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Opinião

Os desafios do novo governo do Paraná

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Nos próximos dias, terá início o processo de transição do governo estadual, as equipes da governadora Cida Borghetti e do governador eleito Ratinho Júnior vão se reunir para definir o cronograma de trabalho.

O novo governador vai receber um Estado com as finanças equilibradas e muitos desafios pela frente.

Os dados do relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado. divulgados em abril deste ano, revelam que o Paraná lidera o crescimento em investimentos no país. O estado cresceu 16,1% entre 2014 e 2017 em investimentos.

Hoje, o Paraná se destaca nacionalmente como um Estado equilibrado, que paga as contas em dia, amplia os investimentos e melhora a qualidade de vida dos paranaenses.

Mas há muito a ser feito, especialmente em melhorias na infraestrutura ferroviária, rodoviária, hidroviária, portuária e aeroportuária – apontadas como essenciais para um maior crescimento da economia do Estado em setores importantes como indústria, agronegócio e exportações.

Para isso, dependeremos de investimentos do governo federal e de parcerias público privadas porque sozinho o governo estadual não terá recursos para executar obras essenciais.

O governador eleito tem um bom relacionamento com o presidente eleito, já se reuniu com Bolsonaro e também com os deputados federais do Paraná, para apresentação de emendas que viabilizem seus projetos. Nesse primeiro encontro, Ratinho Júnior garantiu R$ 40 milhões para o programa “Olho Vivo” de monitoramento na área de segurança. Os deputados federais devem apresentar emendas que somam R$ 36 milhões para educação, R$ 20 milhões à segurança, R$ 43 milhões para a saúde, R$ 22 milhões à área social e mais R$ 50 milhões para a agricultura.

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Em 2014, sob minha coordenação a Assembleia Legislativa fez um documento- a Agenda Paraná- listando os principais investimentos necessários para o Estado. O documento continua atual porque, de lá para cá, com o impechmeant da então presidente Dilma e os cortes nos orçamento feitos por Temer, o governo federal pouco ou nada fez pelo nosso Estado.

Entre os maiores desafios do novo governador, está o de sensibilizar o governo federal para a necessidade de resgatar uma dívida histórica com o nosso Estado, a quinta economia do País, o sexto Estado da federação em população e o maior produtor de grãos do país. Há um grande descompasso entre o que é arrecadado no Estado e o retorno recebido em investimentos do Governo Federal.

Na área de infraestrutura, o Paraná precisa ser beneficiado com a ligação Dourados- Paranaguá, tornando nosso mercado ainda mais competitivo e barateando o escoamento da produção de grãos de todo estado e também de estados vizinhos, como Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, que poderão fazer proveito dessa infraestrutura.

Temos ainda as demandas por duplicação de estradas, como a duplicação da BR-277, a duplicação da BR-376, e de rodovias regionais importantes, como a BR 369, até a divisa de São Paulo, a duplicação da PR-092 até Jaguariaíva, a duplicação da PR 280 no Sudoeste, entre outras.

Na área de Educação, o governo federal precisa apoiar o governo do Paraná na manutenção das universidades estaduais. O Governo do Estado arca com a despesa relativa à operação e manutenção de sete Universidades Estaduais, que atendem 95 mil alunos. Essa situação representa um custeio de mais de 5% sobre as receitas que compõem a base de cálculo das despesas com Educação no Estado. É necessário que o governo federal arque com essas despesas, diretamente ou por meio de repasses automáticos ao Estado do valor correspondente, com vistas a ampliar o atendimento com melhoria de infraestrutura de ensino, valorização da carreira acadêmica e integração com o setor produtivo.

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Na área da Saúde, precisamos da ampliação de recursos federais para custeio de ações de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar no Paraná; para custeio de ações de vigilância em saúde – saúde do trabalhador, vigilância epidemiológica e sanitária; custeio de assistência farmacêutica no SUS – componente medicamento especializado; recursos de custeio para centros de especialidades do Paraná e financiamento de custeio para oferta e ampliação de vagas nos cursos de medicina nas universidades estaduais.

Como se vê, o governador eleito Ratinho Júnior terá enormes desafios pela frente. Confio que montará uma boa equipe e que terá bom trânsito e sintonia com Brasília, para solucionar alguns dos nossos grandes problemas.

 

Artigo do deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, ex-secretário da Habitação, ex-presidente da Cohapar, e ex-secretário do Trabalho.

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A vacina da Covid-19 chegou, mas afinal, ela faz bem ou mal a saúde?

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Foto. Divulgação.

Neste artigo, você vai conhecer quatro mitos e verdades sobre a vacinação contra o coronavírus. Não é de hoje que informações desencontradas sobre as vacinas ainda provocam muitas dúvidas, especialmente sobre imunizar ou não, principalmente com a Vacina da COVID-19 chegando por ai. Hoje em dia, porém, a tecnologia facilitou a disseminação dos boatos, por isso muitas pessoas já não sabem mais dizer se a vacina faz bem ou mal à saúde. Em meio a esse mar de informações controversas, é importante saber em quais fontes você pode confiar. Pensando nisso, segue a lista com 4 mitos e verdades sobre vacinação para deixar você mais tranquilo, então sem mais delongas, vamos aos mitos e verdades.

 

Toda vacina pode causar efeitos adversos?

Verdade. Como todo medicamento, as vacinas podem causar efeitos colaterais, mas eles costumam se restringir a uma dor leve no local da aplicação e uma febre baixa por um a dois dias. Contudo, se a pessoa tiver alergia a algum componente da fórmula, as reações adversas podem ser um pouco mais grave, neste caso, atendimento médico consegue contornar a situação tranquilamente.

 

É necessário continuar tomando a vacina mesmo se a doença já tiver sido erradicada?

Verdade. A erradicação da doença em determinado local não significa que o agente causador tenha sido eliminado do mundo todo. Inclusive, a erradicação de doenças como poliomielite, sarampo e rubéola traz uma falsa sensação de segurança, pois a população não ouve mais falar delas e não conhece seus riscos, vamos aos exemplos: esse foi o caso do sarampo: depois de ter sido erradicado, o vírus voltou à Europa e causou uma epidemia em 2017 porque a cobertura vacinal havia diminuído e muitas pessoas estavam vulneráveis a ele. O Brasil, por sua vez, havia sido declarado livre do sarampo pela Organização Mundial da Saúde. Porém, dois anos depois, novos casos voltaram a ser registrados em Roraima – provavelmente por causa da migração de venezuelanos que não puderam ser vacinados em função do colapso do sistema de saúde do país vizinho.

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As vacinas são perigosas porque contêm mercúrio

Mito. Essa é das antigas (risos). O mercúrio participa da fabricação de algumas vacinas por estar presente em uma molécula chamada timerosal, um conservante que impede o desenvolvimento de fungos e bactérias em frascos com várias doses da imunização. O timerosal é utilizado nas vacinas desde 1930 e tem seu emprego recomendado pela Organização Mundial de Saúde porque essa forma do mercúrio é segura e não se acumula no organismo.

 

Tomar a mesma vacina duas vezes não faz mal para a saúde

Verdade. Isso não quer dizer que essa prática seja recomendada, porém, se você não tiver certeza sobre ter tomado uma vacina ou não e tiver perdido sua carteirinha de vacinação, é melhor repetir a dose do que correr o risco de ficar suscetível à doença. Nesse caso, você pode procurar um centro de imunizações para receber toda a orientação necessária sobre as vacinas que devem ser feitas e seus possíveis efeitos colaterais.

 

Conclusão

Se você é daqueles que esta com receio de se vacinar, fiquem tranquilo, as tecnologias envolvidas na produção de vacinas e os testes realizados, determina a sua eficácia e segurança. Toda vacina quando chega aos centros de imunização passou pela avaliação de órgãos reguladores.

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Por Felipe Ricardo.

 

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