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Opinião

Editorial Dignidade: requisito para país de primeiro mundo

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China, Rússia, Índia e Brasil, desses quatro países emergentes, certamente há um que é mais emergente que os outros e, portanto, um deles sendo mais subdesenvolvido que os demais.

China: a República Popular da China é dona das maiores estatísticas desde que se iniciaram as estatísticas. País mais populoso do mundo, com cerca de 1,4 bilhões de habitantes, é considerado, não somente emergente, mas uma potência emergente perante os olhos do restante do mundo. Os chineses que convivem desde sempre com um dos regimes comunistas mais rígidos do globo, conseguiram nos últimos anos reduzir a pobreza em 90% e hoje, faz inveja aos concorrentes com apenas 7% desse índice. A superpotência oriental gosta de liderar os rankings e hoje, esnoba-se com a maior e mais poderosa tropa militar do planeta, que tem o segundo maior orçamento de defesa, atrás apenas dos Estados Unidos.

Por ser a superlotação que é a China ainda convive com alguns problemas emblemáticos na área social, logicamente, porém caminha para o desenvolvimento na velocidade de seus trens balas, deixando radicalmente para trás seus companheiros de classe, Brasil, Índia e Rússia.

Rússia: A República da Rússia, dona do maior território geográfico do mundo, e não apenas fisicamente, mas também dona da sétima posição do poderio econômico mundial, o antigo Império Russo sempre mostrou aos seus “concorrentes” o motivo de sempre ser considerada uma nação desenvolvida, mesmo que teoricamente ainda seja.

Desde a Segunda Guerra Mundial, onde teve papel decisivo na vitória contra os alemães, mostra seu poder tecnológico com uma das maiores potências armadas do planeta, tendo recursos suficientes para enfrentar qualquer país de primeiro mundo, caso houvesse necessidade. Contudo, ainda é considerada a segunda maior investidora em recursos espaciais, atrás apenas da NASA dos norte americanos.

Índia: Também chamada oficialmente como República da Índia o país está no topo dos rankings mundiais, sendo dona da segunda maior população da Terra (1,3 bilhões), atrás apenas da China. Tem o décimo maior poder econômico de acordo com seu PIB, porém o terceiro maior poder de compra, segundo a revista Times. Como todo bom país emergente, tem a segunda maior tropa militar do mundo, com investimentos militares que ultrapassam os 30 bilhões de dólares. No setor da defesa, orçou, planejou e produziu seu próprio caça supersônico de última geração, para não se tornar vulnerável à constante ameaça chinesa.

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No entanto, na contramão da sua ligeira ascensão econômica, ainda convive com a maior taxa de pobreza de todas as nações, além do maior registro de doenças relativas aos problemas sociais. Seu trânsito extremamente desorganizado e sua mítica religiosidade afastam e ao mesmo tempo atrai turistas do restante do mundo.

Brasil: A República Federativa do Brasil é sem dúvidas o maior talento entre todas as nações comparativas, apesar de ainda estar adormecido. Enquanto o “gigante” não acorda, o país é considerado hoje a sexta economia mundial, na frente de países de primeiro mundo, como a Inglaterra, mas ainda está atrás da Índia no poderio econômico, com a décima posição.

A maior potência latino americana e segunda maior das Américas, Brasil tem a terceira maior desenvolvedora e exportadora de aviões do mundo, a Embraer, que está teoricamente atrás apenas da americana Boeing e da francesa Airbus. No interior de São Paulo, são produzidos sob encomenda dezenas de aviões modelo E-190, que são vendidos para restante do mundo.

Mas na mesma velocidade desses jatos, segue o aumento da taxa populacional, menor que a dos outros países emergentes, porém, maior na dependência dos serviços públicos que mostra de forma escancarada não estar suportando a demanda. Enquanto na China existem programas de saúde que garantem o melhor serviço às mães, desde a sua gestação ao parto, no Brasil convivi-se com a falta de médicos, falta de hospitais e a falta de dignidade humana.

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Com mais de um bilhão de habitantes, na China não existe superlotação nos hospitais públicos, os quais proporcionam serviços de tamanha qualidade quanto os particulares. No maior país da América Latina, que de acordo com previsões poderá se tornar a quarta economia mundial, em 2050, implora-se por médicos de outras nações, ao mesmo tempo em que os hospitais exalam mau atendimento e profissionais de má qualificação. Enquanto hospitais russos ganham reconhecimento da sua nação, uma mãe brasileira deu a luz a sua filha em plena calçada de uma maternidade do Maranhão, de onde sequer passou da porta por falta de vaga. A brasileira já tinha recorrido à outra maternidade minutos antes, onde também teve o acesso negado.

Triste realidade que choca um país em desenvolvimento, que não consegue organizar seu sistema de saúde, proporcionalmente pequeno diante dos seus colegas do BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China; e que nitidamente não se esforça para conseguir tal feito.

Potência sim, no turismo, na produção industrial, na importação e nas vendas externas, mesmo que ainda singela e na corrupção.  Fraco nas questões sociais, nos conflitos internos e nas demandas de necessidade básica. Para que o Brasil mostre lá fora, esta potência que quer ser, algumas roupas sujas primeiramente deverão ser lavadas em casa.

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O amor nos tempos do coronavírus

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O isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus está revelando um mundo pouco conhecido: aquele que se oculta e vibra nas casas, apartamentos, quartos, escritórios, garagens, oficinas – espaços agora transformados em palco central da vida, em substituição a shoppings, teatros, cinemas, academias, parques, ruas, bares, bancos, restaurantes. E o que vemos é uma vida que, embora sempre estivesse ali, parecia não existir até agora. Ou porque fomos indiferentes a ela ou porque não sabíamos o valor que tem.
Foi necessário um choque extremo de realidade para revelar o que deveríamos saber desde sempre: que precisamos de pouco para viver bem e que gastamos muito tempo e dinheiro com coisas sem importância.
Uma sinfonia nas sacadas, uma festa de aniversário online, o trabalho remoto, a teleducação são agora parte da rotina nova de uma vida que segue e vai aos poucos se adaptando. Mas, ao contrário de lamentar, essa mudança nos desperta a sensação de descoberta e nos emociona.
Nos emociona porque é nos momentos de crise que os valores que constituem a essência do ser humano se manifestam em sua plenitude: amizade, fraternidade, solidariedade, responsabilidade. 
De repente, desconhecidos tornam-se amigos, indiferentes se comprometem, distantes se unem e se fazem presentes. Sem pedir nada em troca, sem buscar lucro ou notoriedade, sem esperar uma medalha de reconhecimento ou um elogio de alguém poderoso – não, nada disso, o que fazemos é por prazer e por amor.
Onde estavam estes valores, expressos nas últimas semanas como sentimentos verdadeiros e de forma eloquente? Onde estava nosso compromisso inato de sermos humanos, no sentido amplo da palavra? Por onde andava o bom selvagem (aquele ser humano puro de que falava Rousseau)? Em que cômodo se escondeu o “um por todos e todos por um”?
Em que momento perdemos de vista o dever de estender a mão ao próximo em qualquer situação? Quando foi que esquecemos que somos todos iguais? Em algum momento nossa humanidade ficou menor.
Um inimigo invisível fez o favor de nos devolver a lucidez temporariamente perdida. Era assim antes do coronavírus: culpávamos o mundo contemporâneo, evoluído, competitivo, moderno, individualista, egoísta por essa perda temporária da noção do que devemos fazer e do que deixamos de fazer.
E usávamos o ritmo louco dos tempos atuais para justificar nossas omissões recorrentes. Como se estivesse fora do nosso controle a escolha entre certo e errado, justo e injusto, bem e mal. Mas não está, e o que fizemos confinados nos últimos dias é revelador da nossa capacidade de discernir e de superar obstáculos aparentemente instransponíveis.
Reinventamos quase tudo em tempo recorde. Ficamos em casa e redescobrimos o prazer das coisas simples que nos pareciam banais – fazer um bolo de banana, brincar com os filhos, estudar, ler, conversar, arrumar os armários, ver um filme antigo. 
E descobrimos que no jogo de baralho ganhar e perder são possibilidades com o mesmo potencial. Se há algo que o coronavírus nos trouxe de bom – ainda que isso pareça improvável – é que podemos sempre aprender mais e melhorar o que parecia perfeito.
Mas logo vem a dúvida: depois que esse período de reclusão passar qual será nossa atitude? Seremos mesmo pessoas melhores ou o velho e aprisionante egoísmo que nos espreita por puro deleite voltará a triunfar?
Por sorte o isolamento social que o vírus nos impôs é apenas físico, mas não intelectual nem emocional. E este é o nosso trunfo: evoluímos intelectualmente e amadurecemos emocionalmente. É impossível sair dessa como entramos; só podemos sair maiores. Muito maiores. E melhores.
Cida Borghetti
Embaixadora da Organização Mundial da Família (OMF)
Ex-Governadora do Paraná
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