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Governo e deputados debatem Orçamento e controle da pandemia

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Foto. Divulgação AEN.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o chefe da Casa Civil, Guto Silva, discutiram nesta terça-feira (24) com os deputados estaduais, no Palácio Iguaçu, o Orçamento de 2021, a continuidade das políticas de enfrentamento da Covid-19 e projetos prioritários para a modernização do Estado. O encontro com a bancada aliada também serviu para perfilar as necessidades do Paraná diante das dificuldades impostas pela pandemia nas contas públicas.

“Passamos as eleições municipais, que envolvem atuação intensa dos deputados, e voltamos para a pauta estadual. Esse encontro serviu para o Governo do Estado fazer um balanço das ações de 2020, prestar contas, e também para planejar o Orçamento de 2021, as nossas prioridades diante das dificuldades que vamos enfrentar”, disse Ratinho Junior.

O governador apresentou um balanço parcial do Banco de Projetos, que ajudou a acelerar as licitações rodoviárias a partir dos recursos captados no financiamento de R$ 1,6 bilhão, como as terceiras faixas na PR-323 e na PR-280. Ele também saudou a parceria institucional com a Assembleia Legislativa para aprovar as mensagens destinadas ao combate à pandemia e o repasse financeiro para a estruturação de leitos nas quatro macrorregionais de Saúde.

“É um momento excepcional da história do Paraná e essa relação institucional com os deputados se tornou muito mais intensa porque precisamos agir com rapidez. Apesar da crise, não deixamos de honrar nossos compromissos, de garantir recursos para investimentos e de modernizar a gestão, projetando a prospecção de mais empregos”, afirmou Ratinho Junior. “Estamos assistindo um momento de retomada, com evolução nas contratações e nos números industriais e do comércio. Apesar de tudo, estamos bem otimistas com o Paraná”.

Curitiba -23-11-2020 – Governador do Paraná Carlos Massa Ratinho Junior durante reunião com Deputados Estaduais – Foto: Jonathan Campos/ AEN

O governador disse que 2021 será um ano importante para o Estado por conta das audiências públicas e dos novos contratos de concessão do Anel de Integração; da concessão de quatro aeroportos para a iniciativa privada (Londrina, Foz do Iguaçu, Curitiba e São José dos Pinhais); e do início de obras estaduais com potencial de transformar o Estado, como a revitalização da Orla de Matinhos e a modernização dos acessos e das estruturas do Porto de Paranaguá.

Ele também citou a fase aguda de obras dos acordos de leniência (Trevo Cataratas e duplicações na BR-277); a consolidação do aporte de R$ 1,4 bilhão da Itaipu Binacional para a continuidade da Ponte da Integração e da nova perimetral de Foz do Iguaçu, duplicação da Avenida das Cataratas, conclusão da Estrada Boiadeira (Porto Camargo a Umuarama), novo contorno de Guaíra e projetos de saneamento ambiental; e investimentos robustos da Copel e da Sanepar em projetos novos ou em andamento, como o Paraná Trifásico e os reservatórios de água.

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PARCERIA

Segundo Guto Silva, também foram discutidas emendas parlamentares e projetos que têm como pano de fundo, direta ou indiretamente, a pandemia. Ele apresentou um balanço das ações desenvolvidas ao longo do ano e disse que essa relação institucional foi fundamental para agilizar recursos, profissionais e equipamentos de saúde aos municípios.

“É hora de pensar nos mínimos detalhes os cenários de 2021 e tudo aquilo que fizemos em 2020. O encontro com os deputados estaduais serviu para prestar contas e renovar o pedido de apoio aos projetos que ainda queremos encaminhar”, disse o chefe da Casa Civil. “É hora de discutir ideias e desse esforço coletivo para continuar melhorando o dia a dia dos paranaenses”.

Segundo o deputado estadual Hussein Bakri, líder da base do Governo e um dos articuladores do encontro, o alinhamento “olho no olho” é a forma mais transparente de ouvir as demandas regionais dos parlamentares e ajudar a compor o Orçamento do próximo ano.

“Estamos no fim de um ano marcado por inúmeras dificuldades e por trabalho diário e ininterrupto para conter a crise de saúde e a crise fiscal. Estamos de olho no futuro, mas sem baixar a guarda na luta contra a pandemia”, afirmou o deputado.

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ENCONTROS

No mês passado, o governador Ratinho Junior já tinha se reunido virtualmente com a bancada federal para discutir a execução das emendas parlamentares do Orçamento da União. Foram discutidos repasses para a educação, saúde e obras públicas, dentro do olhar de ajudar o Estado a se transformar em um hub logístico na América do Sul.

 

VIA: AEN.

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Política

Indústria cresce pelo 7º mês consecutivo e recupera patamar pré-pandemia

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Foto. Divulgação AEN.

A produção industrial paranaense cresceu 1,2% em novembro, sétimo resultado positivo consecutivo e nono mês com aumento na atividade em 2020. O índice é da comparação com os meses imediatamente anteriores e está na pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quinta-feira (14).

O resultado mostra que o Paraná superou o patamar pré-coronavírus em 5,9%, no comparativo entre o índice de base fixa de fevereiro e de novembro, e está entre as melhores retomadas do País.

Também houve aumento expressivo no volume de produção em relação a novembro do ano passado, de 14%, maior resultado do Brasil nesse recorte. Esse salto ajudou a recuperar parte das perdas ainda acumuladas em 2020: -4,3% no ano e -3,8% nos últimos doze meses, números melhores do que a média nacional.

A produção industrial cresceu no Paraná em janeiro (1,8%), fevereiro (1,7%), maio (21,2%), junho (4,9%), julho (2,8%), agosto (3,1%), setembro (9,2%), outubro (3,5%) e novembro (1,2%). Março e abril, meses subsequentes à chegada da Covid-19, registraram perdas. Apenas Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Ceará acompanham o Paraná com nove meses de crescimento em 2020.

“A indústria paranaense é um dos motores da retomada econômica por conta de sua diversidade e presença tanto na Capital como no Interior. E ela é bastante segmentada, o que ajuda no crescimento orgânico e em cadeias bem estabelecidas”, diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “A produção industrial paranaense começa a reviver os patamares alcançados no período de normalidade de 2019, ano em que atingimos o maior resultado do País”, afirma o governador.

Esse movimento já havia sido percebido no nível de contratação da indústria, que acumula saldo positivo de 6.956 em novembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). É o terceiro setor que mais gerou novas vagas em 2020, atrás de comércio (11.832) e serviços (10.134).

O Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre também havia apontado essa recuperação mais consistente. A indústria cresceu 10,94% entre julho e setembro no comparativo com abril a junho, agregando R$ 27,3 bilhões ao valor global adicionado no Estado. A economia do Paraná, nesse mesmo espaço, cresceu 5,58%.

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VARIAÇÃO MENSAL

No recorte mensal, que compara os meses de 2020 com os mesmos períodos de 2019, novembro registrou o maior salto do ano no Paraná, com 14%. A análise do IBGE indica que a atividade sentiu mais o peso da crise no segundo trimestre, voltando a crescer no fim do ano. Houve variação positiva em janeiro (2,5%), fevereiro (3,5%), março (1,5%), setembro (3,1%) e outubro (4,8%).

O movimento foi impulsionado pela recuperação da indústria pesada e o setor ampliado de máquinas e equipamentos, que tem bases sólidas na indústria do Estado. As indústrias alimentícias também ajudaram a compor o crescimento do mês, impulsionadas pelas exportações e vendas do comércio nas festas de Natal e Ano Novo.

O crescimento de 14% em novembro foi resultado de aumentos em produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (41,5%), produtos de madeira (32,4%), máquinas e equipamentos (30,1%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (28,9%), produtos minerais não-metálicos (24,2%), máquinas e aparelhos elétricos (15,2%), indústria de transformação (14%) e móveis (13,9%).

A produção de bebidas (25,7%) e alimentos (8%) foi destaque nacional em novembro. No primeiro caso foi o maior índice do País, à frente dos estados do Norte e Nordeste, que também registraram valores altos. O Paraná ficou na vice-liderança em alimentos, atrás apenas do Espírito Santo. Oito estados registraram perdas nesse setor.

 

ACUMULADO DO ANO

O acumulado de 2020 ainda aponta recuo da indústria (-4,3%), mas já indica recuperação de parte das perdas – em maio essa diferença era de -8,9%, por exemplo. Os números indicam que investimentos mais robustos ficaram em stand-by pelas famílias em 2020, que usaram a injeção do auxílio emergencial para consumo mais imediato, o que afetou a atividade industrial.

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O resultado sofre impacto direto das baixas na indústria de máquinas e equipamentos (-23,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-35,1%), produtos químicos (-8,3%) e indústria da transformação (-4,3%).

Na outra ponta, estimulada pelo consumo, houve crescimento nas vendas de produtos para o dia a dia, como alimentos (9,3%), bebidas (5,2%) e móveis (4,7%), além de plantas de metal (10,6%), minerais não-metálicos (5,6%), borracha e material plástico (2,3%) e papel e celulose (0,7%).

Nesse indicador, que engloba a capacidade produtiva em onze meses de 2020 frente ao mesmo período do ano anterior, 12 dos 15 locais analisados pelo IBGE registraram indicadores negativos. O índice nacional é de -5,5%. No acumulado dos últimos 12 a média do País foi de -5,2%, com as mesmas 12 unidades federativas com perdas.

 

MÉDIA TRIMESTRAL

O Paraná também é destaque na média móvel trimestral, com crescimento de 4,5% no trimestre encerrado em novembro de 2020 frente ao nível do mês anterior. É o maior resultado do País e ajudou a recuperação da média nacional, interrompendo trajetória descendente iniciada em novembro de 2019. A média móvel trimestral nacional cresceu 1,7%, após avançar em outubro (2,4%), setembro (4,8%), agosto (7%) e julho (9%).

 

NACIONAL

Dez dos 15 locais pesquisados tiveram aumento na produção industrial de outubro para novembro. Segundo o IBGE, as taxas positivas refletiram a ampliação do retorno à produção, após paralisações/interrupções causadas pela pandemia da Covid-19. Frente a igual mês do ano anterior, a produção industrial cresceu 2,8% em novembro, com dez dos quinze locais pesquisados apontando resultados positivos.

 

VIA: AEN.

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