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Lojistas festejam a primeira onda de frio para melhorar vendas de roupas e calçados

Empresários projetam incremento de até 10% no faturamento deste ano frente ao resultado do inverno de 2017

A primeira onda de frio deste ano, desde o final de semana, foi muito esperada pelo comércio. Depois de um começo de ano não muito bom, os lojistas esperam que as vendas que andaram meio paradas, sejam motivadas pelas quedas das temperaturas previstas para todo o estado. De modo geral, os empresários do segmento têxtil estão mais otimistas que os de calçados. Eles projetam vendas 10% maiores neste inverno frente ao do ano passado. Já os calçadistas estimam um avanço entre 3% e 5%. 
A diferença de ‘humores’ está nos resultados já apresentados por cada um dos segmentos. De acordo com os dados da Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), o primeiro trimestre deste ano registrou um avanço de 4,31% frente ao mesmo período de 2017, que teve resultado negativo de 3,12%. 
No entanto, na análise por segmento os números apresentam um cenário diferente ainda que mais animador que o do ano passado. O setor de vestuário e tecidos, por exemplo, acumula um recuo de apenas -0,5% no primeiro trimestre deste ano frente ao apresentado em igual período do ano passado. Já o de calçados experimenta uma queda de 4,94%. 
“O frio com certeza irá alavancar as vendas”, afirma Micheli Schroeder, proprietária da Miss, loja de roupas femininas do shopping Curitiba. Ela conta que neste ano, por dois meses vendeu a mesma coisa que no ano passado e por outros dois meses, vendeu mais. “O frio vai ajudar a vender com certeza”, diz. “É preciso mudar o pensamento, ainda estamos no outono e o tempo está ajudando. A pessoas esqueceram que o inverno só começa em junho”, diz. “Nós esperamos vender pelo menos 10% mais neste ano”, finaliza. 
Já o presidente do Sindicato do Comércio de Calçados, Idalberto Vila Boas, está um pouco menos entusiasmado, mas também espera crescimento nas vendas com o frio. “Alguns fabricantes fizeram ajustes, com a substituição de alguns materiais mais caro por mais baratos, e, com isso, os preços foram mantidos o que deve ajudar a vender mais”, conta. Vila Boas, no entanto, afirma que o setor espera um avanço de até 5% neste ano.

Fonte: Bem Paraná