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PANDEMIA

Brasil discute a volta de torcedores e vê países da Europa abrindo estádios

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Foto: Ilustrativa - Reprodução/Internet

Enquanto o Brasil discute a volta de torcedores aos estádios em meio à pandemia do novo coronavírus, países europeus já contam com a presença de público em partidas de futebol. Um exemplo foi visto na final da Supercopa da Europa entre Bayern de Munique e Sevilla, na última quinta-feira. Em Budapeste, na Hungria, cerca de 15 mil pessoas acompanharam na Puskas Arena a vitória de virada do time alemão na prorrogação por 2 a 1.

No Brasil, porém, a definição ainda parece estar longo de ocorrer. Em reunião virtual realizada na quinta-feira, os clubes e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não chegaram a um consenso sobre a volta dos torcedores aos estádios. O principal ponto discutido é a isonomia do campeonato. Ou seja, determinado time pode ter o apoio dos seus torcedores, enquanto que outro não terá o aval das autoridades de saúde para abrir seu estádio para o público.

Embora o Ministério da Saúde tenha aprovado o estudo da CBF para liberar até 30% da capacidade dos estádios, a maioria das cidades e Estados dos times envolvidos no Brasileirão ainda não aprova o retorno dos torcedores. O governador de São Paulo, João Doria, por exemplo, vetou a presença de público tanto nos jogos da Série A quanto na partida do dia 9 de outubro entre Brasil e Bolívia, na Neo Química Arena, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022.

“Aqui em São Paulo não há pressão política, econômica, partidária, assim como não há do esporte”, disse Doria. “A missão do governo de São Paulo é preservar a vida de todos: jogadores, técnicos e torcedores”, comentou o governador.

Por outro lado, o Rio de Janeiro é favorável à volta dos torcedores. O prefeito Marcelo Crivella, inclusive, já autorizou a presença de público em partidas no estádio do Maracanã. Ele tem o apoio da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e do Flamengo nesta questão.

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O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, decretou na quinta-feira em edição extra do Diário Oficial a autorização de 30% do público nos estádios localizados em municípios do Estado que estão com bandeira amarela ou verde, onde o risco de contágio do novo coronavírus é menor. O decreto cita a volta de torcedores nos estádios em países como Dinamarca, Rússia e Suíça, onde o retorno tem sido feito de forma gradual no número de pessoas liberadas nas arquibancadas.

Nos países europeus, a decisão tem sido tomada de forma nacional No Reino Unido, por exemplo, o primeiro-ministro Boris Johnson adiou a volta do público aos estádios que estava prevista para o dia 1.º de outubro. Há a preocupação com a chamada “segunda onda” da covid-19, com o número de casos aumentando a cada dia novamente.

Na semana passada, o Campeonato Alemão voltou a ter público nos estádios. Isso só foi possível porque os 16 estados da Alemanha aprovaram a medida. Além de cumprir isolamento e outros protocolos de saúde, os estádios podem receber até 20% de sua capacidade. A medida é considerada “experimental” e o público poderá ser proibido de frequentar as partidas caso o contágio do novo coronavírus aumente no país.

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Na França, o limite de capacidade é menor: 5 mil torcedores podem ir ao estádio em cada jogo. A medida está em vigor desde julho. A França também sedia o tradicional torneio de tênis Roland Garros a partir deste fim de semana. Após sonhar em receber até 11.500 pessoas por partida, a organização agora adota cautela e planeja número bem menor, de até mil torcedores

Na Espanha, após diversos estudos, o público segue proibido de frequentar os estádios. A expectativa inicial, ainda em junho, era de que a volta dos torcedores fosse liberada a partir de agosto. Porém, como o contágio da covid-19 não está controlado, a decisão foi adiada.

 

Via: Guilherme Amaro/Estadão Conteúdo. 

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Nacional

Número de mortes violentas aumenta 14,8% no semestre da pandemia no Paraná

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No primeiro semestre deste ano, as mortes violentas intencionais aumentaram 7,1% no país, seguindo a tendência de elevação iniciada no último trimestre de 2019. De acordo com o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), foram registradas 25.712 ocorrências, contra 24.012 da primeira metade de 2019. Ou seja, a cada dez minutos, uma pessoa perdeu a vida, vítima de assassinato. No Paraná, o aumento foi superior ao dobro nacional com 14,8%.

São consideradas mortes violentas intencionais o homicídio doloso, a lesão corporal seguida de morte, o latrocínio e as mortes decorrentes de intervenção policial. Os homicídios dolosos (8,3%) e as mortes decorrentes de intervenção policial (6%) foram os que mais tiveram aumento. De 2019 para 2020, o número de casos passou de 20.105 para 21.764 e de 3.002 para 3.181, respectivamente.

De modo inverso, caiu o total de vítimas de lesão corporal seguida de morte (-7,9%), de 407 para 375 e de vítimas de latrocínio (-13,6%), de 832 para 719. Devido às medidas de isolamento e distanciamento social, os episódios de crimes patrimoniais apresentaram redução de -24,2%, taxa resultante da diferença entre 680.359 casos de 2019 e os 515.523 de 2020.

Pandemia
Segundo a diretora-executiva do FBSP, Samira Bueno, a instituição trabalha “mais com hipóteses” do que com certezas para tentar compreender os dados compilados no relatório, tendo em vista que a pandemia de covid-19 ainda é um contexto inédito. Apesar de reconhecer que a análise requer um nível de assimilação da conexão entre elementos, ela aponta alguns fatores que podem ter correspondência com a realidade constatada:

“De um lado, a gente vê o que indica o fim da trégua de grupos criminosos, ou seja, um aumento de conflitos relativos ao tráfico internacional de drogas e armas, que é o que reverbera principalmente no Norte do país, e no Nordeste, que são rotas importantes do tráfico, especialmente de cocaína e outras drogas. Então, essa mudança de relações de força entre grupos criminosos, essas disputas se acirram durante a pandemia e isso acaba produzindo muitas mortes.”

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“De outro lado, temos um incremento nos casos de violência doméstica, de violência interpessoal, que refletem nos casos de feminicídio. Os casos de feminicídio vêm crescendo ao longo de vários anos, e isso não é exclusivo desse momento em que estamos vivendo. Mas, ao que tudo indica, a pandemia acentuou a violência, na medida em que são mais mulheres que já viviam situações de vulnerabilidade, na violência, e passam mais tempo com seus agressores.”

Segundo a diretora, o estancamento generalizado da criminalidade, imaginado para o período da crise sanitária, não se confirmou.

 

Reivindicações da polícia e proteção

De acordo com o relatório, a alta no índice de mortes violentas intencionais foi observada em 21 unidades federativas. O maior crescimento desse tipo de crime ocorreu no Ceará, que quase dobrou o número de casos (96,6%). O patamar muito acima da média nacional foi um comportamento partilhado por outros 13 estados: Paraíba (19,2%), Maranhão (18,5%), Espírito Santo (18,5%), Sergipe (16,8%), Alagoas (15,1%), Paraná (14,8%), Santa Catarina (14%), Rondônia (13,4%), Tocantins (12,5%), Pernambuco (11,8%), Rio Grande do Norte (11,8%), Bahia (10,1%) e São Paulo (8,2%).

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O relatório indica que estado do Ceará enfrentou uma crise na segurança pública, no início deste ano, marcado pela greve da Polícia Militar, ocorrida em fevereiro. A paralisação da categoria, que durou 13 dias, gerou “impactos importantes” nos indicadores de segurança da região, de acordo com o FBSP..

Para o diretor-presidente do fórum, Renato Sérgio de Lima, o que se vê no Brasil é a naturalização de agressões. “A gente continua sendo um país profundamente violento, onde não conseguimos resolver, enfrentar o problema de forma satisfatória. Continuamos a banalizar a vida”, disse. Ele destacou que o relatório tem como referência mais de 60 fontes de informação, não se restringindo a analisar somente a base de dados de autoridades policiais.

Com relação ao Ceará, o diretor ressaltou que se trata de um exemplo “emblemático”, porque ilustra o resultado da separação do debate em torno do cotidiano das forças de segurança pública e das pautas de funcionamento das polícias, tratando os dois assuntos como se não tivessem ligação nenhuma.

“Esse precedente se deu preponderantemente em fevereiro, a partir do momento em que teve um movimento de greve e foi quando acabou se associando a uma reorganização das facções de base do sistema prisional e provocou o esvaziamento de um esforço que estava sendo feito antes”, disse.

 

VIA: AGÊNCIA BRASIL.

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