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CAMPOS GERAIS: Evonik inaugura fábrica em Castro

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CAMPOS-GERAIS
A indústria química alemã Evonik inaugurou sua fábrica em Castro, nos Campos Gerais, nesta terça-feira (19). O empreendimento, que é apoiado pelo governo do Estado, por meio do programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo, atua na produção biotecnológica do aminoácido Biolys, insumo destinado ao mercado de nutrição animal.
A Evonik é parceira da Cargill, também instalada na região com apoio do Estado. A Cargill fornece o amido de milho, matéria-prima para Evonik transformar em aminoácido para alimentação animal.
A Evonik criou 100 empregos diretos. A empresa investiu 100 milhões de Euros (cerca de R$ 360 milhões) em sua unidade de Castro. A previsão é produzir 80 mil toneladas por ano do insumo. A empresa está em produção desde dezembro e já exporta para mercados da América do Sul. O plano é exportar, também, para outros países.
O vice-presidente da Evonik na América Latina, Martin Toscano, disse que o Paraná é estratégico para a empresa pela abundância da matéria-prima para a produção de biolys. “Além disso, temos no Paraná grandes clientes e parceiros e estamos muito próximo do Porto do Paranaguá, o que permite a exportação do nosso produto”, afirmou Toscano. “Também o apoio Governo do Estado, que tem sido muito comprometido desde que tomamos a decisão da instalação da fábrica, facilitando o nosso caminho, cooperando e desenvolvendo junto esse projeto”, afirmou.
 
LITORAL
 
Praia de Leste recebe projeto-piloto de tratamento da água do mar
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) transportou nesta terça-feira (19) um sistema de tratamento avançado de água, desde sua base de pesquisa, em Curitiba, até a Estação de Tratamento de Água de Praia de Leste, na cidade de Pontal do Paraná, no Litoral. O sistema é estudado desde 2013 pelos profissionais Sanepar e conta com apoio de pesquisadores da University of North Texas, University College London e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Parte do projeto é custeada pela secretaria do estado americano, depois de ter concorrido com mais de 300 outros projetos ligados à implantação e monitoramento de sistemas sustentáveis de dessalinização em escala piloto.
Os equipamentos utilizam as tecnologias de osmose reversa e ultravioleta. Para facilitar seu transporte e acomodação nas plantas da Sanepar, eles foram montados em um container e em um skid, que é uma base móvel. No Litoral, além dos testes de dessalinização da água do mar, os equipamentos também serão usados para pesquisas de tratamento em água com carga orgânica alta, mas podem servir para uso na remoção de sais dissolvidos, na remoção de metais em água de poços, na redução de flúor e na produção de água industrial, que reutiliza a água de efluentes. Em Praia de Leste, o material ficará por seis meses em testes, que iniciarão em agosto.
O diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Glauco Requião, explica que a intenção da Sanepar é desenvolver as melhores soluções possíveis para o sistema de tratamento de água. “Isso faz parte da preocupação constante da Sanepar de garantir as melhores condições para a prestação de seus serviços. Esse sistema piloto dá suporte para técnicas avançadas de tratamento da água e para o polimento secundário de efluentes, que poderá ser aplicado no futuro. Os testes podem nos dar respostas importantes para avaliarmos e medirmos muitas variáveis”, afirma.
Os pesquisadores da Sanepar, Ronald Gervasoni, Mariana Espíndola de Souza e Ana Claudia Brueckheimer, responsáveis pelo projeto, explicam que no Litoral será utilizada energia de fontes eólica e solar. “Um dos maiores gastos operacionais de um sistema com membranas está na energia elétrica. Queremos verificar se com o uso dessas outras fontes o sistema se torna mais sustentável e econômico”, diz Gervasoni.
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O amor nos tempos do coronavírus

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O isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus está revelando um mundo pouco conhecido: aquele que se oculta e vibra nas casas, apartamentos, quartos, escritórios, garagens, oficinas – espaços agora transformados em palco central da vida, em substituição a shoppings, teatros, cinemas, academias, parques, ruas, bares, bancos, restaurantes. E o que vemos é uma vida que, embora sempre estivesse ali, parecia não existir até agora. Ou porque fomos indiferentes a ela ou porque não sabíamos o valor que tem.
Foi necessário um choque extremo de realidade para revelar o que deveríamos saber desde sempre: que precisamos de pouco para viver bem e que gastamos muito tempo e dinheiro com coisas sem importância.
Uma sinfonia nas sacadas, uma festa de aniversário online, o trabalho remoto, a teleducação são agora parte da rotina nova de uma vida que segue e vai aos poucos se adaptando. Mas, ao contrário de lamentar, essa mudança nos desperta a sensação de descoberta e nos emociona.
Nos emociona porque é nos momentos de crise que os valores que constituem a essência do ser humano se manifestam em sua plenitude: amizade, fraternidade, solidariedade, responsabilidade. 
De repente, desconhecidos tornam-se amigos, indiferentes se comprometem, distantes se unem e se fazem presentes. Sem pedir nada em troca, sem buscar lucro ou notoriedade, sem esperar uma medalha de reconhecimento ou um elogio de alguém poderoso – não, nada disso, o que fazemos é por prazer e por amor.
Onde estavam estes valores, expressos nas últimas semanas como sentimentos verdadeiros e de forma eloquente? Onde estava nosso compromisso inato de sermos humanos, no sentido amplo da palavra? Por onde andava o bom selvagem (aquele ser humano puro de que falava Rousseau)? Em que cômodo se escondeu o “um por todos e todos por um”?
Em que momento perdemos de vista o dever de estender a mão ao próximo em qualquer situação? Quando foi que esquecemos que somos todos iguais? Em algum momento nossa humanidade ficou menor.
Um inimigo invisível fez o favor de nos devolver a lucidez temporariamente perdida. Era assim antes do coronavírus: culpávamos o mundo contemporâneo, evoluído, competitivo, moderno, individualista, egoísta por essa perda temporária da noção do que devemos fazer e do que deixamos de fazer.
E usávamos o ritmo louco dos tempos atuais para justificar nossas omissões recorrentes. Como se estivesse fora do nosso controle a escolha entre certo e errado, justo e injusto, bem e mal. Mas não está, e o que fizemos confinados nos últimos dias é revelador da nossa capacidade de discernir e de superar obstáculos aparentemente instransponíveis.
Reinventamos quase tudo em tempo recorde. Ficamos em casa e redescobrimos o prazer das coisas simples que nos pareciam banais – fazer um bolo de banana, brincar com os filhos, estudar, ler, conversar, arrumar os armários, ver um filme antigo. 
E descobrimos que no jogo de baralho ganhar e perder são possibilidades com o mesmo potencial. Se há algo que o coronavírus nos trouxe de bom – ainda que isso pareça improvável – é que podemos sempre aprender mais e melhorar o que parecia perfeito.
Mas logo vem a dúvida: depois que esse período de reclusão passar qual será nossa atitude? Seremos mesmo pessoas melhores ou o velho e aprisionante egoísmo que nos espreita por puro deleite voltará a triunfar?
Por sorte o isolamento social que o vírus nos impôs é apenas físico, mas não intelectual nem emocional. E este é o nosso trunfo: evoluímos intelectualmente e amadurecemos emocionalmente. É impossível sair dessa como entramos; só podemos sair maiores. Muito maiores. E melhores.
Cida Borghetti
Embaixadora da Organização Mundial da Família (OMF)
Ex-Governadora do Paraná
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