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Wenceslau Braz

Em um ano, mortes por arma de fogo crescem quase 25% no Paraná

Em 2020 foram registrados 1.688 falecimentos no Paraná em situações envolvendo o emprego de arma de fogo. Na comparação com 2019, verifica-se ainda um expressivo aumento de 24,67% nos óbitos

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Após três quedas consecutivas entre 2017 e 2019, o número de mortes provocadas por armas de fogo voltou a crescer no Paraná em 2020, quando um paranaense faleceu a cada cinco horas, em média, por conta de acidentes, suicídios e homicídios com o emprego desse tipo de armamento. Na comparação com o ano anterior, verifica-se ainda um aumento de quase 25% no número de registros entre um e outro período.

Os dados apresentados a seguir foram tabulados pelo portal por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, sistema esse que é baseado nas declarações de óbito expedidas no país. No levantamento, foram consideradas as seguintes causas de óbito estabelecidas pela CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) em seu Capítulo XX: W32 a W34 (acidente/disparo acidental de arma de fogo); X72 a X74 (lesões autoprovocadas intencionalmente/suicídio por arma de fogo); X93 a X95 (homicídios/agressões intencionais por arma de fogo) e Y22 a Y24 (intenção indeterminada).

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Em 2020 foram registrados 1.688 falecimentos no Paraná em situações envolvendo o emprego de arma de fogo. Na comparação com 2019, verifica-se ainda um expressivo aumento de 24,67% nos óbitos, sendo esta a primeira vez que esse tipo de morte sobe durante o governo Jair Bolsonaro.

Anteriormente, o número de óbitos causados por esse tipo de armamento chegou a cair consecutivamente entre 2017 e 2019. Em 2016, por exemplo, 2.238 vidas foram ceifadas a tiros. Em 2017 o número caiu para 1.971; em 2018 chegou a 1.678; e em 2019, a 1.354, menor número para um único ano desde 2000 (quando 1.300 pessoas faleceram em situações envolvendo arma de fogo).

Considerando-se a causa do óbito, é possível notar que o número de mortes acidentais permaneceu o mesmo entre um e outro ano (7). Por outro lado, houve uma redução expressiva nos suicídios (-16,3%, passando de 92 em 2019 para 77 em 2020), enquanto os homicídios subiram (+8,78%, passando de 1.173 para 1.276) e as mortes cuja intenção é indeterminada, ou seja, quando não foi possível determinar se foi um homicídio, suicídio ou mesmo um acidente, registraram uma verdadeira explosão (+300%, passando de 82 registros num ano para 328 no outro).

País vê alta em 18 das 27 unidades da federação

O aumento nas mortes por arma de fogo, entretanto, não foi uma exclusividade paranaense. No Brasil, houve alta de 5,46% nos óbitos desse tipo, que passaram de 34.109 registros em 2019 para 35.973 no ano passado.

Entre as 27 unidades da federação (UFs), apenas nove registraram queda (entre 2019 e 2020) no número de falecimentos provocados por arma de fogo, com quedas mais expressivas em Minas Gerais (-24,83%, passando de 2.070 para 1.556) e no Pará (-19,63%, passando de 2.420 para 1.945).

Por outro lado, entre as outras 18 UFs onde houve aumento nas mortes, as altas mais expressivas ocorreram no Ceará (+80,8%, passando de 1.974 para 3.569), na Paraíba (+30,34%, de 735 para 958), no Maranhão (+30,28%, de 1.169 para 1.523) e no Paraná (+24,67%)

Como está o Paraná em relação ao restante do país

Em números absolutos, o Paraná aparece no levantamento como a oitava unidade da federação com mais óbitos provocados por arma de fogo em 2020, atrás de Rio Grande do Sul (1.728), Pará (1.945), São Paulo (2.580), Rio de Janeiro (2.639), Pernambuco (3.045), Ceará (3.569) e Bahia (5.269).

Já se considerada a taxa de óbitos por 100 mil habitantes (utilizando-se a estimativa populacional do IBGE para o cálculo), o estado apresenta uma taxa de 14,66, a oitava menor entre todas as UFs. As maiores taxas do país pertencem a Ceará (38,85) e Sergipe (35,58) e, as menores, a São Paulo (5,57) e Santa Catarina (6,34).

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