Opinião

Quando o medo e boatos colocam a saúde pública em risco

O brasileiro tornou-se um povo conectado nas últimas décadas. Nos últimos anos, inclusive, o número de Smartphones e telefones celulares superaram o número de habitantes residentes no país.

Se por um lado esse acesso à tecnologia proporciona a população mais meios de informação, por outro, uma ferramenta que pode melhorar a vida das pessoas pode também ocasionar a disseminação de informações falsas que, tanto de maneira imediata quanto a longo prazo, podem causar problemas.

Um dos casos que tem ganho repercussão nesse sentido são os boatos ligados a questão da vacinação. Uma onda de notícias tem se espalhado levando as pessoas a crer que tomar vacina pode ser um risco e causar até mesmo a morte.

Como consequência, de acordo com o Ministério da Saúde está havendo uma baixa na procura por vacinas importantes, como no caso do Sarampo, Poliomielite e gripe. O sarampo é uma doença extinta no país, mas, com a chegada dos refugiados da Venezuela, país onde a doença ainda existe, os alertas em torno do vírus estão ligados.

Já a Poliomielite, doença que não tem um caso registrado há mais de 30 anos, a baixa procura da vacina para bebês com menos de um ano de vida também chamou a atenção do Ministério da Saúde que já emitiu alerta. Já a H1N1 ainda faz vítimas no país, inclusive no Norte Pioneiro.

A questão principal é estar ligado a realidade e a vacina é um meio de prevenção não apenas para o indivíduo em particular, mas uma questão de bem estar social e saúde pública.