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Ah adimita, quantas vezes você já viu essa proposta nada vantajosa, que continua arrecadando milhões e milhões de pessoas inocentes todos os anos na internet. Mas não se engane, assim como no mundo virtual, os golpes vêm causando prejuízo às pessoas também na vida real.

E como este título chamativo, porém falso, estas ofertas inusitadas vem vestidas em uma embalagem atrativa, na qual muita gente acaba caindo.

Em contato com o sargento da Polícia Militar lotado na 2ª Cia em Wenceslau Braz, Marco Aurélio, a reportagem foi informada que a incidência de golpes nos municípios da região tem sido alta. Em entrevista, o policial falou a respeito de alguns casos mais corriqueiros.

 

Carro Quebrado

Os criminosos usam esse golpe para não aparecerem na situação e conseguem arrancar dinheiro da vítima geralmente através de uma ligação telefônica.

De acordo com o sargento, na primeira ligação a pessoa inicia tentando obter informações da vítima. Um exemplo:

Golpista: “Oi tia, aqui é seu sobrinho de longe, não lembra de mim?”

Vítima: “Oi, é o Eduardo? De Curitiba?”

Golpista: “Sim tia, sou eu. Estou vindo de Curitiba para ver vocês, mas o carro quebrou e não tenho dinheiro”

No exemplo acima, é perceptível que a vítima deu as informações para que o estelionatário continuasse a persuadi-la, até que, em algum momento, a vítima será assediada para mandar dinheiro ao golpista. Uma atitude sem volta, que muitas vezes termina em ônus e impunidade, pois as informações acerca do golpista são mínimas.

Nestes casos é importante que, ao receber qualquer telefonema do gênero, a pessoa procure um parente, um vizinho ou até mesmo a polícia e exponha sobre a situação. Em 95% dos casos, é golpe.

 

Falso Sequestro

Seguindo o exemplo do golpe do carro quebrado, as histórias de sequestro ficam apenas no telefone e também são alimentadas com informações que a própria vítima fornece, mas costumam gerar ainda mais pânico por se tratar de entes queridos.

Neste caso, o telefonema pode ser acompanhado de gritos e até choro do suposto sequestrado, mas não se engane, tudo pode não passar de um teatro de pessoas hábeis na arte do crime.

O primeiro passo é não fornecer nenhuma informação sobre a pessoa em questão, nome, local de trabalho, características pessoais, enfim, tudo que possa ajudar o criminoso a tornar a história verossímil.

Terminada a ligação, tente contato com a pessoa que eles “dizem” ter sequestrado. Se ela não atender o telefone, procure no trabalho, na escola, na academia, onde quer que a pessoa possa estar. Se você, ainda assim, não encontrar, não tome nenhuma atitude precipitada como fazer um depósito bancário, o melhor a fazer é procurar a polícia imediatamente.

 

Bilhete Premiado

O golpe em questão já se tornou rotina, principalmente em cidades pequenas. Mas neste caso, o criminoso mostra o rosto e até o carro usado na farsa, sem nenhuma cerimônia.

A história é sempre a mesma – “Eu tenho que sacar uma grande quantia, mas para que o banco libere eu preciso apresentar uma conta bancária, e eu não tenho”.

O próximo passo é pedir que a pessoa saque um dinheiro, ou deixe a carteira como garantia e vá até o local para receber o tal valor. Quando retorna, só encontra um vazio e a sensação de ter sido enganado.

A orientação policial nestas situações é para que a pessoa não forneça dinheiro, cartão nem documento para qualquer estranho e que, para evitar que novas pessoas caiam no golpe, vá até a polícia e denuncie.

“Memorize o máximo possível as características da pessoa, onde e quanto foi a abordagem, que carro ela usava, a roupa, aparência, todas essas informações podem auxiliar a investigação a identificar e prender esses estelionatários”, explica o sargento Marco Aurélio.

E aí, vamos fazer o depósito?