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Coronavírus fecha escolas: como o Google pode ajudar no ensino à distância?

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Alunos da rede municipal de Barueri já usam ferramentas tecnológicas em sala de aula


Escolas de diversos estados brasileiros estão fechando as portas devido à pandemia do novo coronavírus . Em uma tentativa de diminuir o contágio, alguns governos decretaram o fechamento de unidades estaduais, municipais e privadas. 

Na cidade de Barueri, na região metropolitana de São Paulo, não foi diferente, e as aulas serão oficialmente suspensas na próxima segunda-feira (23). Mas, mesmo de casa, os alunos da rede municipal terão a oportunidade de continuar estudando. 

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É que, desde o ano passado, a prefeitura de Barueri faz uso do Google for Education , solução educacional da gigante que leva tecnologia para dentro e fora das salas de aula. Em um momento de crise como o atual, os professores conseguem adicionar conteúdos nas plataformas, permitindo que os alunos tenham acesso de onde estiverem. 

O que é o Google for Education

O Google for Education é uma somatória de diversos serviços tecnológicos customizados para o uso na educação. Na parte de software , alguns aplicativos são utilizados. Além dos conhecidos Drive , Gmail e Agenda , também faz parte do ecossistema o Classroom , plataforma que funciona como uma sala de aula virtual. Tudo isso compõe o G Suite for Education , serviço disponibilizado de forma gratuita pelo Google a qualquer unidade educacional. 

Na questão do hardware , também fazem parte do Google for Education os Chromebooks , notebooks personalizados para o uso em sala de aula. Hoje, mais de 90 milhões de alunos e professores utilizam a plataforma G Suite for Education em todo o mundo, e mais de 40 milhões utilizam o Google Classroom. 

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Só em Barueri, mais de 46 mil alunos e quase 2.500 professores fazem uso dos Chromebooks , e cerca de 12 mil óculos de realidade virtual foram adquiridos pela prefeitura. Além disso, redes Wi-Fi foram adicionadas em todas as escolas do município. 

Tecnologia em prol da educação

“Eu já não consigo imaginar como seria a educação sem o uso da tecnologia”, conta Flávia Moreno, Secretária de Educação de Barueri. Em um momento de crise como o atual, Flávia agradece por já ter um sistema tecnológico consolidado na rede educacional , o que permite que professores e alunos continuem em contato, mesmo que à distância. 

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Divulgação/Allisson Roberto

Alunos usando Chromebooks em sala de aula


“Os alunos já têm acesso e hábito no uso da tecnologia como uma ferramenta para a educação. Quanto aos professores, como já receberam formação desde o ano passado, hoje dá para a gente pedir para eles fazerem o upload de uma atividade lá no Google Classroom, que ele sabe o que a gente está pedindo e vai executar sem dificuldade”, afirma a Secretária. 

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O plano da Secretaria de Educação de Barueri para o momento é incentivar que alunos continuem estudando durante o período em que terão que estar em casa devido ao novo coronavírus . Durante esta semana, na qual as escolas funcionam em ritmo desacelerado, os professores foram orientados a organizarem o material digital disponibilizado e acrescentar novas atividades na plataforma. 

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Flávia conta que, através do sistema do Google for Education , eles conseguem obter informações como quais alunos acessaram determinado conteúdo, quanto tempo permaneceram logados e qual foi o rendimento nas atividades. 

A Secretária sabe, porém, que há limitações na educação à distância, como o fato de que nem todos os jovens têm acesso à internet em suas casas . “Vai ser também uma boa medida do real acesso que esses alunos têm em casa. A partir daí, a gente vai poder, inclusive, pensar em outras políticas públicas. Quem são os alunos que não têm internet e o que a gente pode fazer por eles?”, diz. “E para aqueles alunos que não têm acesso à internet, só frisamos a ideia de que eles revejam os conteúdos em livros didáticos e cadernos”, reforça.

Tecnologia deve ser usada apenas em momentos de crise?

É claro que, em um momento de isolamento, a tecnologia é de grande ajuda para conectar alunos e professores. Além do Google Classroom mencionado por Flávia, a equipe da assessoria de imprensa do Google for Education lembra também que é possível engajar alunos através de vídeos no YouTube , além de fazer videoconferências via Hangouts Meet

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Para as escolas que ainda não possuem o hábito com a tecnologia , o Google afirma que é possível aprender rapidamente e se adaptar a um novo contexto. “As ferramentas do Google for Education são simples, acessíveis e fáceis de usar, e por isso podem ser utilizadas tanto por escolas com maior afinidade com a tecnologia quanto por educadores e líderes que estão dando seus primeiros passos”, diz a assessoria do Google for Education. Além disso, a empresa afirma que disponibiliza tutoriais completos de como utilizar a plataforma. Na próxima terça-feira (24), por exemplo, o Google  fará uma transmissão ao vivo para ensinar estratégias de educação à distância.

Para Flávia, porém, o bom uso da tecnologia em um momento como o atual é consequência de um uso prévio no cotidiano escolar. “Eu creio que essa seja a diferença que coloca Barueri em uma condição privilegiada. O que a gente está propondo não é uma novidade, a gente só está pedindo para que eles continuem a fazer o que eles já estavam fazendo”, afirma a Secretária. “Nossos alunos já entenderam que os dispositivos não servem só para acessar a rede social, que eles podem, sim, ajudá-los na educação”, continua.

Além de preparar para momentos de crise, o uso da tecnologia em sala de aula já rendeu frutos muito positivos para a rede municipal de Barueri. Flávia conta que o encantamento com as novidades deixou os alunos e professores mais engajados durante as atividades escolares, e que o senso de cuidado e compromisso com os dispositivos eletrônicos do coletivo foram aflorados nos pequenos.

“Houve também o desenvolvimento do protagonismo, porque esses alunos passaram a se tornar mais atuantes, uma vez que eles também têm conhecimentos para dividir com os professores a respeito das tecnologias, afinal eles são cidadãos digitais. Então os primeiros ganhos vieram nesse sentido: engajamento, frequência, envolvimento, um resgate do prazer em estar na escola. Aí o ganho consecutivo foi a aprendizagem. Dados de aprendizagem do município tiveram uma crescente”, comemora a Secretária.

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Robôs contra o coronavírus: conheça as tecnologias usadas durante a pandemia

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Unsplash/Franck V

Confira as tecnologias usadas no combate ao novo coronavírus

Com a pandemia do novo coronavírus , muitas tecnologias têm surgido para tentar ajudar. Algumas soluções se comprometem a lidar com os pacientes, enquanto outras são utilizadas para diminuir os riscos de contaminação. 

Nesta lista, separamos nove tecnologias que têm ajudado durante este período de disseminação do novo coronavírus . Conheça:

Robô Ninja – Tailândia

Chamado de Ninja, um robô é utilizado na Tailândia para poupar profissionais da saúde de entrarem em contato com pacientes da Covid-19 . Com tecnologia 4G, eles são capazes de detectar a temperatura dos pacientes, supervisionar sintomas e se comunicar por videoconferência. 

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Assim, os médicos podem ficar em outra sala enquanto os Ninjas têm contato direto com os doentes. Quatro hospitais já possuem o robô e outros dez estão na fila de espera. A tecnologia já existia anteriormente, e era usada para cuidar de pacientes vítimas de AVC. 

Robô ensina higiene – Índia

Na Índia, robôs são utilizados para conscientizar e levar informações sobre o novo coronavírus. Eles distribuem materiais de proteção, limpam ambientes e mostram informações oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) .

Drones com instruções – França e Espanha

Depois da orientação para ficar em casa, muitos franceses seguem saindo às ruas. Por isso, a polícia de Nice, na Riviera Francesa, fez parceria com uma operadora de drones para enviar avisos à população. 

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As aeronaves circulam pelos locais mais movimentados da cidade, emitindo avisos sonoros para que as pessoas se mantenham confinadas. Em Madri, na Espanha, medidas similares também foram tomadas.

Robô entregador – Inglaterra

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O carrinho sai às ruas para fazer entregas


Para eliminar o contato humano , a cidade de Milton Keynes, na Inglaterra, já conta com a presença de robôs que fazem entregas à domicílio. Os dispositivos têm direção autônoma e mantêm os produtos trancados até que o cliente os destrave através do aplicativo em que realizou o pedido. 

Para se locomoverem sozinhos, os carrinhos usam câmeras e sistemas de radar, ultrassom e GPS. Além disso, uma equipe humana os acompanha à distância, para evitar qualquer acidente. 

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Robô limpa metrô – Hong Kong

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Robô esteriliza vagões de Hong Kong


Em Hong Kong, dispositivos são usados para borrifar peróxido de hidrogênio vaporizado em vagões de metrô, a fim de desinfetar os ambientes. A MTR, uma das principais redes de metrô do território autônomo no sudeste da China, colocou 20 robôs para esterilizar seus vagões. 

Conversa à distância – Bélgica

A empresa ZoraBots disponibilizou robôs para casas de repouso na Bélgica. Os dispositivos conectam os idosos às suas famílias através de videochamadas . O objetivo é que eles consigam manter contato em um período em que as visitas às casas foram limitadas. 

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Robô esteriliza hospital – África do Sul

Com pulsos de luz ultravioleta , um robô é capaz de esterilizar quartos de hospital em Joanesburgo, na África do Sul. A medida foi adotada pelo hospital Milpark para evitar a disseminação do novo coronavírus entre os pacientes. 

Robô faz serviço de quarto – China

No começo do ano, mais de 200 pessoas ficaram isoladas em um hotel em Hangzhou, no leste da China. Para levar comida e atendimento a essas pessoas, foram utilizados pequenos robôs, chamados de Little Peanut

Os dispositivos percorreram os corredores do hotel levando alimentos a todos os pacientes em observação. Previamente programadas, as máquinas sabem qual trajeto fazer, em qual porta parar e o que dizer para avisar que o serviço de quarto já chegou.

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Táxi voador – China

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Táxi voador consegue levar materiais até hospitais


Sem a necessidade de um piloto, um táxi voador chinês é capaz de carregar 140 kg por até 31 km com uma única carga. Em meio à pandemia do novo coronavírus, a tecnologia tem sido aproveitada para transportar suprimentos até hospitais, evitando o contato humano.

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