Norte Pioneiro

Supostas tentativas de sequestros de crianças deixam pais em alerta na região

Três casos foram registrados em Cornélio Procópio e um em Jacarezinho onde a ação dos suspeitos descrita pelas vítimas é a mesma
(Foto: Ilustrativa)

Ao menos três casos envolvendo supostas tentativas de rapto de crianças foram registrados na região nos últimos dias. Os relatos dos pais das vítimas e o modus operandi similar em todos os casos acendeu o sinal de alerta tanto para as famílias quanto para as equipes policiais que seguem monitorando a situação. Apenas nesta segunda-feira (8) e terça-feira (9), duas situações foram registradas.

O caso mais recente aconteceu na tarde desta terça em Cornélio Procópio. Por volta das 14h, uma mãe transitava com sua filha pela Avenida XV de Novembro, no Centro, quando um veículo parou no semáforo e um homem teria aliciado a criança para entrar no automóvel para comer doces. Sabendo das situações anteriores, a mulher disse ao suspeito que sua filha não iria a lugar algum.

Segundo relatos da vítima, após a negativa por parte da genitora, o homem teria saído do automóvel e tentado pegar a menina a força, momento em que a mulher começou a gritar por socorro chamando a atenção de um homem que passava pelo local. Ao perceber a presença de outra pessoa, o suspeito voltou para o veículo e fugiu. Assustada, a mulher esperou por seu marido para procurar a equipe da Polícia Militar e denunciar o caso. Devido ao intervalo de tempo, a equipe policial não conseguiu identificar o suspeito.

Já por volta das 13h da segunda-feira, uma mulher relatou que estava com seu filho em uma lotérica situada em Jacarezinho quando, em dado momento, foi abordada por uma mulher que começou a conversar com a criança e a oferecer brinquedos. Segundo informações da mãe do menino, a suspeita chegou a se oferecer para levar o garoto até uma loja para comprar presentes. Desconfiada, a mulher disse que não precisava, pois seu filho já tinha muitos brinquedos.

Se aproveitando do momento em que chegou a vez da mãe ser atendida no caixa, a mulher teria agarrado a criança pela blusa e tentado sair do local dizendo que iria levar o menino para comprar brinquedos. Neste momento, a mãe levou um susto, pegou o menino e disse para suspeita deixar a criança em paz. A situação chamou a atenção de populares que estavam na lotérica e a mulher que queria levar a criança deixou o local.

No último dia 29, também em Cornélio Procópio, foi registrado o primeiro caso desta série de ocorrências junto a equipe da Polícia Militar. Na ocasião, uma mulher compareceu a Companhia da PM e passou a relatar que um casal havia tentado “roubar seu filho”. De acordo com os relatos da denunciante, ela teria deixado o filho pequeno na casa da sua mãe, avó do garoto. Porém, já no período da noite, uma mulher teria se aproximado do local e disse a criança que seus pais tinham pedido que ela fosse busca-lo para eles. Nesse momento, o menino acabou se assustando e correu contar para a avó.

No último dia 27, houve a informação de que uma criança teria sido levada por um veículo após sair da escola onde estuda em Cambará, mas o fato não foi confirmado pelas autoridades policiais. Já no dia 28, uma senhora entrou em contato com a equipe da PM informando que estava no Posto de Saúde junto com seu neto quando um homem moreno chamou a criança para dar uma volta em seu carro.

A situação é delicada e o que mais tem chamado a atenção da polícia é a descrição dos suspeitos. Nos casos citados, as vítimas descreveram uma mulher com idade entre 35 e 40 anos com cabelos claros, sendo acompanhada de um homem moreno e de aparência mais velha.

A PM ainda orienta que os pais estejam sempre atentos aos locais onde estão seus filhos. Além disso, caso alguma família seja vítima desta situação, a orientação é de que os responsáveis estejam atentos a placa de veículos, façam filmagens ou tirem fotos e acionem de imediato as equipes policiais para que os suspeitos sejam identificados e detidos. É importante que, caso isso ocorra de fato, seja registrado o boletim de ocorrência junto a PM, para que as situações não se misturem com boatos atrapalhando assim os trabalhos das autoridades policiais.