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“Rambo” vai voltar para defender a população do Norte Pioneiro

Conheça a história do ator brazense que já produziu quatro filmes com apoio da comunidade e ajuda dos amigos
Cena do filme "Kickboxer - Os punhos da revolta" (Foto: Reprodução)

Os filmes são algo que fazem parte da cultura dos brasileiros e de toda a população ao redor do mundo. Muitas pessoas gostam de “curtir” um terror, drama, ação, suspense ou romance, na companhia do namorado(a), amigos ou da família. Porém, além de gostar de assistir, há quem se arrisque em produzir ou estrelar seus próprios filmes e, as vezes, estas pessoas estão mais próximas do que se imagina.

Apesar de estar longe de Holywood, o brazense Léo Benício dos Santos, mais conhecido como “Léo Pintor” ficou famoso na região como o “Rambo do Norte Pioneiro”. Ele falou à Folha Extra como tudo começou. “Eu sempre gostei muito de assistir filmes e Wenceslau Braz tinha um cinema. Direto eu estava lá vendo os lançamentos, onde eu assisti ‘Rambo, Programado para Matar’. Quando eu tinha 18 anos, surgiu a ideia de pegar essa paixão, juntar alguns amigos e fazer um filme também”, relata.

O ator, editor, roteirista, maquiador e diretor, conta que, no início, tudo era feito no improviso. “Um emprestava o carro, o outro o sítio. Tinha aquele que era o bandido, a pessoa trazia a maleta de dinheiro. As ideias surgiam meio que na hora”. Porém, com o passar do tempo e com vários filmes gravados, as coisas mudaram. “Fui melhorando o projeto, fazendo por partes para ficar mais real e passei a me cuidar para não ficar me machucando”, explica.

No currículo, já são quatro filmes. O primeiro foi “O Exterminador de mercenários”, seguido de “O dia da vingança” e da série “Kick Boxer Punhos da Revolta” e “Kick Boxer o Confronto final”. “Sou fã de Schwarzenegger, Stalone e Jet Li, aí surgiu o policial Johnny Way. Aí tem muita ação, pois conta história desse agente disfarçado que combate uma máfia de tráfico de drogas. Até tem uma cena que copiei do Jet Li e, não estou em Hollywood, mas o pessoal gostou”, comemora.

Durante sua carreira, Léo relata que passou por bons e maus momentos. “A parte ruim foi os machucados, pois como queria fazer a cena com o máximo de realidade, já machuquei braços, tive fratura exposta, rompi tendão entre outros. Agora, o que mais me deixou feliz até hoje foi o apoio que eu tive da população brazense em várias coisas, mas algo muito especial foi o dia que passamos o filme no Point Club e teve mais de mil pessoas para assistir ao filme. Isso gratificante e me deixou muito contente”, vibra.

Léo está se preparando para reviver o personagem "Jhony Way" em mais um longa de sua autoria (Foto: Folha Extra)

Apesar de muita ação e várias lutas, Léo garante que o objetivo dos filmes é conscientizar as pessoas. “Se você prestar atenção, o filme tem uma mensagem. O policial se envolve com uma máfia que mexe com drogas e acaba tento consequências para o resto de sua vida. É isso que eu quero deixar para os jovens e para população, que as drogas são um problema que perseguem quem as usa”, destacou.

Por fim, como todo ator e diretor, Léo deixou aquele suspense no ar. “A história continua e Johnny Way não vai parar enquanto não acabar com os bandidos. Aguardem”, finaliza.