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Rebelião termina com cerca de 20 presos ainda foragidos e um rastro de destruição na cadeia pública

(Foto: Imagens- NP Diário e Thanillo Araújo - NPTV)

Em mais um episódio, no mínimo assustador, do reflexo da superlotação vivida nas cadeias públicas do Paraná, Santo Antônio da Platina protagoniza a segunda grande fuga de presos em menos de dois anos.

Neste sábado (21), pela manhã, a carceragem platinense, com capacidade para pouco mais de 50 presos, mas abrigando aproximadamente 140, foi palco da fuga de 30 detentos, que, a exemplo da situação registrada em fevereiro de 2017, quando 31 presos se evadiram, também aproveitaram uma situação de rebelião para fugir.

Os presos, que continuaram no local, mantiveram outros detentos como reféns no telhado da delegacia, no intuito de negociar alguns direitos com a polícia e as autoridades do Judiciário que estiveram no local. 

Durante a rebelião, os presos atearam fogo à uma sala entre a cadeia e a delegacia, onde ficavam guardados alguns pneus. O rastro de vandalismo e destruição ficou visível em vidraças, arquivos, paredes e móveis do prédio. Felizmente ninguém se feriu. Ainda não foram divulgadas as possíeis saídas utilizadas pelos presos.

Iniciado às 9h, o motim terminou por volta das 14h30. De acordo com as estimativas do capitão da Polícia Militar Robson Falk, comandante do 2º Batalhão, cerca de 20 presos podem estar foragidos. A Polícia Militar reforçou o contingente na cidade com cinco viaturas de Londrina e uma de Cornélio Procópio. 

Qualquer informação sobre o paradeiro de algum fugitivo deve ser informada através do telefone 190.

*Com informações da Folha de Londrina

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