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DR. BRÁULIO CÉSAR PEREIRA

Coronavírus: diante da situação, vamos obedecer as recomendações

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Qualquer um que esteja lendo este artigo e que tenha mais de 20 anos de idade certamente terá lembranças da última pandemia que nos deu muita preocupação, em 2009, pelo vírus influenza A H1N1. Eu particularmente me lembro com riqueza de detalhes deste período, inverno de 2009 no hemisfério sul, um vírus com letalidade desconhecida, mas que à época parecia ser extremamente alta, comprometendo especialmente crianças menores de 5 anos, gestantes e idosos, sem um protocolo de tratamento bem definido. Postos de saúde foram designados a atender somente casos de gripe, isolando-se suspeitos e nós profissionais de saúde, todos preocupados também com a nossa saúde, pouco sabíamos sobre o novo vírus. Os exames demoravam e somente casos suspeitos e com gravidade eram testados. Não houve paralisação dos serviços públicos nesta época, proibição de aglomerações e nem tão pouco de campeonatos esportivos. Em 2009 tivemos 50.482 casos confirmados no Brasil e assustadores 2060 óbitos, portanto com mortalidade em torno de 4% na época.

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Pois bem, com o passar do tempo determinou-se que a mortalidade pelo vírus influenza H1N1 é de 0.01% a 0.08%, ou seja, de 1 a 8 pessoas a cada 10.000 casos. Também contamos hoje com a vacina contra o H1N1 e temos um protocolo de tratamento bem definido. Ainda assim, em 2019 no Brasil foram contabilizadas 787 mortes por Influenza A H1N1.

Alguns pontos devem ser abordados para reflexão de cada um:

– O novo Coronavírus tem se mostrado mais contagioso que o H1N1.

– As viagens internacionais são mais acessíveis, permitindo maior disseminação do vírus entre os continentes.

– Não há um medicamento de consenso para tratar o novo vírus, nem vacina; por hora contamos com as medidas para controle dos sintomas, de suporte ventilatório e hemodinâmico.

– A taxa de mortalidade ainda é desconhecida, pois temos casos da doença que são assintomáticos ou pouco sintomáticos, passando despercebidos ás estatísticas, porém com os dados disponíveis até agora a mortalidade geral tem sido divulgada como 3,7% desde dezembro (37 a cada mil acometidos) e entre pacientes acima de 70 anos ultrapassa 15%, chegando a 20% em algumas regiões (ou seja 200 a cada 1000 acometidos).

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Certo é que esta pandemia tem tido um impacto sem precedentes neste século em nossas vidas e nas economias mundiais.  Diante do exposto temos motivos para ficarmos atentos ao vírus, mantendo nosso cotidiano da melhor forma possível, porém, se não tomarmos as medidas necessárias amplamente divulgadas, obedecendo às recomendações de especialistas e autoridades (sanitárias e civis), certamente existirão tantos motivos, ou até mais do que tivemos em 2009, para lamentarmos e nos preocuparmos.

 

Dr. Bráulio César Pereira

Graduação de médico pela UFPR em 1999.

Especialista em diagnóstico por imagem com atuação exclusiva em ultrassonografia geral.

Membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia.

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O amor nos tempos do coronavírus

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O isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus está revelando um mundo pouco conhecido: aquele que se oculta e vibra nas casas, apartamentos, quartos, escritórios, garagens, oficinas – espaços agora transformados em palco central da vida, em substituição a shoppings, teatros, cinemas, academias, parques, ruas, bares, bancos, restaurantes. E o que vemos é uma vida que, embora sempre estivesse ali, parecia não existir até agora. Ou porque fomos indiferentes a ela ou porque não sabíamos o valor que tem.
Foi necessário um choque extremo de realidade para revelar o que deveríamos saber desde sempre: que precisamos de pouco para viver bem e que gastamos muito tempo e dinheiro com coisas sem importância.
Uma sinfonia nas sacadas, uma festa de aniversário online, o trabalho remoto, a teleducação são agora parte da rotina nova de uma vida que segue e vai aos poucos se adaptando. Mas, ao contrário de lamentar, essa mudança nos desperta a sensação de descoberta e nos emociona.
Nos emociona porque é nos momentos de crise que os valores que constituem a essência do ser humano se manifestam em sua plenitude: amizade, fraternidade, solidariedade, responsabilidade. 
De repente, desconhecidos tornam-se amigos, indiferentes se comprometem, distantes se unem e se fazem presentes. Sem pedir nada em troca, sem buscar lucro ou notoriedade, sem esperar uma medalha de reconhecimento ou um elogio de alguém poderoso – não, nada disso, o que fazemos é por prazer e por amor.
Onde estavam estes valores, expressos nas últimas semanas como sentimentos verdadeiros e de forma eloquente? Onde estava nosso compromisso inato de sermos humanos, no sentido amplo da palavra? Por onde andava o bom selvagem (aquele ser humano puro de que falava Rousseau)? Em que cômodo se escondeu o “um por todos e todos por um”?
Em que momento perdemos de vista o dever de estender a mão ao próximo em qualquer situação? Quando foi que esquecemos que somos todos iguais? Em algum momento nossa humanidade ficou menor.
Um inimigo invisível fez o favor de nos devolver a lucidez temporariamente perdida. Era assim antes do coronavírus: culpávamos o mundo contemporâneo, evoluído, competitivo, moderno, individualista, egoísta por essa perda temporária da noção do que devemos fazer e do que deixamos de fazer.
E usávamos o ritmo louco dos tempos atuais para justificar nossas omissões recorrentes. Como se estivesse fora do nosso controle a escolha entre certo e errado, justo e injusto, bem e mal. Mas não está, e o que fizemos confinados nos últimos dias é revelador da nossa capacidade de discernir e de superar obstáculos aparentemente instransponíveis.
Reinventamos quase tudo em tempo recorde. Ficamos em casa e redescobrimos o prazer das coisas simples que nos pareciam banais – fazer um bolo de banana, brincar com os filhos, estudar, ler, conversar, arrumar os armários, ver um filme antigo. 
E descobrimos que no jogo de baralho ganhar e perder são possibilidades com o mesmo potencial. Se há algo que o coronavírus nos trouxe de bom – ainda que isso pareça improvável – é que podemos sempre aprender mais e melhorar o que parecia perfeito.
Mas logo vem a dúvida: depois que esse período de reclusão passar qual será nossa atitude? Seremos mesmo pessoas melhores ou o velho e aprisionante egoísmo que nos espreita por puro deleite voltará a triunfar?
Por sorte o isolamento social que o vírus nos impôs é apenas físico, mas não intelectual nem emocional. E este é o nosso trunfo: evoluímos intelectualmente e amadurecemos emocionalmente. É impossível sair dessa como entramos; só podemos sair maiores. Muito maiores. E melhores.
Cida Borghetti
Embaixadora da Organização Mundial da Família (OMF)
Ex-Governadora do Paraná
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