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POLÍTICA AGRO/CEPEA: Brasil tem potencial para ampliar exportações de produtos agrícolas à Liga Árabe

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Cepea, 11/03/2020 – Os países da Liga Árabe são importantes destinos do agronegócio brasileiro. Ainda assim, a Equipe de Política Agropecuária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, evidencia nesta nova análise que ainda há uma grande oportunidade para uma ampliação – e consolidação – do fluxo comercial de produtos agropecuários e agroindustriais brasileiros (em especial carnes e derivados) para os países membros da Liga Árabe.

 

BALANÇA COMERCIAL – Desde 2019, a balança comercial brasileira com os países da Liga Árabe é superavitária. Entre 1997 e 2019, as exportações brasileiras para esses países cresceram, em média, 8,8% a.a., ao passo que as importações evoluíram em menor ritmo, 5,1% a.a.. Os principais produtos exportados pelo Brasil no ano passado foram açúcar, carne de frango, miúdos e pedaços de carne de frango congelada, minério de ferro, milho e carne bovina desossada refrigerada e congelada, que representaram cerca de 70% da pauta. Já os produtos importados pelo Brasil dos países da Liga Árabe consistiram em combustíveis minerais (petróleo e seus derivados) e adubos (fertilizantes), responsáveis por cerca de 80% do valor total despendido. 

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AÇÕES – Com o objetivo de estreitar as relações entre os países, pesquisadores do Cepea indicam que o governo brasileiro vem realizando visitas técnicas nos Emirados Árabes Unidos (EAU), Catar e Arábia Saudita. Especificamente no setor agropecuário, representantes do Brasil realizaram visitas técnicas em quatro países árabes (Egito, Arábia Saudita, Kuwait e EAU), no intuito de fortalecer parcerias comerciais e abrir mercado para esses produtos. Como resultado, foram autorizadas as exportações brasileiras de lácteos, ovinos e caprinos para o Egito, castanhas, derivados de ovos e frutas à Arábia Saudita e mel para o Kuwait. Além disso, foi discutida cooperação técnica na agropecuária (em especial, pesca e aquicultura no Kuwait) e a formalização de convênios entre centros de pesquisa brasileiros e egípcios. Na Arábia Saudita e principalmente nos EAU, foram apresentadas as oportunidades de investimentos em infraestrutura, em particular a Ferrogrão e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste.

 

ENTRAVES – Apesar de todas essas ações, alguns entraves ainda precisam ser superados para a consolidação do Brasil no atendimento a este importante mercado. É fundamental, por exemplo, investir na infraestrutura logística nacional e na modernização dos portos brasileiros. Outro fator preponderante é a diferenciação e agregação de valor a mercadorias exportadas. Nesse sentido, é preciso marcar positivamente a imagem do produto brasileiro no mercado internacional e as missões governamentais e os eventos realizados contribuem para esse fortalecimento. Além disso, a internacionalização das empresas brasileiras é estratégica, já que facilita um conhecimento mais profundo da cultura e dos hábitos e preferências de suas populações. 

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Pesquisadores do Cepea comentam que a manutenção e o fortalecimento do Brasil como protagonista no comércio internacional de produtos agrícolas requerem uma maior integração e alinhamento entre o setor privado e o público, tanto para promover o enforcement das políticas agrícola, ambiental e sanitária, quanto para tornar o ambiente de negócios mais ágil, eficiente e reduzir os custos de transação das atividades, inclusive, as comerciais, de forma a contribuir para o estreitamento das relações comerciais com grandes mercados consumidores, como é o caso dos países do Oriente Médio.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre estudos de Política Agropecuária aqui e por meio da Comunicação Cepea, com a profa. Silvia Miranda e com as pesquisadoras Taís Menezes e Graziela Correr (19) 3429-8836 / 8837 e [email protected] 

Fonte: CEPEA

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Agronegócio

Mapa desenvolve programa para estimular a área de florestas plantadas no território nacional

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Responsável pela oferta de matéria-prima para diversas indústrias, as florestas plantadas já respondem por 90% de toda a madeira produzida para fins industriais no país. O tamanho da área cultivada hoje chega a 10 milhões de hectares em todo o Brasil, dominada por pés de eucaliptos, pinus, além de acácias e outras variedades, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com base na importância econômica e as potencialidades dessa atividade para o país, está em execução o Plano Nacional de Desenvolvimento das Florestas Plantadas (Plantar Florestas), oficializado no ano passado e resultado de uma ação conjunta entre as principais lideranças do setor e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 “O Brasil tem um grande potencial para expansão da nossa base florestal plantada e sem a necessidade de abertura de novas áreas”, avalia João Salomão, coordenador-geral de Florestas Plantadas e Pecuária do Mapa. Na semana em comemoração ao Dia Internacional das Florestas, celebrado em 21 de março, Salomão observa que o tamanho da área pode aumentar à medida em que se avança o trabalho de recuperação de áreas de pastagens degradadas.

Preservação

A meta do plano é ampliar a área de florestas plantadas no território nacional em 2 milhões de hectares até 2030, o equivalente a 20% sobre a área atual. Um número ambicioso, reconhece o coordenador, mas os caminhos para atingir esse objetivo estão sendo implantados. Foram definidos 12 objetivos nacionais e 72 ações indicativas. Vale destacar a participação, neste plano, da Câmara Setorial de Florestas Plantadas – coordenada pelo Ministério – nascida a partir da importância que o segmento tem para a cadeia produtiva do agronegócio bem como para preservação da biodiversidade.

Com esse segmento fortalecido, ressalta, a pressão sobre as florestas primárias vai diminuir, contribuindo para a conservação do meio ambiente. Os números do crédito rural revelam que, no ano passado, foram investidos R$ 825 milhões, recursos suficientes para o plantio de 77,5 mil hectares ou 115 milhões de árvores.

Floresta plantada – iStock

As empresas florestais brasileiras preservam 5,6 milhões de hectares de florestas primárias, ou seja, para cada hectare plantado, 0,6 é preservado, mais do que as exigências legais. A produção primária florestal (silvicultura somada ao extrativismo), relativa a 2018, foi calculada em R$ 20,6 bilhões, de acordo com o IBGE. Deste total, as florestas plantadas responderam por 77%. Desde o ano 2001, o valor da produção alcançado pela soma dos produtos das florestas plantadas vem superando a extração vegetal.

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Outro ponto positivo é que os dez municípios com maior área de florestas plantadas têm aumentado o índice de desenvolvimento humano (IDH) em ritmo superior ao crescimento dos seus estados. Esse índice reflete melhores condições de vida para os cidadãos dos municípios, revela levantamento do IBGE.

Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), o setor de florestas plantadas para fins industriais alcançou uma receita total de R$ 86,6 bilhões, em 2018, o que representa um crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior.

Outro dado que reforça a importância econômica do segmento é a participação de quase 7% no Produto Interno Bruto (PIB) industrial deste mesmo período. Entre os produtos que compõem o setor estão pisos, painéis de madeira, papel, celulose, madeira serrada e carvão vegetal.

Dados de 2019 mostram que o segmento foi o terceiro do setor do agronegócio em exportações, registrando valor recorde de US$ 13 bilhões, atrás apenas do complexo soja (US$ 33 bilhões) e de carnes (US$ 17 bilhões).

A atuação da Embrapa Florestas e a vinda, em 2019, do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) para a estrutura do Mapa são exemplos da relevância do tema para a pasta. Com o SFB vieram, também, o inventário florestal nacional e o sistema de informações florestais, além de profissionais com larga experiência no setor florestal.

Integração

A implantação dos sistemas integrados é uma iniciativa que contribui para amplificar a presença de florestas plantadas. São a base dos programas de Integração Pecuária Floresta (IPF) e Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) desenvolvidos pelo Ministério da Agricultura. Além de promover a recuperação de áreas de pastagens degradadas, são estratégias que agregam diferentes sistemas produtivos, como os de grãos, fibras, carne, leite e agroenergia. A integração também reduz o uso de agroquímicos, a abertura de novas áreas para fins agropecuários e o passivo ambiental.

A diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Mariane Crespolini, destaca que o programa de florestas plantadas integra o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), que completa dez anos e passará por uma revisão ao longo de 2020. Técnicos do Mapa e representantes de entidades ligadas ao tema vão elaborar as novas metas para o decênio 2020-2030.

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Nesse cenário, o programa de florestas plantadas será discutido no contexto de sistemas integrados de produção, onde, por exemplo, pelo componente florestal há melhora nos indicadores zootécnicos da bovinocultura de leite. 

Outra oportunidade para desenvolver o mercado, e já em discussão na câmara setorial, é o crescente interesse em energia renovável e a necessidade do Brasil de gerar mais energia.

O Brasil, de acordo com Mariane Crespolini, tem a vantagem de já ter resultados expressivos de mitigação de carbono para o agronegócio, no âmbito do Plano ABC. Uma política que tem sido trabalhada há mais de uma década, colocando o Brasil a frente de outros países neste assunto.

No período de 2010 a 2018, dados do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig), da Universidade Federal de Goiás (UFG), indicam que 32 milhões de hectares de pastagem melhoraram a qualidade, o que representa quase 20% da área de pastagem no Brasil.

Desse total, o Lapig estima que 10 milhões foram de pastagem com altíssimo grau de degradação e hoje estão recuperadas. No mesmo período, houve um crescimento de quase seis milhões de hectares de áreas com sistemas de produção integrada. Outros programas, como fixação biológica de nitrogênio, tratamento de dejetos e plantio direto também apresentaram crescimento no período.

A diretora lembra que, em novembro do ano passado, a ministra Tereza Cristina assinou um memorando de entendimento com a organização não governamental Climate Bonds Initiative (CBI), com o objetivo de desenvolver o mercado de títulos verdes no Brasil. Uma equipe da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério, em conjunto com representantes de outras áreas do governo federal, iniciativa privada e representantes da sociedade civil estão trabalhando na elaboração de um plano para a captação desses recursos no mercado internacional e que representa um estímulo ao mercado agropecuário no país, especialmente para as tecnologias que mitigam carbono.

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