscos de reincidência no país. “Hoje o mundo é muito dinâmico, isto é, você pode estar na Rússia assistindo um jogo da copa, amanhã ou depois já pode estar de volta ao Brasil. Se for observar isso pela ótica dos vírus, estes podem ser carregados de um lugar para outro com facilidade, como no caso do Sarampo, por exemplo”, ressalta.

Ainda assim, Ronaldo tranquilizou a população informando que há todo um estudo e planejamento para o controle epidemiológico na região. “A 19ª regional, assim como outras secretarias do Estado, realiza um acompanhamento para saber qual é o tipo de vírus que está circulando em cada região. Com isso, podemos promover campanhas e cuidados para que não haja, por exemplo, uma epidemia de determinado vírus”, assegura.

Nesse sentido, Trevisan reforçou a importância da vacinação.

“O melhor meio de prevenção é vacinar. As vacinas são seguras e desenvolvidas de acordo com décadas de estudos históricos das ocorrências de fatores relacionados as doenças, como tipos de vírus, faixas etárias de risco entre outros aspectos”, explica.

Com relação à vacinação, Trevisan destacou o desempenho da região. “A 19ª Regional teve a melhor cobertura em vacinação contra a gripe em todo o Estado com uma cobertura de 104%. A meta era imunizar 68.075 pessoas, número que foi superado chegando a 71.346”, afirma.

 

Perigo invisível

Com último caso de transmissão em território nacional em 2001 e detentor do selo de eliminação da doença em 2016, o Brasil passou novamente a conviver com a ameaça do Sarampo. A preocupação começou após a entrada de refugiados venezuelanos no país fugindo de um país onde, entre outros problemas, há a incidência do vírus. Apesar do caso registrado em Roraima no início do ano, o Ministério da Saúde garante que o incidente foi isolado e importado da Venezuela.

Para Trevisan, mesmo estando longe é importante preparar a população da região para estar livre da doença. “Nós temos de trabalhar para atender a estas pessoas que também são seres humanos e necessitam de cuidados, assim como temos que imunizar nossa população para não estar exposta a doença”, destacou.

Há 30 anos sem registros em solo brasileiro, a poliomielite é outra doença que preocupa as autoridades de saúde. Apesar de nenhum um caso ter sido registrado em três décadas, as atenções estão voltadas a baixa cobertura vacinal. De acordo com o Ministério da Saúde, 312 municípios brasileiros não haviam vacinado nem metade do número de crianças menores de um ano, ligando o sinal de alerta.