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Cida Santucci

Dia Internacional da Mulher – Crer e Empreender

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Cida Santucci - Empresária e Pedagoga

Desde a juventude, fui uma menina que não aceitava depender de ninguém e, com esse perfil, aos treze anos de idade, comecei a empreender confeccionando flores e bijuterias para vender.

Aos quatorze anos, surgiu o primeiro emprego tão desejado por todos os jovens, mas como me casei cedo pedi demissão  –  infelizmente, era a visão feminina daquela época.

Ao perceber que ser dona de casa não era minha vontade, novamente me aventurei procurando meu lugar no mundo: trabalhei como autônoma no ramo da moda e, em seguida, como funcionária nas empresas Emater, RFFSA, Banco do Brasil e Prefeitura municipal de Wenceslau Braz. Após tantas experiências em vertentes tão diversas, achei por bem me estabilizar como empresária entre os anos de 1989 e 2000, quando precisei de mais uma pausa devido à necessidade de estudar os filhos.

Fui com todos para a capital buscando melhor formação para eles e, com tempo disponível, acabei também fazendo um curso superior em uma área que eu desconhecia: a pedagogia.  Apaixonei-me pela educação e, imediatamente, busquei trabalho na área. Comecei como vendedora de cursos e percebi que haveria grande possibilidade de empreender nessa área. Comprei uma franquia, na época, e voltei para o interior, iniciando minhas atividades voltadas para a Educação a Distância.

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No início, eram apenas dezoito alunos. Aqui em nossa região a oferta era somente da metodologia presencial e o diferencial que tínhamos veio ao encontro das necessidades do município e região, ganhando, aos poucos, a confiança das pessoas. Alguns dos fatores determinantes para o sucesso do empreendimento foram os preços atrativos e a frequência, pois nessa metodologia o MEC exige uma vez por semana a presença do acadêmico na universidade e as demais aulas são realizadas e assistidas via WEB.  De lá para cá, muita coisa mudou. Atualmente, possuo três unidades de Educação a Distância nas cidades de Wenceslau Braz, Jaguariaíva e Siqueira Campos. De dezoito, passei a totalizar mil e oitocentos alunos.

Um dos valores que mais destaco no meu negócio é a credibilidade na oferta dos serviços (no caso, meus cursos), tanto é que tenho muita cautela na contratação da equipe prezando sempre pela qualidade, em respeito aos clientes.

Não foi fácil chegar até aqui, mas creio em inspiração divina e, pelo fato de ser mulher, penso que a intuição feminina por ser mais aguçada, consegue perceber a real necessidade de cada cliente. Nunca trato meus projetos como prontos e acabados.

A menina que, aos treze, começou a empreender não parou nunca mais. E, quando preciso de um empurrãozinho é ela que vem me cochichar: “Suas bijuterias viraram joias, menina!”

A menina que, aos treze, começou a empreender não parou nunca mais. E, quando preciso de um empurrãozinho é ela que vem me cochichar: “Suas bijuterias viraram joias, menina!”

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Queremos parabenizar a todas mulheres do mundo sem distinção de idade, pois sabemos que a Mulher é um ser incrível, capaz de carregar uma vida na barriga durante nove meses e se manter forte, linda, exuberante, por reconhecer que a mulher é uma empreendedora nata, quero dedicar a minha história de vida a todas vocês, redação em que fui selecionada entre as 12 mulheres empreendedoras dentre as participantes do I PREMIO FACIAP MULHER EMPREENDEDORA, promovido pela CACENORPI e demais Associações Comerciais do Paraná.

Que Deus ilumine e proteja todas nós!

Um grande beijo!

Cida Santucci

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O amor nos tempos do coronavírus

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O isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus está revelando um mundo pouco conhecido: aquele que se oculta e vibra nas casas, apartamentos, quartos, escritórios, garagens, oficinas – espaços agora transformados em palco central da vida, em substituição a shoppings, teatros, cinemas, academias, parques, ruas, bares, bancos, restaurantes. E o que vemos é uma vida que, embora sempre estivesse ali, parecia não existir até agora. Ou porque fomos indiferentes a ela ou porque não sabíamos o valor que tem.
Foi necessário um choque extremo de realidade para revelar o que deveríamos saber desde sempre: que precisamos de pouco para viver bem e que gastamos muito tempo e dinheiro com coisas sem importância.
Uma sinfonia nas sacadas, uma festa de aniversário online, o trabalho remoto, a teleducação são agora parte da rotina nova de uma vida que segue e vai aos poucos se adaptando. Mas, ao contrário de lamentar, essa mudança nos desperta a sensação de descoberta e nos emociona.
Nos emociona porque é nos momentos de crise que os valores que constituem a essência do ser humano se manifestam em sua plenitude: amizade, fraternidade, solidariedade, responsabilidade. 
De repente, desconhecidos tornam-se amigos, indiferentes se comprometem, distantes se unem e se fazem presentes. Sem pedir nada em troca, sem buscar lucro ou notoriedade, sem esperar uma medalha de reconhecimento ou um elogio de alguém poderoso – não, nada disso, o que fazemos é por prazer e por amor.
Onde estavam estes valores, expressos nas últimas semanas como sentimentos verdadeiros e de forma eloquente? Onde estava nosso compromisso inato de sermos humanos, no sentido amplo da palavra? Por onde andava o bom selvagem (aquele ser humano puro de que falava Rousseau)? Em que cômodo se escondeu o “um por todos e todos por um”?
Em que momento perdemos de vista o dever de estender a mão ao próximo em qualquer situação? Quando foi que esquecemos que somos todos iguais? Em algum momento nossa humanidade ficou menor.
Um inimigo invisível fez o favor de nos devolver a lucidez temporariamente perdida. Era assim antes do coronavírus: culpávamos o mundo contemporâneo, evoluído, competitivo, moderno, individualista, egoísta por essa perda temporária da noção do que devemos fazer e do que deixamos de fazer.
E usávamos o ritmo louco dos tempos atuais para justificar nossas omissões recorrentes. Como se estivesse fora do nosso controle a escolha entre certo e errado, justo e injusto, bem e mal. Mas não está, e o que fizemos confinados nos últimos dias é revelador da nossa capacidade de discernir e de superar obstáculos aparentemente instransponíveis.
Reinventamos quase tudo em tempo recorde. Ficamos em casa e redescobrimos o prazer das coisas simples que nos pareciam banais – fazer um bolo de banana, brincar com os filhos, estudar, ler, conversar, arrumar os armários, ver um filme antigo. 
E descobrimos que no jogo de baralho ganhar e perder são possibilidades com o mesmo potencial. Se há algo que o coronavírus nos trouxe de bom – ainda que isso pareça improvável – é que podemos sempre aprender mais e melhorar o que parecia perfeito.
Mas logo vem a dúvida: depois que esse período de reclusão passar qual será nossa atitude? Seremos mesmo pessoas melhores ou o velho e aprisionante egoísmo que nos espreita por puro deleite voltará a triunfar?
Por sorte o isolamento social que o vírus nos impôs é apenas físico, mas não intelectual nem emocional. E este é o nosso trunfo: evoluímos intelectualmente e amadurecemos emocionalmente. É impossível sair dessa como entramos; só podemos sair maiores. Muito maiores. E melhores.
Cida Borghetti
Embaixadora da Organização Mundial da Família (OMF)
Ex-Governadora do Paraná
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