Política

Parlamento Universitário é reconhecido nacionalmente como o melhor projeto educacional

Acadêmicos de diferentes cursos puderam efetivamente viver a experiência da representação popular simulada pelo período de pouco mais de uma semana
Estudantes de diversos cursos participaram do Parlamento Universitário (Imagem: Reprodução)

Nada menos que 1.303 estudantes de oito instituições de ensino superior se candidataram para participar da segunda edição do projeto “Parlamento Universitário” em 2017, na Assembleia Legislativa do Paraná, para que acadêmicos de diferentes cursos pudessem efetivamente viver a experiência da representação popular simulada pelo período de pouco mais de uma semana, entre o dia 30 de outubro e 10 de novembro.

Com a imersão na vida parlamentar os estudantes puderam mais uma vez apresentar, discutir e votar projetos de lei – como se deputados fossem; organizaram-se em grupos partidários; elegeram dirigentes e membros de comissões técnicas; debateram temas polêmicos nas reuniões dessas comissões; fizeram a eleição indireta de uma governadora do Estado; escolheram o presidente do Legislativo e se envolveram em acaloradas discussões no Plenário da Casa – inclusive sabatinando um governador “de verdade”, quando o goiano Marconi Perillo (PSDB) esteve visitando o presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), justamente no dia do encerramento do Parlamento Universitário. O governador acabou dando uma “canja” aos estudantes, debatendo com eles durante uma sessão plenária. Perillo gostou muito da experiência e disse que irá sugerir ao presidente do Poder Legislativo goiano a implantação de um programa semelhante, afirmando que é preciso ter orgulho de copiar as coisas boas.

A edição anterior do Parlamento Universitário já tinha ocorrido com êxito em 2016, mas então apenas com a participação de alunos do curso de Direito da Universidade Federal do Paraná. Em função do sucesso e da empolgação dos universitários participantes, o programa foi encorpado e estendido a instituições de ensino superior conveniadas com a Assembleia, como é o caso da própria UFPR, da Pontifícia Universidade Católica (PUC/PR), da Unibrasil, da Uninter, da Unicuritiba, da FAE, da Opet e da Universidade Positivo. Os estudantes de diferentes e diversos cursos inscritos na segunda edição participaram então de uma aula magna de treinamento, na própria Assembleia, enquanto a escolha dos 54 deputados universitários e seus respectivos suplentes foi feita posteriormente, pelas próprias universidades e faculdades participantes. Desta vez alunos de Jornalismo também atuaram na cobertura do evento, tal como se fizessem parte do Comitê de Imprensa da Alep.

 

OBJETIVOS                                                             

 

O Parlamento Universitário visa oferecer aos cidadãos, em especial aos graduandos, o conhecimento e a vivência das atividades políticas do Parlamento, aprimorar a relação entre Estado e sociedade civil e proporcionar experiências práticas dos processos político e legislativo, permitindo aos jovens uma melhor compreensão do que é o dia a dia do deputado estadual, que vai além do comparecimento às sessões e da votação de projetos de lei, envolvendo muita preparação, conhecimento e trabalho.

 

CEREJA DO BOLO                                                 

 

E se o dia 10 de novembro marcava a data do encerramento com chave de ouro da segunda edição do Parlamento Universitário, a cereja do bolo veio da cidade de Goiânia, no mesmo dia, com a notícia de que a iniciativa paranaense acabava de ser reconhecida, durante o XXX Encontro Nacional da Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas (ABEL), que se realizava em Goiás, como o melhor projeto educacional desenvolvido por um Legislativo brasileiro para a comunidade.

O projeto da Escola do Legislativo da Alep foi aclamado pela unanimidade dos julgadores, após concorrer com projetos que representaram Legislativos de todo o país, inclusive os Tribunais de Contas que também são filiados à ABEL.