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Violência cresce na região e mulheres continuam sendo espancadas e mortas

Mesmo com a lei mais rígida, casos tem aumentado e estão cada vez mais frequentes no Norte Pioneiro
(Foto: Ilustrativa)

Infelizmente a data de 8 de março, em que comemorasse o dia internacional da mulher, foi seguida de diversos casos de violência contra pessoas do gênero feminino na região do Norte Pioneiro que, inclusive, vem apresentando um crescimento no número de casos registrados nos boletins de ocorrência da Polícia Militar.

Apenas no sábado (9) e domingo (10), foram registrados ao menos 15 casos envolvendo vários tipos de agressão e violência contra as mulheres, fora aqueles que não chegam até as equipes policiais. Na maioria das situações, os agressores são do gênero masculino, mas há ainda crimes praticados pelas próprias mulheres.

Apesar de injustificáveis, as agressões na maioria dos casos estão relacionadas ao consumo excessivo de álcool por parte de maridos, namorados, irmãos, pais ou ex-companheiros que não aceitam o fim do relacionamento, tem ataques de ciúmes ou acham que são donos da mulher como se esta fosse um objeto. Em duas situações, as vítimas foram agredidas por outras mulheres, onde em um dos casos a vítima foi atingida com uma facada no abdômen. Em outra ocorrência, o agressor era irmão da agredida. Uma mulher também procurou a polícia após ser ameaçada com um facão pelo próprio pai que estava embriagado.

A ação dos agressores causa sempre violência física ou psicológica nas vítimas, sendo que ou estas mulheres são espancadas com socos e chutes, ou acabam sofrendo ameaças de morte e vivem na sombra do medo sem conseguir seguir com sua vida de uma maneira normal, virando reféns de homens covardes. Esta afirmação resume-se no fato de que, em 90% dos casos, toda a agressividade e “coragem” que estes indivíduos tem para agredir mulheres desaparece quando eles fogem assim que a polícia é acionada.

Além das vítimas propriamente ditas, este tipo de violência ainda causa danos paralelos, isto porque, em vários casos, os agressores acabam causando problemas que se estendem as famílias, principalmente para as crianças que presenciam as cenas do pai batendo na mãe. Em um dos casos registrados no final de semana, a equipe da PM foi acionada pela filha de um casal pedindo ajuda, pois o pai embriagado estava batendo em sua mãe.

 

Violência e Morte

As mudanças nas Leis de proteção a mulher que, teoricamente as tornaram mais rígidas, não tem surtido efeito prático. Na terça-feira (26) de fevereiro, a jovem Camila Rocha, de 29 anos, foi brutalmente assassinada pelo seu ex-companheiro Marcelo Gabriel da Rocha de 40 anos. O crime bárbaro aconteceu em Quatiguá quando assassino invadiu a casa da vítima e a golpeou com um botijão de gás na cabeça. Camila morreu na hora.

O criminoso já havia sido preso duas vezes, sendo uma pelo crime de violência doméstica em 2011, e outra em janeiro deste ano por descumprir medida protetiva. Em ambos os casos, a vítima sempre foi Camila que, infelizmente, tornou-se mais um corpo nestas tristes estatísticas que só aumentam. Marcelo foi preso novamente e levado para cadeia pública de Ibaiti. Resta esperar para saber se, agora que Camila está morta, a Justiça será feita e o indivíduo permanecerá atrás das grades.

 

No Paraná

A Polícia Civil do Paraná prendeu, em uma semana, 282 homens por prática de crimes contra a mulher em todo Estado. O balanço parcial da Operação Respeito, divulgado na manhã desta sexta-feira (8) em Cascavel, informa que 241 suspeitos foram autuados em flagrante por violência doméstica e outros 41 foram presos por mandados de prisão, incluindo suspeitos de autoria de feminicídio. A Operação Respeito termina às 18h desta sexta-feira.