Paraná

Faltas de servidores com atestado médico serão investigadas, diz Governo do Paraná

Controlador-geral do Estado, Raul Siqueira, indica possibilidade de fraudes; secretarias terão 15 dias para encaminhar a listagem de empregados e cópias dos documentos apresentados desde janeiro de 2019.
["Para o controlador-geral, o trabalho \u00e9 necess\u00e1rio para estabelecer rotinas de verifica\u00e7\u00e3o para colaborar na efici\u00eancia do servi\u00e7o p\u00fablico"]

Faltas no trabalho de servidores estaduais do Paraná com atestados médicos passarão por revisão da Controladoria-Geral do Estado (CGE), de acordo com o governo. O controlador-geral do Estado, Raul Siqueira, indica possibilidade de fraudes.

O trabalho vai verificar se houve alguma irregularidade na concessão dos laudos. Caso algo seja descoberto, uma investigação será aberta, segundo o governo.

O Executivo informou que as secretarias terão 15 dias para encaminhar a listagem dos empregados e cópias dos documentos apresentados para se ausentar do trabalho desde janeiro de 2019.

Para o controlador-geral, o trabalho é necessário para estabelecer rotinas de verificação para colaborar na eficiência do serviço público.

Segundo ele, a identificação do risco foi realizada pela equipe da Coordenadoria de Compliance da CGE.

Sanções previstas

De acordo com o Manual de Perícia Médica, da Secretaria de Estado da Administração e Previdência, quando o afastamento for maior que três dias, consecutivos ou não, no mesmo mês, o servidor deve ser submetido à perícia médica, que vai homologar o atestado e o afastamento.

O Artigo 222, do Estatuto do Servidor (Lei 6.174/70) prevê suspensão ou exoneração em caso de comprovada fraude na emissão ou apresentação do atestado. O mesmo artigo diz que a verificação pode ser feita a qualquer tempo.