Política

Governo estuda substituir frota oficial por aplicativos transporte

Projeto inspirado nas gestões do Estado e Prefeitura de São Paulo visa a diminuição de despesas
Reunião do secretariado no Palácio Iguaçu (Foto: Divulgação/AEN)

Para diminuir as despesas, o Governo do Estado estuda substituir parte da frota de veículos utilizados em serviços administrativos por aplicativos de transporte. O edital para a contratação do serviço está sendo preparado pela Secretaria de Estado da Administração e Previdência e deve ser lançado nas próximas semanas.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (12) pelo secretário da pasta, Fernando Ghignone, durante a reunião do secretariado no Palácio Iguaçu, que contou com a presença da governadora Cida Borghetti (PP). A governadora afirmou que toda a equipe está comprometida em buscar soluções para reduzir os gastos públicos e melhorar a vida das pessoas.

A substituição pode restringir o uso, em um primeiro momento, de cerca de mil e 300 carros da frota do Estado. Os veículos estão lotados em diversos órgãos públicos para realização de serviços administrativos em Curitiba e municípios do entorno e podem dar lugar às plataformas de transporte já regularizadas na região.

O modelo é inspirado no que foi implantado no ano passado pela Prefeitura e pelo Governo de São Paulo. A medida será exclusiva para a frota a administrativa, sem impactar nas viaturas das polícias e Corpo de Bombeiros ou no serviço das ambulâncias. O governo também prevê criar uma central única de frota para administrar os carros oficiais utilizados por secretários e dirigentes de estatais, que vai disponibilizar os veículos a partir da demanda. Segundo o secretário Fernando Ghignone, são soluções para otimizar os recursos do Estado.

Outra ação de economia apresentada pelo secretário é nos serviços de telefonia. Ghignone explica que o Governo do Estado faz uma economia significativa com a migração das ligações de celular convencionais para comunicação por aplicativos como o Whatsapp. Ghignone ainda disse que o teto mensal do convênio com a operadora de telefonia é de 6 milhões de reais, mas o gasto é de um sexto desse total.

Durante a reunião, a secretária estadual da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, apresentou um balanço dos programas assistenciais do Governo do Estado, como o Família Paranaense, que melhorou as condições de vida de famílias de 95% dos municípios do Estado. A secretária ressaltou que são números que superam a expectativa.O dado tem como base uma análise feita pela pasta da evolução média do Índice de Vulnerabilidade das Famílias do Paraná no período entre 2013 e 2017.

No geral, a média de redução do índice médio de vulnerabilidade das famílias foi de 11%, sendo que o município com melhor resultado chegou a reduzir 35%.