Cidades

Família Paranaense premia boas práticas do Cras de São José da Boa Vista

(Foto: Reprodução/Facebook)

Acompanhar as famílias em situação de vulnerabilidade e oferecer opções de melhoria da qualidade de vida são prioridades das equipes técnicas que atuam no programa Família Paranaense. Os municípios que executam o programa no Estado participaram nesta quarta-feira (5) da segunda edição da premiação “Boas Práticas”, organizada pela Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social.

O Família Paranaense está presente em 399 municípios do Estado, por meio de ações articuladas com a participação de 19 secretarias e órgãos estaduais. O atendimento direto às famílias é feito pelas equipes municipais.

De acordo com a secretária Nádia Moura, as ações desenvolvidas pelas equipes e o comprometimento de quem trabalha lá na ponta são fundamentais para o sucesso do programa.

“Nosso objetivo é reconhecer os esforços e valorizar as diversas ações desenvolvidas pelas equipes em todo o Paraná. Elas têm um papel fundamental no processo de resgate da cidadania e do bem-estar social das famílias em situação de risco e vulnerabilidade social”, disse.

Ao todo, 24 municípios receberam certificados de participação, e foram premiadas as dez melhores práticas que usaram as metodologias sugeridas pelo programa. Os trabalhos escolhidos desenvolvem ações em áreas como assistência social, educação, habitação, saúde, agricultura e trabalho.

 

Jogos em São José da Boa Vista

Em São José da Boa Vista, os profissionais desenvolvem um jogo de tabuleiro que simula uma viagem. A cada casa que o participante avança, é proposto um desafio. “Esse material foi feito por meio do Cras itinerante. Lá, nós temos o analfabetismo funcional. Por mais que trabalhássemos diversos recursos, faltava uma assimilação por parte das usuárias, na maioria mulheres. Aí veio a ideia do jogo”, explica a coordenadora do Cras no município, Kátia Regina Barbosa.

Kátia ressalta ainda que as famílias, ao chegarem até o Cras, estão focadas nas fragilidades que possuem e esquecem que também têm pontos positivos. Segundo ela, o jogo propõe o resgate desses sonhos.

“No acompanhamento familiar, fazemos várias dinâmicas. No jogo, percebemos que a abertura delas era maior. Quando estão jogando, querem ganhar e, para que isso aconteça, precisam fazer o que o jogo pede, que é contar uma história de superação ou uma fragilidade”, diz a assistente social do Cras, Juliana Akemi.