Radar

Filho de vereador é condenado a mais de 40 anos de prisão

Rapaz foi acusado de integrar uma quadrilha especializada no roubo de caminhões em Santa Catarina. No ano passado, em outra investigação da polícia, Danilo alegou inocência à reportagem da Folha Extra
Um dos caminhões roubados na região metropolitana de Curitiba (Foto: Ilustrativa - Internet)

No mês de maio do ano passado, a equipe do DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) de Florianópolis, Santa Catarina, desarticulou uma quadrilha especializada na prática de roubo e furtos de veículos. Entre os suspeitos, está Danilo Pereira de Carvalho, filho de um vereador do município de Ribeirão Claro.

De acordo com informações sobre a operação, o grupo composto por ao menos quatro pessoas foi o responsável pelo furto e roubo de 15 caminhões de empresas situadas nas cidades de Itajaí, Piçarras, Porto Belo e Tijucas, todas no Estado de Santa Catarina.

Com isso, Danilo Pereira de Carvalho, mais conhecido como Gordo, Marcelo da Silva Lemos, o Cabeção, e Fernanda Bueno de Oliveira Rodrigues acabaram sendo presos. Um quarto indivíduo envolvido no esquema permanece foragido.

Através das investigações, a polícia descobriu que o principal alvo dos criminosos eram caminhões, sendo principalmente os que tinham algum tipo de equipamento acoplado como muncks, guinchos, pranchas ou betoneiras. Após serem tomados de furto ou assalto, os veículos tinham seus documentos e placas de identificação adulterados para serem revendidos no Estado do Paraná.

Ao cumprirem os mandados de prisão na cidade de Porto Belo, os policiais encontraram em posse dos criminosos uma empilhadeira Toyota que era produto de furto na cidade de Pinhais, região metropolitana de Curitiba. No local, uma distribuidora de bebidas, ainda foram encontrados documentos com anotações referentes a placas de veículos de empresas da região, além de placas e imagens de caminhões que haviam sido furtados ou roubados e depois comercializados pela quadrilha. Eles também teriam agido na região de Tijucas e Guaramirim.

Quase um ano depois, a Justiça da 2ª Vara de Porto Belo julgou parcialmente procedente a condenação dos réus onde Danilo foi condenado a 40 anos e oito meses de prisão sem o direito de responder em liberdade pelo crime previsto pelo Artigo 155 (Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel).

“SOU INOCENTE”

Na ocasião, Danilo negou as acusações e chegou a pedir retratação a Folha Extra que havia divulgado a notícia se declarando inocente. Segundo ele, houve distorção dos fatos nas notícias publicadas. “Sou uma pessoa do bem, estão querendo me culpar e prejudicar meu pai que é vereador”, declarou na época.

Sobre sua relação com o casal que também foi condenado no processo acusados de participação em uma quadrilha especializada em roubos e furtos de veículos, Danilo afirmou que conheceu Marcelo da Silva Lemos e Fernanda Bueno de Oliveira Rodrigues após sua mudança para a cidade catarinense em março de 2017 quando iniciou o trabalho como corretor de imóveis.

Segundo ele, o casal adquiriu um apartamento através de sua mediação e desde então mantiveram uma relação de prestação de serviço em algumas viagens de transporte de bebidas para a empresa do casal.

“Nós nunca tivemos um contato mais próximo de irmos um na casa do outro ou mantermos negócios, eu apenas fazia alguns bicos como motorista para a empresa dele, às vezes cuidava da distribuidora de bebidas quando eles viajavam, mas era só isso”, afirmou Danilo.

O rapaz fez questão de deixar claro que, apesar de ser filho do parlamentar, seu pai e demais familiares não tem nenhum tipo de ligação com as práticas das quais ele era acusado.