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Wenceslau Braz

Com investimentos do Governo Estadual, vacina da UFPR produz anticorpos contra a Covid-19

Pesquisadores realizaram testes com camundongos que foram expostos a doença e não foram contaminados. Agora, estudos seguem e expectativa é de liberação para testes clínicos no fim do ano

Uma parceria entre o Governo do Paraná e pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 teve resultados que renovam as esperanças de desenvolver um imunizante paranaense e acelerar o processo de vacinação e reduzir a dependência internacional por insumos e imunizantes.

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O assunto foi destaque na edição do Jornal Hoje exibido pela Rede Globo nesta quinta-feira (10). A matéria destaca o investimento por parte do governo do Paraná, de cerca de R$ 700 mil, para contribuir com o financiamento da pesquisa e a dedicação de pesquisadores da UFPR na busca pelo imunizante. Ao todo, no mundo inteiro são 338 vacinas em desenvolvimento, das quais 18 estão sendo estudadas no Brasil e 17 já estão em fase pré-clínica em testes realizados em animais, como é o caso da vacina paranaense.

O projeto paranaense conta com uso de tecnologia de nano partículas. No procedimento, os pesquisadores inserem o trecho da sequência genética do coronavírus em uma bactéria que reproduz parte do genoma e o material é replicado é colocado em uma nano partícula sintética que é aplicada atualmente em camundongos, mas caso os testes sejam positivos, futuramente em humanos. Com isso, as celas do corpo reconhecem o material genético do vírus e passam a produzir os anticorpos.

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De acordo com os responsáveis pelos estudos, até o momento em testes realizados com camundongos a vacina produziu anticorpos ao serem expostos ao vírus. A próxima fase é realizar testes em que os animais irão receber o próprio vírus para avaliar a capacidade de defesa do imunizante.

O pesquisador da UFPR Emanuel Maltempi explica como os testes estão sendo feitos. “Os testes contam com o uso de dois conjuntos de animais, sendo um com a vacina e outro sem a vacina. Os dois são expostos ao vírus e se a vacina for realmente funcional ela vai proteger o grupo de animais imunizados de serem contaminados com o vírus”, explicou.
Emanuel se mostrou otimista com os resultados e falou sobre as próximas fases do estudo. “Este já é o segundo teste que vamos realizar antes de chegar a fase clínica e, se tudo ocorrer bem, possivelmente até o final do ano teremos os resultados necessários para realizar o pedido de autorização para os testes em humanos”, finalizou.

Expectativa é que fase clínica de testes com humanos possa ser iniciada até o final do ano. Foto: Jornal Hoje – Rede Globo

Esse já é o segundo teste que vamos realizar antes de chegar a fase clínica e, se tudo ocorrer bem, possivelmente até o final do ano teremos os resultados necessários para pedir autorização para passar para os testes humanos.

O imunizante, que ainda está em fase de testes, apontou a produção de anticorpos comparáveis e até superiores aos reportados pela vacina AstraZeneca/Oxford, em estudos na fase pré-clínica.

Investimentos

No dia 22 de maio, o Governo do Estado formalizou o apoio financeiro para o desenvolvimento da vacina pela UFPR. Na data, foi anunciado um investimento inicial no valor de R$ 700 mil proveniente da Unidade Gestora do Fundo Paraná (UFG), a qual é vinculada a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Até a data, a pesquisa também havia recebido aportes na casa dos R$ 230 mil proveniente da Rede Vírus do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), além de contar também com R$ 40 mil de recursos próprios da UFPR.

Ao todo, a projeção com base em outras pesquisas já realizadas para desenvolvimento do imunizante é de que o custo total da pesquisa possa chegar aos R$ 30 milhões levando-se em consideração todas as fases de testes pré-clínicos e clínicos.

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