Opinião

Os segredos das estradas mortais

Diversas estradas em diferentes regiões do país acabam recebendo o amedrontador, e por outro lado triste, título de estradas ou rodovias da morte. Mas, fora o óbvio motivo de serem trechos com grande número de acidentes fatais, o que faz com que estas rodovias concentrem essas ocorrências e tantas pessoas percam suas vidas nelas?

A resposta para esta pergunta pode apontar vários motivos. Viajando pelas estradas brasileiras, pode-se notar que muitas tem seu trajeto antigo, isto é, foram construídas em épocas onde a tecnologia e maquinário empregado nas obras eram escassos, fazendo com que haja diversos desvios de áreas de pedreiras, rios e etc.

Isso se dava por causa das dificuldades em se lidar com essas adversidades na época. Isso faz com que, em alguns lugares, haja curvas perigosas, pistas à beira de ribanceiras entre outros aspectos. Apesar de fazer parte do conjunto da obra, está não é uma das principais justificativas para o problema.

Outro ponto que pode ser destacado é a má condição das estradas brasileiras. Este não é um caso isolado ou uma novidade, pois o brasileiro está acostumado com rodovias onde a circulação é complicada, existem vários buracos, faltam acostamentos, sinalização adequada entre outras precariedades.

Mas, ainda assim não chega-se a uma resposta satisfatória para essa pergunta cruel. Em muitas rodovias da morte a conservação é boa, o traçado da pista não é tão complicado e, mesmo assim, pessoas continuam morrendo. Nesse momento, chega-se ao fator humano.

A imprudência ainda é uma das principais causas de acidentes fatais nas estradas brasileiras, seja nas rodovias da morte ou não. Motoristas em alta velocidade, alcoolizados e impudentes, são os que colaboram para o aumento das tragédias. Tem ainda o fator cansaço que, geralmente, afeta os caminhoneiros e demais viajantes. Além disso, realizar a manutenção preventiva não é um hábito nacional.

Ou seja, a pergunta pode parecer simples, mas os motivos são vários. Automóveis são máquinas e, acima de tudo, são controlado por seres humanos. Ser prudente no trânsito e com o estado de conservação do veículo já um primeiro passo para mudar essa realidade.