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Bolsa de valores aciona circuit break pela segunda vez nesta quinta

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Em meio à crise gerada pelo coronavírus, o mercado financeiro está em um dia de forte turbulência. A bolsa de valores de São Paulo, a B3, já acionou duas vezes o circuit break somente nesta quinta-feira (12) e o dólar chegou a superar R$ 5.

O circuit breaker é acionado em momentos de forte queda de preço dos papéis negociados na bolsa. O acionamento é feito em três estágios: quando o índice Ibovespa desvaloriza 10% em relação ao valor de fechamento do índice do dia anterior, a negociação é interrompida por 30 minutos; após reabertas as negociações, caso a variação atinja oscilação negativa de 15% em relação ao valor de fechamento do dia anterior, a negociação é novamente interrompida por uma hora. Com as negociações reabertas, se o Ibovespa cair 20% em relação ao índice de fechamento do dia anterior, a B3 pode determinar a suspensão da negociação por um período a ser definido.

A primeira interrupção dos negócios foi por volta 10h20, quando o Ibovespa caiu 11,65%. Por volta de 11h15, o índice caía 15,43% e o circuit break foi acionado novamente.

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Dólar

Na manhã de hoje, o dólar chegou a R$ 5,01 mas houve redução na cotação com a atuação do Banco Central (BC). No primeiro leilão, foram ofertados US$ 2,5 bilhões, com US$ 1,278 bilhão em propostas aceitas. Em seguida, o BC ofertou US$ 1,250 bilhão e vendeu US$ 332 milhões. Houve ainda uma terceira ação para injetar US$ 1 bilhão, mas nenhuma proposta foi aceita.

Por volta das 13h40, o dólar estava cotado a R$ 4,87. O Ibovespa registrava queda de 19,6%, aos 68.488 pontos.

Além da crise do coronavírus, o mercado reage à tensão política, com a aprovação ontem pelo Congresso Nacional da ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), com estimativa de gastos extras em R$ 20 bilhões.

BC e Tesouro

O Tesouro Nacional comunicou na manhã desta quinta-feira que fará leilões de compra e venda de títulos públicos, em coordenação com o Banco Central, entre hoje e o próximo dia 18. “O objetivo da atuação é fornecer suporte ao mercado de títulos públicos, garantindo bom funcionamento desse e de outros mercados correlatos”, diz comunicado do Tesouro.

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Em outro comunicado, o Tesouro anunciou o cancelamento de leilão de Letras Financeiras do Tesouro Nacional (LFT), programado para esta quinta-feira. “O Tesouro Nacional seguirá acompanhando a evolução das condições de mercado, para garantir o bom funcionamento do mercado de títulos públicos e de outros mercados correlatos”.

Edição: Fábio Massalli

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Economia

Nome negativado dificulta acesso ao crédito do governo

Mais de 7.700 pedidos de empréstimo já foram processados desde o início de abril, mas as pendências inviabilizaram o andamento de 3.260 pedidos. Trabalho dos agentes de crédito e correspondentes ajuda a acelerar aprovações.

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Multas de trânsito não pagas, impostos atrasados, pendências com órgãos públicos, CPF ou CNPJ inscritos em dívida ativa da União (Previdência Social), ou ainda inadimplência e prejuízos antigos registrados no Banco Central são alguns dos fatores que inviabilizaram pelo menos 3.260 pedidos de crédito feitos à Fomento Paraná no programa Paraná Recupera, que recebeu 28,5 mil solicitações desde 27 de março. A função da verificação documental é garantir que os recursos financeiros disponíveis sejam bem usados e possam retornar para apoiar outros empreendedores.

“Criamos condições diferenciadas de crédito para os pequenos negócios neste momento de dificuldade com a redução da atividade econômica, mas muitas empresas já estavam com pendências anteriores à pandemia”, explica Everton Ribeiro, diretor de Operações do Setor Privado da Fomento Paraná. “Temos orientado o empreendedor a se regularizar e retomar a proposta, mas cada pedido negado por inconsistência na documentação e outras pendências significa um tempo gasto, que atrasa a análise das propostas seguintes e provoca reclamações. Mas os recursos estão sendo liberados”.

De acordo com o diretor, até este domingo (17) a instituição já processou 7.700 e liberou ou está em vias de liberar 4.400 contratos de financiamento recebidos pelo programa Paraná Recupera.

PARCERIAS — A Fomento Paraná não possui filiais, seguindo normas do Banco Central. Por esta razão, o modelo de oferta do crédito orientado é feito por meio de parcerias com as prefeituras, associações comerciais e outras entidades.

Esse modelo é referência no Brasil, porque não pressiona os custos e assim permite a oferta de taxas de juros mais baixas, devido ao fato que a estrutura de distribuição do crédito nos municípios é fornecida pelos parceiros.

Nessa parceria, de acordo com os termos de cooperação, cabe às prefeituras a responsabilidade por divulgar o programa de crédito; disponibilizar infraestrutura (instalações físicas e equipamentos para atendimento presencial) e funcionários para atuar como agentes de crédito.

O agente é responsável pelo atendimento ao empreendedor, para orientação, recepção e conferência de documentos e para cadastrar as propostas de crédito no sistema da Fomento Paraná, entre outras atividades.

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O modelo de cooperação da Fomento Paraná está presente em mais de 220 municípios e possibilitou a concessão de mais de R$ 370 milhões para atender 35 mil contratos de microcrédito ao longo de 10 anos.

“Temos uma carteira ativa de mais de R$ 100 milhões apenas em recursos de microcrédito que estão em circulação na economia paranaense e ajudam a alavancar milhares de transações”, afirma Heraldo Neves, diretor-presidente da Fomento Paraná. “E o trabalho bem executado dos agentes de crédito é fundamental para o sucesso dessa modelagem”, acrescenta.

CRÉDITO EMERGENCIAL — Trabalhando em casa desde meados de março, quando a prefeitura de Pinhais suspendeu atividades, por conta da prevenção ao coronavírus, o agente de crédito Aroldo Biss relata que tem trabalhado até 10 horas por dia no atendimento aos empreendedores.

“Os pedidos chegam o dia todo, por e-mail, por whatsapp, por telefone. A prefeitura forneceu estrutura e equipamentos para eu trabalhar em casa e a gente vai dando conta”, afirma Biss. “Nosso município reconhece que hoje o melhor apoio que os pequenos empresários têm acesso é a Fomento Paraná. A gente explica e fala da responsabilidade com o recurso público e as pessoas tem sido compreensivas, porque estão vendo os projetos sendo aprovados e o dinheiro liberado, ainda que não seja na velocidade esperada.”

Em Florestópolis, no norte do Paraná, o agente de crédito Josemar Alves dos Santos dá suporte também aos municípios vizinhos de Prado Ferreira, Alvorada e Miraselva. Pela manhã ele faz atendimento presencial na Agência do Trabalhador e à tarde visita empreendedores. “Diversos projetos foram aprovados, mas trabalho de segunda a segunda para atender todo mundo, principalmente para ajudar quem tem mais dificuldade com a tecnologia. Nosso trabalho e da Fomento Paraná é reconhecido e muito bem visto na comunidade”, conta Santos.

Em Foz do Iguaçu, a Fomento Paraná é parceira estratégica do município de Foz do Iguaçu, há muitos anos, por meio do Banco do Empreendedor. E durante a pandemia a parceria foi reforçada com o programa Foz Juro Zero, uma ação voltada aos empreendedores autônomos, formais e informais, MEIs e micro empresários. “A prefeitura assume o pagamento de juros e a Fomento Paraná viabiliza as linhas de crédito, com um ano de carência e dois anos de prazo para pagar. É o maior programa de juro zero do Brasil nesses tempos de pandemia. Nossa gratidão à Fomento Paraná por essa parceria, que já está fazendo a diferença na vida de muita gente”, afirma Gilmar Piolla, secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos de Foz do Iguaçu.

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Sérgio Marcucci, secretário de Indústria e Comércio de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Estado, destaca a importância da parceira. “A Fomento Paraná assumiu um papel muito importante nesse contexto da pandemia. Os valores liberados são muito importantes, tanto no aspecto social quanto na movimentação econômica no município”, afirma Marcucci, que mantém postos de atendimento com agente de crédito na agência do Trabalhador (Sine) e no Módulo Empresarial na Prefeitura. “Nós não paramos de atender. Seja de forma remota, seja com hora marcada, com todas as recomendações de proteção”.

O secretário contabiliza mais de R$ 1,5 milhão em empréstimos já aprovados no município. “Se esse dinheiro girar três vezes no comércio local, teremos quase R$ 5 milhões girando no nosso comércio, o que para nós é uma grande satisfação”, comenta.

PARCERIAS INATIVAS — O diretor de Mercado da Fomento Paraná, Renato Maçaneiro, destaca o esforço para ampliar o número de parcerias da instituição. “Temos acordos de cooperação com prefeituras e entidades de 280 municípios. Isso significa que, por falta de parceiros, em outros 120 municípios paranaenses os pedidos dos empreendedores não estão sendo atendidos localmente”, explica. “Esses municípios sem agentes se somam a outros 80 nos quais, por alguma razão, a parceria e o agente de crédito não estão atuando neste momento. Isso criou um gargalo muito grande na estrutura da Fomento Paraná que atende Curitiba e região, que hoje concentra quase 5.000 pedidos de crédito para processar”.

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