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Opinião

Geadas e frio intenso podem danificar medidores de água

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A Sanepar faz uma alerta à população para que proteja seus hidrômetros nos dias de frio intenso. A queda das temperaturas e as geadas podem congelar a água dentro dos medidores e provocar o rompimento das tubulações que ficam expostas, causando a interrupção do abastecimento.
A sugestão é que os moradores cubram o relógio e os canos aparentes com caixas de papelão, pedaços de plástico, lonas, ou com outros tipos de material que impeçam o acúmulo de gelo.
Outra medida eficaz é fechar o registro de entrada de água à noite, para evitar o acúmulo e o congelamento da água dentro do equipamento e da tubulação. O gerente da Sanepar, Renato Mayer Bueno, diz que o material de proteção deve ser de fácil remoção.
“O que for utilizado para evitar o congelamento da tubulação e dos equipamentos deve ser retirado assim que a temperatura subir ou na data prevista para a leitura da conta, para que o leiturista da Sanepar não tenha dificuldade no momento de fazer a leitura e entrega da conta”, completa.
 
OCORRÊNCIAS
No ano passado, foram registradas 600 ocorrências em todo o Estado. As regiões Centro-Sul, Sudoeste e Sul foram as que tiveram maior volume de casos. Em Palmas, 160 imóveis tiveram desabastecimento pelo rompimento das tubulações e cavaletes. Em General Carneiro foram registrados 143 casos.
 
TEMPO
O Simepar divulgou na manhã desta sexta-feira (09) que as temperaturas chegaram a 2,8º e que foi registrada chuva congelada em Palmas. A previsão é de ocorrência de geadas, de intensidade moderada a forte.
 

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Campanha do Estado sobre racismo institucional é finalista de prêmio nacional

A campanha sobre o racismo institucional do Governo do Paraná é finalista do Prêmio Profissionais do Ano 2017 na categoria Institucional Nacional. Produzida pela agência Master para a semana nacional da Consciência Negra, em 2016, a campanha teve mais de 16 milhões de views, atingindo cerca de 55 milhões de pessoas.
A campanha Racismo Institucional também foi o comercial mais compartilhado no Brasil no Facebook em 2016, com 400 mil compartilhamentos. Ao todo, o comercial gerou R$ 12 milhões em mídia espontânea.
Para o assessor especial de Políticas Públicas de Juventude e membro do Conselho de Promoção à Igualdade Racial (Consepir), Edson Lau Filho, ser finalista na premiação é o mais importante reconhecimento do mercado publicitário no Brasil, mas traz uma mensagem ainda mais relevante. “Precisamos enfrentar o silencioso e violento racismo que lega à população negra, em todo Brasil, uma cidadania de segunda classe. O Governo do Estado, através de diversas ações, tem trabalhado em prol da promoção à Igualdade Racial”, disse Lau.
A coordenadora de Marketing da Secretaria de Estado da Comunicação Social, Fabíola Maziero, observa que a repercussão da campanha mostra a importância de discutir o racismo na sociedade. “Devemos refletir e trabalhar para mudar esse comportamento e a Comunicação Social tem este papel. Esperamos que, cada vez mais, as nossas campanhas gerem as conscientizações que buscamos”.

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O amor nos tempos do coronavírus

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O isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus está revelando um mundo pouco conhecido: aquele que se oculta e vibra nas casas, apartamentos, quartos, escritórios, garagens, oficinas – espaços agora transformados em palco central da vida, em substituição a shoppings, teatros, cinemas, academias, parques, ruas, bares, bancos, restaurantes. E o que vemos é uma vida que, embora sempre estivesse ali, parecia não existir até agora. Ou porque fomos indiferentes a ela ou porque não sabíamos o valor que tem.
Foi necessário um choque extremo de realidade para revelar o que deveríamos saber desde sempre: que precisamos de pouco para viver bem e que gastamos muito tempo e dinheiro com coisas sem importância.
Uma sinfonia nas sacadas, uma festa de aniversário online, o trabalho remoto, a teleducação são agora parte da rotina nova de uma vida que segue e vai aos poucos se adaptando. Mas, ao contrário de lamentar, essa mudança nos desperta a sensação de descoberta e nos emociona.
Nos emociona porque é nos momentos de crise que os valores que constituem a essência do ser humano se manifestam em sua plenitude: amizade, fraternidade, solidariedade, responsabilidade. 
De repente, desconhecidos tornam-se amigos, indiferentes se comprometem, distantes se unem e se fazem presentes. Sem pedir nada em troca, sem buscar lucro ou notoriedade, sem esperar uma medalha de reconhecimento ou um elogio de alguém poderoso – não, nada disso, o que fazemos é por prazer e por amor.
Onde estavam estes valores, expressos nas últimas semanas como sentimentos verdadeiros e de forma eloquente? Onde estava nosso compromisso inato de sermos humanos, no sentido amplo da palavra? Por onde andava o bom selvagem (aquele ser humano puro de que falava Rousseau)? Em que cômodo se escondeu o “um por todos e todos por um”?
Em que momento perdemos de vista o dever de estender a mão ao próximo em qualquer situação? Quando foi que esquecemos que somos todos iguais? Em algum momento nossa humanidade ficou menor.
Um inimigo invisível fez o favor de nos devolver a lucidez temporariamente perdida. Era assim antes do coronavírus: culpávamos o mundo contemporâneo, evoluído, competitivo, moderno, individualista, egoísta por essa perda temporária da noção do que devemos fazer e do que deixamos de fazer.
E usávamos o ritmo louco dos tempos atuais para justificar nossas omissões recorrentes. Como se estivesse fora do nosso controle a escolha entre certo e errado, justo e injusto, bem e mal. Mas não está, e o que fizemos confinados nos últimos dias é revelador da nossa capacidade de discernir e de superar obstáculos aparentemente instransponíveis.
Reinventamos quase tudo em tempo recorde. Ficamos em casa e redescobrimos o prazer das coisas simples que nos pareciam banais – fazer um bolo de banana, brincar com os filhos, estudar, ler, conversar, arrumar os armários, ver um filme antigo. 
E descobrimos que no jogo de baralho ganhar e perder são possibilidades com o mesmo potencial. Se há algo que o coronavírus nos trouxe de bom – ainda que isso pareça improvável – é que podemos sempre aprender mais e melhorar o que parecia perfeito.
Mas logo vem a dúvida: depois que esse período de reclusão passar qual será nossa atitude? Seremos mesmo pessoas melhores ou o velho e aprisionante egoísmo que nos espreita por puro deleite voltará a triunfar?
Por sorte o isolamento social que o vírus nos impôs é apenas físico, mas não intelectual nem emocional. E este é o nosso trunfo: evoluímos intelectualmente e amadurecemos emocionalmente. É impossível sair dessa como entramos; só podemos sair maiores. Muito maiores. E melhores.
Cida Borghetti
Embaixadora da Organização Mundial da Família (OMF)
Ex-Governadora do Paraná
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