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MAIS DE MIL VISUALIZAÇÕES

Em live, mulher promete receita para cura do coronavírus; diz que Deus mostrou

A publicação fez com a prefeitura do município enviasse um ofício ao Ministério Público do Paraná, com o temor de que as pessoas acreditem e se intoxiquem com o produto

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Reprodução Facebook

Uma moradora de Piraquara, região metropolitana de Curitiba, que identificou-se como ‘terapeuta e naturalista’, disse em uma live na rede social Facebook que conseguiu uma receita milagrosa para o coronavírus. Ela participou, na noite desta segunda-feira, de uma transmissão em uma página de noticias da cidade, que tem mais de 18 mil curtidas, onde garantiu que Deus enviou a cura da covid-19 por meio de um descontaminante. A publicação fez com que a Prefeitura de Piraquara enviasse um ofício ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), com o temor de que as pessoas acreditem e se intoxiquem com o produto.

No canal no Youtube, a mulher afirma que a receita veio de Deus e leva vinagre, água oxigenada, água sanitária e água. As pessoas devem tomar duas vezes ao dia, após a refeição, para assim evitarem a contaminação pelo coronavírus. Sem nenhuma comprovação cientifica e levando ao risco de intoxicação, ela esteve na live na noite desta terça-feira (12) para defender a receita. “Eu sequer uso a máscara, porque uso o descontaminante e a receita completa está no youtube. Eu recebi esta receita de Deus para combater o coronavírus e tratar quem pegar, para que a pessoa não tenha nenhum efeito da doença”, falou.

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A live já teve mais de mil visualizações até a tarde desta quarta-feira e permanece no ar. A mulher ainda afirmou, durante a entrevista, que a receita veio durante um sonho. “Eu estava em uma noite orando, pedindo a Deus que eu fosse útil a sociedade. Então, amanheci uma manhã com a receita na cabeça e fiz as anotações, com as quantidades e tudo mais. Não tem efeito colateral e não vai fazer mal a ninguém, posso garantir”, disse.

Fonte: Portal Banda B

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Agronegócio

Proibição do Paraquate preocupa produtores do Paraná

Herbicida não poderá ser produzido, comercializado e usado a partir de 22 de setembro

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Definida em 2017, a proibição ao herbicida Paraquate passa a valer em 22 de setembro deste ano. Com isso, o ingrediente ativo base de alguns defensivos agrícolas utilizados para controle de plantas daninhas não poderá ser produzido, comercializado e utilizado em todo o território nacional. A proibição foi um dos assuntos abordados ao longo da reunião da Comissão Técnica de Cereais, Fibras e Oleaginosas do Sistema FAEP/SENAR-PR, realizada no dia 25 de maio, por videoconferência, e provocou preocupação entre os produtores rurais do Estado.

A proibição do Paraquate foi definida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 177/2017. Até o dia 22 de setembro, o produto pode ser adquirido e usado, mas atendendo as condições estabelecidas pela resolução. O documento estabelece a utilização do defensivo em soja, trigo, milho, feijão, cana-de-açúcar, citros, batata, maçã, banana, arroz e algodão. A aquisição do produto deve estar obrigatoriamente acompanhada do Termo de Conhecimento de Risco e de Responsabilidade assinados pelo produtor e pelo profissional responsável pela emissão do receituário agronômico. Ainda, a aplicação deve ser feita exclusivamente por meio de trator com cabine fechada.

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Na reunião da Comissão Técnica, o tema foi abordado como forma de alertar os produtores rurais sobre a proibição. Após 22 de setembro, mesmo quem tenha o produto não poderá fazer a aplicação. Os agricultores que comprarem volumes além do que forem usar até a data da proibição não poderão devolver o produto ao revendedor.

“Após 22 de setembro, as indústrias deverão recolher os estoques de produtos nos comércios e com os produtores. Não vai haver reembolso. O produtor que comprar a mais vai ficar no prejuízo”, ressaltou Elisangeles Souza, técnica do Departamento Técnico Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Hoje, o Paraquate é utilizado, no Paraná, principalmente no manejo das lavouras de soja. O ingrediente ativo destina-se ao uso em pós-emergência, para eliminar plantas daninhas de difícil controle logo após o plantio da cultura, ou como dessecante antes da colheita, utilizado com o objetivo de uniformizar a lavoura e antecipar a colheita, especialmente para o plantio do milho 2ª safra, destaca a técnica do Sistema FAEP/SENAR-PR Ana Paula de Jesus Kowalski.

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Ao longo da reunião, vários produtores manifestaram preocupação em relação à proibição. Segundo informações compartilhadas pelos próprios participantes, outras alternativas que poderiam ser usados em substituição ao Paraquate custam mais – entre 30% e 150%. “Nem sempre as alternativas se adaptam tão bem em determinadas regiões”, complementa o produtor Nelson Paludo, presidente da Comissão Técnica.

Prorrogação

A RDC 177/2017 abre precedente para que o prazo para a proibição total de uso do Paraquate possa ser prorrogado, caso surjam “novas evidências científicas”, isto é apresentação de estudos antes do término do prazo final, que comprovem que o produto não traz malefícios às pessoas em caso de contato direto. Conforme informado por Elisangeles, as indústrias de agroquímicos constituíram uma força-tarefa, que está preparando um estudo com informações científicas para avaliação da Anvisa.

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