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Dr. Bráulio C. Pereira

A obesidade, tão grave quanto a Dengue e o Coronavírus

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Existem atualmente grandes preocupações nacionais e mundiais com relação a epidemias, dando como exemplos respectivamente a Dengue e o COVID-19 (novo Coronavírus). Porém não podemos em momento algum nos esquecer de um problema de saúde que aflige praticamente todos os países do mundo e é fator que contribui a cada dia com milhares de mortes, sem nossa percepção, a obesidade.

A obesidade é conhecidamente fator de risco para doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, doenças que estão entre as dez maiores causas de morte no mundo, sendo a doença cardíaca isquêmica/infarto do miocárdio a maior delas. Além das doenças citadas, a obesidade pode estar relacionada com o agravo de processos infecciosos, degeneração articular mais precoce e mais severa e até transtornos mentais como a depressão.

A obesidade é conhecidamente fator de risco para doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, doenças que estão entre as dez maiores causas de morte no mundo

Mas por que é tão difícil tomar uma providência contra este mal?

É importante ressaltar que alguns casos de obesidade podem ter como causa base outras doenças crônicas não tratadas ou até mesmo o uso de alguns medicamentos, mas certamente a maioria dos casos está associada aos hábitos de vida, que apresentam extrema dificuldade de serem mudados e dependem muito do esforço de cada um. Não há um comprimido milagroso que permita o emagrecimento saudável e duradouro. Os tratamentos mais eficazes geralmente são multidisciplinares e incluem médicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, entre outros, mas contam com um personagem central para dar certo, que é a pessoa que deseja perder peso. É muito difícil mudarmos nossos hábitos alimentares, iniciar uma atividade física para que não tenha costume ou voltar à atividade física após uma lesão, mas como citado acima, existem vários profissionais especializados para ajudar.

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Cabe uma reflexão. Somos racionais, conseguimos suprimir instintos, conseguimos tolerar vontades, conseguimos avaliar o que é melhor para nossa saúde e, principalmente, somos capazes de transformar nossos hábitos.

 

Dr. Bráulio César Pereira

Graduação de médico pela UFPR em 1999.

Especialista em diagnóstico por imagem com atuação exclusiva em ultrassonografia geral.

Membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia.

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Coronavírus: diante da situação, vamos obedecer as recomendações

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Qualquer um que esteja lendo este artigo e que tenha mais de 20 anos de idade certamente terá lembranças da última pandemia que nos deu muita preocupação, em 2009, pelo vírus influenza A H1N1. Eu particularmente me lembro com riqueza de detalhes deste período, inverno de 2009 no hemisfério sul, um vírus com letalidade desconhecida, mas que à época parecia ser extremamente alta, comprometendo especialmente crianças menores de 5 anos, gestantes e idosos, sem um protocolo de tratamento bem definido. Postos de saúde foram designados a atender somente casos de gripe, isolando-se suspeitos e nós profissionais de saúde, todos preocupados também com a nossa saúde, pouco sabíamos sobre o novo vírus. Os exames demoravam e somente casos suspeitos e com gravidade eram testados. Não houve paralisação dos serviços públicos nesta época, proibição de aglomerações e nem tão pouco de campeonatos esportivos. Em 2009 tivemos 50.482 casos confirmados no Brasil e assustadores 2060 óbitos, portanto com mortalidade em torno de 4% na época.

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Pois bem, com o passar do tempo determinou-se que a mortalidade pelo vírus influenza H1N1 é de 0.01% a 0.08%, ou seja, de 1 a 8 pessoas a cada 10.000 casos. Também contamos hoje com a vacina contra o H1N1 e temos um protocolo de tratamento bem definido. Ainda assim, em 2019 no Brasil foram contabilizadas 787 mortes por Influenza A H1N1.

Alguns pontos devem ser abordados para reflexão de cada um:

– O novo Coronavírus tem se mostrado mais contagioso que o H1N1.

– As viagens internacionais são mais acessíveis, permitindo maior disseminação do vírus entre os continentes.

– Não há um medicamento de consenso para tratar o novo vírus, nem vacina; por hora contamos com as medidas para controle dos sintomas, de suporte ventilatório e hemodinâmico.

– A taxa de mortalidade ainda é desconhecida, pois temos casos da doença que são assintomáticos ou pouco sintomáticos, passando despercebidos ás estatísticas, porém com os dados disponíveis até agora a mortalidade geral tem sido divulgada como 3,7% desde dezembro (37 a cada mil acometidos) e entre pacientes acima de 70 anos ultrapassa 15%, chegando a 20% em algumas regiões (ou seja 200 a cada 1000 acometidos).

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Certo é que esta pandemia tem tido um impacto sem precedentes neste século em nossas vidas e nas economias mundiais.  Diante do exposto temos motivos para ficarmos atentos ao vírus, mantendo nosso cotidiano da melhor forma possível, porém, se não tomarmos as medidas necessárias amplamente divulgadas, obedecendo às recomendações de especialistas e autoridades (sanitárias e civis), certamente existirão tantos motivos, ou até mais do que tivemos em 2009, para lamentarmos e nos preocuparmos.

 

Dr. Bráulio César Pereira

Graduação de médico pela UFPR em 1999.

Especialista em diagnóstico por imagem com atuação exclusiva em ultrassonografia geral.

Membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia.

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