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Votação desta segunda-feira não decide cassação imediata do vereador Giovanni

(Foto: Divulgação)

Após uma análise minuciosa dos membros do conselho de ética da câmara de vereadores de Arapoti, a leitura do relatório final acerca da denúncia contra o vereador Giovanni Modesto (PP), deve ser lida na noite desta segunda-feira (6).

Os três membros do conselho (Zildinei Sebastião Mendes Ferreira, o Nei (PSC), presidente; Ricardo Rodrigues Pedroso, o Ricardinho (PPS), relator, e Victor Arthur Gomes Brondani (PDT) como membro) elaboraram o relatório final com base nas oitivas com testemunhas, análise de documentos e, também, oportunizando a manifestação da defesa.

A leitura e votação acontecem entre os membros do conselho e está marcada para as 18h na sala de reuniões sendo que, mediante a maioria dos votos, eles decidirão pela aceitação ou recusa do relatório final. Neste documento pode constar como punição uma penalidade branda ou mais severa como a cassação do mandato.

Caso nesta reunião não seja aceito o relatório, o processo é arquivado, por outro lado, se for aceito, ele será entregue ao presidente da câmara Lelo Ulrich (PSD) que, conforme artigo 21 da resolução 57/09, deverá incluir, de imediato, na ordem do dia para que o plenário delibere prioritariamente sobre a matéria.

 

Quebra de Decoro

A abertura do caso na esfera política só foi possível graças à uma denúncia representada pela cidadã Mayara Crystiane da Silva contra o vereador Giovanni, baseada na ação do Ministério Público.

Segundo as investigações, Giovanni teria praticado o crime de estelionato entre outubro de 2015 e março de 2016. A prática relacionada a uma promessa que o vereador supostamente fez a uma vítima, onde o parlamentar se comprometeu a conseguir um aumento de 25% no valor recebido pela idosa através da aposentadoria. Já a outra idosa foi relacionada ao caso quando seus documentos foram encontrados na casa do suspeito, juntos ao da primeira vítima.

Para realizar o processo, Giovanni teria cobrado o valor de R$ 4,8 mil, referente ao pagamento de taxas para que o aumento no benefício fosse concedido. Porém, o tempo foi passando e o dinheiro não chegou até a conta da idosa. O caso acabou chegando até a Justiça, após a filha da prejudicada denunciar o caso na promotoria.