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Opinião

Coluna ADI-PR Quinta-feira 30 de Maio de 2019

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Onyx em Curitiba

Os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) estarão em Curitiba na próxima segunda-feira, 3 de junho, no evento que marca os 72 anos do Tribunal de Contas do Estado. O encontro que terá ainda a palestra do historiador Leandro Karnal será na Fiep.

 

Sem taxa de ligação

O Juízo da Vara da Fazenda Pública de Medianeira atendeu ação do Ministério Público e determinou liminarmente a suspensão da “taxa de adesão aos serviços de coleta e tratamento de esgoto” cobrada pela Sanepar no valor de R$ 215,79. Em caso descumprimento, a multa diária de R$ 500 por unidade consumidora (limitada ao máximo de R$ 15 mil).

 

Custeio da saúde

O deputado Michele Caputo (PSDB) apresentou requerimento em que solicita ao Estado a ampliação dos repasses destinados ao custeio da saúde nas cidades paranaenses. “O custeio dos serviços de saúde é uma das principais demandas dos prefeitos e gestores municipais. Sabemos que investimentos em obras, equipamentos e veículos são importantes, mas chegou a hora de dar prioridade ao custeio”, relata.

 

Defesa da reforma

“O Brasil tem uma das maiores redes de proteção previdenciária do mundo e que propiciou muitos benefícios aos brasileiros ao longo dos anos. Mas seu dimensionamento ultrapassou os limites. Por isso temos a convicção de que é necessário fazer uma reforma” – do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, durante encontro com empresários em que defendeu a reforma da previdência e a necessidade do governo federal explicar cada item da proposta.

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Montadora em PG

O prefeito Marcelo Rangel se reuniu com empresários da República Tcheca que pretendem instalar uma unidade da fabricante de veículos Trata em Ponta Grossa. “É a primeira vez que recebemos a visita de representantes do país e somos contemplados com notícias tão boas para o crescimento industrial e econômico da cidade”, disse Rangel.

 

PEC da aposentadoria

O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), promulgou a PEC que extingue a aposentadoria de ex-governadores. “Esse é um momento histórico, mostra a Assembleia e o Estado atendendo o clamor da população pelo fim dos privilégios”, disse. Traiano lembrou que a PEC foi aprovada pela unanimidade dos deputados e afirmou que a medida “vai marcar época e servirá de exemplo para o país”.

 

Alimentação e saúde

O deputado Evandro Roman (PSD-PR) assumiu a presidência da Frente Parlamentar de Alimentação e Saúde composta por 270 deputados e senadores. “Vamos abordar temas de promoção a saúde e que o compromisso de trabalhar no combate a obesidade infantil, na qualidade do sono, como minimizar o estresse de cada dia e a boa alimentação”, disse Roman.

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Bancada federal

A AMP (Associação dos Municípios do Paraná) reúne na próxima terça-feira, 4, a bancada federal (deputados e senadores) em Brasília. Na pauta, os fundos municipais de previdência, distribuição das receitas do pré-sal, encontro de contas da previdência, FPM e a unificação das eleições. O convite é do presidente da AMP, Darlan Scalco (PSDB), prefeito de Perola.

 

Inconstitucional

“O Supremo Tribunal Federal já decidiu pela inconstitucionalidade em todas as ações diretas contra projetos similares a esse. Foram suspensas as aplicações desse tipo de lei. Esse tema deve ser tratado e debatido no âmbito do Congresso Nacional, nunca na Assembleia Legislativa. Nós não temos competência residual para tratar esse tema. Esse tema deve ser tratado no âmbito da legislação federal na Lei de Diretrizes e Bases da Educação” – do deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) sobre o adiamento por 10 sessões do projeto de lei Escola sem Partido.

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O amor nos tempos do coronavírus

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O isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus está revelando um mundo pouco conhecido: aquele que se oculta e vibra nas casas, apartamentos, quartos, escritórios, garagens, oficinas – espaços agora transformados em palco central da vida, em substituição a shoppings, teatros, cinemas, academias, parques, ruas, bares, bancos, restaurantes. E o que vemos é uma vida que, embora sempre estivesse ali, parecia não existir até agora. Ou porque fomos indiferentes a ela ou porque não sabíamos o valor que tem.
Foi necessário um choque extremo de realidade para revelar o que deveríamos saber desde sempre: que precisamos de pouco para viver bem e que gastamos muito tempo e dinheiro com coisas sem importância.
Uma sinfonia nas sacadas, uma festa de aniversário online, o trabalho remoto, a teleducação são agora parte da rotina nova de uma vida que segue e vai aos poucos se adaptando. Mas, ao contrário de lamentar, essa mudança nos desperta a sensação de descoberta e nos emociona.
Nos emociona porque é nos momentos de crise que os valores que constituem a essência do ser humano se manifestam em sua plenitude: amizade, fraternidade, solidariedade, responsabilidade. 
De repente, desconhecidos tornam-se amigos, indiferentes se comprometem, distantes se unem e se fazem presentes. Sem pedir nada em troca, sem buscar lucro ou notoriedade, sem esperar uma medalha de reconhecimento ou um elogio de alguém poderoso – não, nada disso, o que fazemos é por prazer e por amor.
Onde estavam estes valores, expressos nas últimas semanas como sentimentos verdadeiros e de forma eloquente? Onde estava nosso compromisso inato de sermos humanos, no sentido amplo da palavra? Por onde andava o bom selvagem (aquele ser humano puro de que falava Rousseau)? Em que cômodo se escondeu o “um por todos e todos por um”?
Em que momento perdemos de vista o dever de estender a mão ao próximo em qualquer situação? Quando foi que esquecemos que somos todos iguais? Em algum momento nossa humanidade ficou menor.
Um inimigo invisível fez o favor de nos devolver a lucidez temporariamente perdida. Era assim antes do coronavírus: culpávamos o mundo contemporâneo, evoluído, competitivo, moderno, individualista, egoísta por essa perda temporária da noção do que devemos fazer e do que deixamos de fazer.
E usávamos o ritmo louco dos tempos atuais para justificar nossas omissões recorrentes. Como se estivesse fora do nosso controle a escolha entre certo e errado, justo e injusto, bem e mal. Mas não está, e o que fizemos confinados nos últimos dias é revelador da nossa capacidade de discernir e de superar obstáculos aparentemente instransponíveis.
Reinventamos quase tudo em tempo recorde. Ficamos em casa e redescobrimos o prazer das coisas simples que nos pareciam banais – fazer um bolo de banana, brincar com os filhos, estudar, ler, conversar, arrumar os armários, ver um filme antigo. 
E descobrimos que no jogo de baralho ganhar e perder são possibilidades com o mesmo potencial. Se há algo que o coronavírus nos trouxe de bom – ainda que isso pareça improvável – é que podemos sempre aprender mais e melhorar o que parecia perfeito.
Mas logo vem a dúvida: depois que esse período de reclusão passar qual será nossa atitude? Seremos mesmo pessoas melhores ou o velho e aprisionante egoísmo que nos espreita por puro deleite voltará a triunfar?
Por sorte o isolamento social que o vírus nos impôs é apenas físico, mas não intelectual nem emocional. E este é o nosso trunfo: evoluímos intelectualmente e amadurecemos emocionalmente. É impossível sair dessa como entramos; só podemos sair maiores. Muito maiores. E melhores.
Cida Borghetti
Embaixadora da Organização Mundial da Família (OMF)
Ex-Governadora do Paraná
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