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Coluna ADI-PR Sexta-feira 10 de Maio de 2019

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Bolsonaro em Foz e Curitiba

O presidente Jair Bolsonaro está no Paraná. Ontem, participou do lançamento do Programa Escola Segura em Foz do Iguaçu e hoje, com o presidente Mario Abdo Benítez (Paraguai), lançam a pedra fundamental da segunda ponte entre Foz e a cidade paraguaia de Presidente Franco. Mais tarde, em Curitiba, participa da ativação do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública da Região Sul.

 

Produção industrial

O Paraná está entre os seis estados com alta na produção industrial de fevereiro para março. A média nacional é de retração de 1,3%. De acordo com o IBGE, o Paraná cresceu 1,5%. O número é maior quando a comparação é feita com relação a março de 2018 – a evolução foi de 2,4%. Produtos alimentícios (açúcar, carnes e miudezas de aves, rações e carnes de bovinos), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, gasolina e álcool ) e máquinas e equipamentos (máquinas para colheita) foram os destaques positivos do estado.

 

Informatizar a saúde

O ex-ministro da Saúde, deputado Ricardo barros (PP-PR) defende que a informatização do SUS pode evitar a repetição de consultas, exames e entregas de medicamentos, economizando R$ 20 bilhões. “Essa economia possibilitaria o reinvestimento no próprio serviço de saúde pública”, disse em audiência na Câmara dos Deputados.

 

Prontuário único

O presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Mauro Junqueira, concorda com o deputado e lembra que a realidade nos municípios mostra desperdícios de dinheiro por falta de informatização. “Por não termos um prontuário único, perdemos muito dinheiro no SUS. A população procura assistência onde ela encontra uma porta aberta, passando por vários profissionais de saúde, com repetição de exames e de medicamentos”.

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Custo no SUS

Um acidente de trânsito em Curitiba pode custar até R$ 100 mil ao SUS se considerar casos de atendimento de emergência, cirurgias, internações. O dado foi levantado pelo diretor do Hospital Universitário Cajuru, Juliano Gasparetto, professor da PUC. De acordo com os registros do hospital, anualmente são atendidas cerca de 5 mil pessoas vítimas de acidente de trânsito, ao custo de R$ 10 milhões por ano.

 

Custo SUS II

“Hoje, atendemos de 4 a 5 mil pacientes no pronto-socorro todo mês. Desses, mais ou menos 700 são vítimas de acidentes de trânsito. É uma das principais causas de internações e com certeza responde pela maior parcela de casos graves. Nesses casos mais graves, em que o paciente necessita de atendimento de emergência, cirurgia e UTI, isso pode gerar um custo ao SUS, por paciente, de R$ 100 mil”, afirma Gasparetto.

 

Obras paralisadas

O Paraná, aponta o TCE, tem 137 obras públicas paralisadas em 72 cidades. O custo dessas obras, de responsabilidade do Estado e de 61 prefeituras, chega a R$ 691,2 milhões – R$ 303,5 milhões – 43,9% do total – já deixaram os cofres públicos para custear os trabalhos.

 

Escola Sem Partido

O deputado Luiz Fernando Guerra (PSL) defende a soberania do plenário para debater o projeto de lei “Escola Sem Partido”. A matéria foi aprovada pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e segue para votação. Guerra foi o relator do projeto de autoria dos deputados Ricardo Arruda (PSL) e Felipe Francischini (PSL), hoje deputado federal, e deu parecer favorável. “Defendo que o plenário seja soberano, que o projeto seja levado para a discussão dos 54 deputados. É um assunto importante para o Paraná e para o Brasil”, disse Guerra.

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Fim da aposentadoria

O presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB), confirmou que a PEC que acaba com a aposentadoria dos ex-governadores será votada nas próximas semanas. A comissão especial que analisa a proposta decidiu aguardar a votação de uma ação direta de inconstitucionalidade no STF que trata do mesmo assunto. A ação entrou na pauta de julgamentos do STF no mês passado, mas não chegou a ser votada.

 

Imediatamente

“Eu estabeleci um prazo para que semana que vem eles procedam com a votação do parecer. Regimentalmente, uma vez proferido o parecer não há prazo legal para incluir na pauta, mas eu farei isso imediatamente. É um compromisso que eu assumi. Eu espero que, no máximo, até quarta-feira tenhamos essa posição da comissão”.

 

Três novos conselheiros

O presidente Jair Bolsonaro nomeou três novos conselheiros da Itaipu Binacional: Wilson Pinto Ferreira Júnior, Luiz Fernando Leone Vianna e Célio Faria Júnior. O mandato dos três novos conselheiros vai até 16 de maio de 2020. Foram exonerados Samantha Ribeiro Meyer-Plug Marques, Paulo Jerônimo Bandeira de Mello Pedrosa e Orlando Moisés Fischer Pessuti. O conselho de administração da binacional é composto de 14 integrantes.

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O amor nos tempos do coronavírus

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O isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus está revelando um mundo pouco conhecido: aquele que se oculta e vibra nas casas, apartamentos, quartos, escritórios, garagens, oficinas – espaços agora transformados em palco central da vida, em substituição a shoppings, teatros, cinemas, academias, parques, ruas, bares, bancos, restaurantes. E o que vemos é uma vida que, embora sempre estivesse ali, parecia não existir até agora. Ou porque fomos indiferentes a ela ou porque não sabíamos o valor que tem.
Foi necessário um choque extremo de realidade para revelar o que deveríamos saber desde sempre: que precisamos de pouco para viver bem e que gastamos muito tempo e dinheiro com coisas sem importância.
Uma sinfonia nas sacadas, uma festa de aniversário online, o trabalho remoto, a teleducação são agora parte da rotina nova de uma vida que segue e vai aos poucos se adaptando. Mas, ao contrário de lamentar, essa mudança nos desperta a sensação de descoberta e nos emociona.
Nos emociona porque é nos momentos de crise que os valores que constituem a essência do ser humano se manifestam em sua plenitude: amizade, fraternidade, solidariedade, responsabilidade. 
De repente, desconhecidos tornam-se amigos, indiferentes se comprometem, distantes se unem e se fazem presentes. Sem pedir nada em troca, sem buscar lucro ou notoriedade, sem esperar uma medalha de reconhecimento ou um elogio de alguém poderoso – não, nada disso, o que fazemos é por prazer e por amor.
Onde estavam estes valores, expressos nas últimas semanas como sentimentos verdadeiros e de forma eloquente? Onde estava nosso compromisso inato de sermos humanos, no sentido amplo da palavra? Por onde andava o bom selvagem (aquele ser humano puro de que falava Rousseau)? Em que cômodo se escondeu o “um por todos e todos por um”?
Em que momento perdemos de vista o dever de estender a mão ao próximo em qualquer situação? Quando foi que esquecemos que somos todos iguais? Em algum momento nossa humanidade ficou menor.
Um inimigo invisível fez o favor de nos devolver a lucidez temporariamente perdida. Era assim antes do coronavírus: culpávamos o mundo contemporâneo, evoluído, competitivo, moderno, individualista, egoísta por essa perda temporária da noção do que devemos fazer e do que deixamos de fazer.
E usávamos o ritmo louco dos tempos atuais para justificar nossas omissões recorrentes. Como se estivesse fora do nosso controle a escolha entre certo e errado, justo e injusto, bem e mal. Mas não está, e o que fizemos confinados nos últimos dias é revelador da nossa capacidade de discernir e de superar obstáculos aparentemente instransponíveis.
Reinventamos quase tudo em tempo recorde. Ficamos em casa e redescobrimos o prazer das coisas simples que nos pareciam banais – fazer um bolo de banana, brincar com os filhos, estudar, ler, conversar, arrumar os armários, ver um filme antigo. 
E descobrimos que no jogo de baralho ganhar e perder são possibilidades com o mesmo potencial. Se há algo que o coronavírus nos trouxe de bom – ainda que isso pareça improvável – é que podemos sempre aprender mais e melhorar o que parecia perfeito.
Mas logo vem a dúvida: depois que esse período de reclusão passar qual será nossa atitude? Seremos mesmo pessoas melhores ou o velho e aprisionante egoísmo que nos espreita por puro deleite voltará a triunfar?
Por sorte o isolamento social que o vírus nos impôs é apenas físico, mas não intelectual nem emocional. E este é o nosso trunfo: evoluímos intelectualmente e amadurecemos emocionalmente. É impossível sair dessa como entramos; só podemos sair maiores. Muito maiores. E melhores.
Cida Borghetti
Embaixadora da Organização Mundial da Família (OMF)
Ex-Governadora do Paraná
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